16 de jun. de 2005

Ria, se puderes.


James Joyce Books, originally uploaded by chillihead.
Trouxe o texto abaixo da coluna do Fausto Wolff. Se não podia, agora já era.

"Eventualmente, James Joyce ditava partes do seu romance Finnegan's Wake para seu discípulo, secretário e office boy Samuel Beckett, ao qual dava alguns centavos quando estes apareciam. Joyce reclamava que ''este negócio de ditar não funciona comigo'' quando bateram à porta e Beckett, que mais tarde escreveria três obras-primas do teatro mundial, não ouviu. Joyce disse:

- Entre.

Beckett escreveu este ''entre'' no papel.

Mais tarde o discípulo leu para o mestre o que ele havia escrito. Quando chegaram no ''Entre'', Joyce perguntou:

- Que ''entre'' é este?

- Foi o senhor quem ditou.

- Ditei, é? - E depois de uma pausa. - Então deixe ficar.

É por isso que Finnegan's Wake é incompreensível e Beckett aprendeu a lição: até hoje ninguém entendeu seus três romances."

Lluvia de críticas para el Ulises en su centenario

Críticas para o centenário que continuam sendo pertinentes. Considero o anti-romance apenas como um apunhado de técnicas literárias para todo aquele que deseja aprender a escrever ficção. Minha ingênuidade deve estar me traindo. À noite, voltarei à biblioteca.

La riqueza mestiza de Nélida Piñon

Numa banca de revista, próximo ao Ministério da Saúde:

-- Espanhol e grego para mim é a mesma coisa.
-- Nunca!
-- Estou dizendo! Fiz um semestre de grego...
-- Não vejo problema... mas o dicionário fica ao meu lado o tempo todo.

15 de jun. de 2005

O primeiro depoimento de Roberto Jefferson: lama sobre a mídia

Odeio quando me chamam de burro! Será que o jornalista acha que acredito no que leio?

London Burning

Saudade do tempo que eu passava as tardes, na casa do namorado da minha tia, ouvindo e dançando rock alternativo inglês. Sorte tinha ela de namorar um musicista. Sorte tinha eu de ser vizinho dele. Mais sorte ainda, era ele ter um irmão da minha idade. Punhetinhas e Playboys à parte, eu gostava mesmo era dos vocais, que eu imitava sob os olhares cúmplices do Marden.

A nova tradução de Ulysses

FASCINADO AO LER AS CINCOS PRIMEIRAS PÁGINAS, precisa passear pelas ruas de Dublin conduzido pelas frases do Houaiss com a única certeza de que deveria, o quanto antes, voltar a estudar Inglês. Ler James Jayce no original. Há muito marketing por atrás dos faxs que me chegam, duplicados, com pedidos vermelhos. Se a professora Bernardina da Silveira Pinheiro não fosse lançar sua tradução do Ulysses durante Bloom's Day (e os jornais não divulgassem o evento), eu me esqueceria da data. Assim como, me esqueço dos aniversários de amigos, familiares e colaboradoras. Memória é um ato social (onde eu li isso, mesmo?). Lembramos daquilo que nos lembram, muitas vezes. Queria que me esquecessem. Que me deixassem em paz. Que não me telefonassem nunca mais. Telefonemas noturnos desestabilizam minha libido.
Um cão me mordiscava a orelha, ora era um rottweiler, ora um labrador, era o homem que eu fingira amar. Acordei assustado. Encostei meu dorso no corpulento algoz que me trouxera cravos vermelhos disfarçados de trufas. O vinho tinto seco, mais seco estávamos nós de desejo um pelo outro. Do alto da minha benevolência propus ao corpulento um relacionamento aberto. Não que eu desejasse. Não queria mesmo! Apenas, não gostaria que ele sofresse a agonia da ausência das minhas mãos relaxando seu peito nu. Sinta-se à vontade para fazer sexo com outros caras. -- disse-lhe. Afinal, sexo é atração; amor, apoio incondicional. O Fornazze me abraçou pelas costas, predendo meus braços e perguntou o que eu queria ganhar de Dia dos Namorados. O que eu quero, eu já tenho. -- respondi-lhe. Mas na realidade, eu não sabia o que lhe responder. Agora eu sei. A porra do celular não atende.

14 de jun. de 2005

BliG Ricardo Noblat

Não acredito em nada que o Dep. Roberto Jefferson disse. Ele é artista e como tal mente. Resta saber o que ele acrescenta à nação com essa opereta tosca. (Ainda bem, que não mudei minha rotina. Ia ficar puto de raiva.) Estou cansado de saber que os donos do poder são corruptíveis. Por que não se aproveita e inicia-se a Reforma Política? Porque os ratos do Legislativo são de uma espécime muito rara e importante para a biodiversidade amazônica.

Blog do Moreno (Bastidores da política nacional)

Quase meio-dia, numa comercial de Brasília

-- Acho que vou resgatar meus dólares.
-- Calma, R. , espera o depoimento do Dep. Roberto Jefferson.

Meus Deus! Será que isso faz de mim um especulador financeiro. Tudo menos isso.

Planando sob mentes estúpidas


Brasília, DF, originally uploaded by ana_maria_.

A qualquer momento a inibição cede e voltaremos o olhar contrito para a alma verde do meu alter-ego que me pede para explicar, afinal, por que não mais me protejo dos cintos de couro que me torcem os dedos. São 9 horas, daqui a pouco o celular tocará. Minhas prioridades encaixotadas se mudam de perspectiva. A deriva... Consideram-me político, o que não significa que eu saiba me comportar como tal. A propósito, quantos graus me separam do Dr. Thomas Mesereau Jr.? Tomara que sejam poucos. ;)

13 de jun. de 2005

Numa galáxia não muito distante...

Minha prima me ligara preocupada com entrevista do Dep. Roberto Jefferson à Folha de São Paulo. Disse-lhe que só saltaria do barco, se o L.F.Verissimo escrevesse uma crônica atacando o PT e o governo. E ainda assim, eu iria atrás de outras opiniões. Mas ela crescera, tornara-se uma mocinha muito perspicaz, e me pedira que desenvolvesse o argumento. Está pronto, querida! Acabei de enviá-lo para o teu e-mail.

Writing Fiction

Que adorável surpresa! Acabo de descobrir que eu tinha apenas preguiça de ler em inglês. A motivação me guia para além de onde imaginei.

11 de jun. de 2005

10 de jun. de 2005

Leia Livro

Rapidinho, enquanto nenhum namorado afoito me pergunta o preço do buquê de rosas vermelhas. Gosto quando leitores do DiCla, me trazem links relevantes. Me parece que ganhei meu dia, triste por saber que meu amor não poderá vir à Brasília. Continuaremos pelo skipe, ora pois!

Lula no está en venta - ELPAIS.es - Opinión

Estou agoniado, mas argumentos favoráveis não me faltam para tranqüilizar os meus.

9 de jun. de 2005

meio quilo de costelinha

As sirenes já não me dão mais prisão de ventre. Talvez eu deva voltar ao açougue.

Gustavo Flaubert (1821- 1880)

Tenho me comportado igualzinho a Madame. O final todos presentem.

8 de jun. de 2005

César Vallejo (1892-1937)

-Posso trocar?
-Não! Já comprei.
-Então me entrega hoje; e o outro, me entrega no sábado.
-Bebeu?
-Posso beber... se você quiser.
-?!
-... o leitinho...
-Não provoca...
-Pensa com carinho.
-Nos carinhos?
-Também.
-Nesse caso, prefiro agir sem pensar.

Trocando em miúdos (Chico Buarque)

Direi que o Naz é perspicaz, se sábado de manhã, antes de eu sair para floricultura, encontrar um Neruda ao lado do meu travesseiro. Não substitue a ausência do amado, mas alivia a consciência pesada.

Lula diz que não acobertará ninguém e que cortará própria carne

Pelo tom do jantar de ontem, já estamos em campanha eleitoral. Não consegui comer nada. Faltava-me argumentos. Restava-me ouvir a retórica dos preconceituosos (pq ninguém admite?) e tentar no meio de tantas falácias, mostrar-lhes o quanto estavam equivocados. Mais uma vez, eu estava isolado. E mantendo um pouco de dignidade, escutava com semblante sério todas as queixas sem nada responder. Mesmo quando a réplica me veio, preferi me silenciar. Até porque ninguém estava interessado na minha opinião. Em momento nenhum minha fé se abalou, mesmo estando diante de interlocutores privilegiados.

7 de jun. de 2005

Paulo Markun: Dirceu foi bem no Roda Viva

Acabo de me lembrar o que estava eu fazendo na noite de 17 de maio. Assistindo ao Roda Viva? Eram os meus planos, não o do meu caso. Estava assistindo um outro tipo de vídeo, desses caseiros que a gente filma/ participa quando estamos embriagados de saudade. Não foi difícil convencer o Naz a apagá-lo. Vai que um dia eu seja solicitado a trabalhar no Palácio do Planalto, já imaginou o escândalo? Uma autoridade de Estado de salto alto fazendo felação. O dólar imediantamente passaria a valer R$5,00. A Bolsa de valores quebraria, o Risco-Brasil. atingiria níveis intoleráveis. Pediriam minha cabeça. E o pior, eu teria que me sujeitar às fantasias do meu amante, em troca da discrição. Jamais.