22 de jun. de 2005

Clube Virtual dos Militares da Reserva e Reformados da Aeronáutica

Onde chamam o José Dirceu ainda pelo codinome Daniel. Pode? Está claro que há muito rancor entremeado na nossa frágil democracia representativa. O exercício está apenas no começo.

21 de jun. de 2005

Jefferson: corrupção no governo Lula supera Collor

Com certeza! O Dep. Roberto Jefferson tem toda autoridade para fazer tal afirmação, pois ele estava por dentro do Esquema do PC Farias. Mas ainda tenho uma dúvida: então quer dizer que se não se descobrir nada sobre o esquema de corrupção supostamente chefiado pelo dep. José Dirceu significa que o crime foi perfeito? Isso me parece um raciocínio falacioso. Só não me lembro qual.
Posted by Hello

Por que teve de ser tão rápido, anônimo e descartável? Ainda trago na boca o gosto do latéx. No fundo da língua havia leve sabor de tabaco. (Ele também estava tentando largar o vício, por isso minhas gargalhadas, antes de iniciar esta entrada.) Fiquei anestesiado pelos beijos no meu ânus. Pude assim, controlar a dor. Que de insuportável, tornara-se administrável. Ele me fez tantas perguntas que pensei que fosse me convidar para jantar. Era só sexo, Marcinho e o ele nos enganou perfeitamente. Talvez, eu sirva só para isso descarga de emoçãos funestas contidas numa cumbuca enrrugada. Não preciso de sexo avulso. Na prática, prefiro ser observador atento e contido, como sempre fui. Acontece, que... não há justificativas. Não consigo mais namorar à distância.

20 de jun. de 2005

Não é o que parece

Que ironia! Acabaram enganando quem não deveria ser enganado.

18 de jun. de 2005

Dramalhão no país da retórica

Que o Dep. Roberto Jefferson estava encenando, não tinha dúvida. Só não sabia como explicar isso às moscas de frutas que insistiam em me atormentar. Quanto prazer sinto em vê-las mortas.

Com 3 artigos, Einstein reinventa luz, tempo, espaço e natureza da matéria

17 de jun. de 2005

::P e n s a m e n t o s I m p e r f e i t o s ::

Imagine se fosse, perfeito? Estariam no céu cantando para o Senhor.

16 de jun. de 2005

Ulysses, James Joyce


Ulysses, James Joyce, originally uploaded by cobra libre.

Toca telefone, toca. Levo-te para casa ou não? Olho o anti-romance servindo de peso para as folhas que minutos antes estavam espalhadas pelo chão. Na gabiente do senador, sou o garoto da suculentos e ninguém se atreve a me interromper. Um, dois, três cafezinhos seguidos. Sente-se. Fica à vontade. Minha primeira CPI. Podre em Brasília, são os pombinhos que insistem em fazer cocô na Praça dos Três Poderes. Tenho certeza que se trata de mais uma fantasia sexual do meu pai. Sim! Meu amante tem idade suficiente para me custear os estudos em Montpellier (E daí?) e tudo que escrevo se converge para ele. Óbvio. É para ele que declamo versos apanhados atrás da orelha da secretária que está acima do peso. Gostosinha, carne de segunda. Acém congelado no meu freezer carinhoso. Ela gosta e eu estou aprendendo a disfarçar que não gosto. Eca! Cuspo de lado. Ela ri. Cuspo novamente, dessa vez no cofrinho dela. Só o pensamento da possiblidade já a faz gozar. O pai, o meu, nem imagina e cotinuamos a correr pelo gramando detrás do Congresso. Não há nada de mais sair do gabinete às 21h e descançar os pés na grama puída. Denis, faz um favor? Olha até que hora a biblioteca fica aberta. Ele sai resmungando. Que isso! Só pedi um favor. Dissesse que estava ocupado. Um Senador da tribuna faz um discurso frouxo. Que péssimos assessores se escondem aqui! Onde estão os bom? Os bons bombons! Godiva na minha mesa. Mortos, mas são dois godivas e são gostosa e inteiramente meus. Será que eu conseguiria ler o monólogo da Molly, logo à noite? Deixa de ser Maria, Marcinho! Temos muitos documentos para analisar e a Comissão toda para... ixi! Fudeu. Despeço-me carinhosamente dos meus. Alguém atende o telefone, por favor! Eu saí. Na porta, o macho me espera. O teclado não ajuda, porra! De terno escuro e barba aparada, levá-lo para jantar no Chinês seria uma possibilidade e não tivêssemos no fim. Tu podias ter tirado a barba, poxa! Sou alérgico. Meu pescoço fica vermelhão. Vermelhão é a cabeça do meu pau! Fala mais alto, ninguém sabe disso. Acabei não lhe dizendo, querido DiCla, como me apaixonei pelo pela tradução do Houaiss. Em casa, a gente continua. Em off.

Querido DiCla,

Happy Bloom's Day!



Minha primeira CPI. Três meses passam rápidos.

2005 - Uma Odisséia Literária:

Neste blogue podemos acompanhar trechos do percurso (no tempo e no espaço) do Leopold Bloom (metempsicose de Ulisses).

Ulisses gostaria de ser um cidadão comum. James Joyce aproveitou a idéia e nos presenteou com o judeu __________.
E você, DiCla, se sua alma pudesse trocar de corpo, quem gostaria de ser?

James Joyce (bacia de links)

Há material suficiente para elaborar uma tese. Fale a pena? Sim! Se no caminho não houvesse uma pedra. "Há uma pedra no meio do caminho."

Ria, se puderes.


James Joyce Books, originally uploaded by chillihead.
Trouxe o texto abaixo da coluna do Fausto Wolff. Se não podia, agora já era.

"Eventualmente, James Joyce ditava partes do seu romance Finnegan's Wake para seu discípulo, secretário e office boy Samuel Beckett, ao qual dava alguns centavos quando estes apareciam. Joyce reclamava que ''este negócio de ditar não funciona comigo'' quando bateram à porta e Beckett, que mais tarde escreveria três obras-primas do teatro mundial, não ouviu. Joyce disse:

- Entre.

Beckett escreveu este ''entre'' no papel.

Mais tarde o discípulo leu para o mestre o que ele havia escrito. Quando chegaram no ''Entre'', Joyce perguntou:

- Que ''entre'' é este?

- Foi o senhor quem ditou.

- Ditei, é? - E depois de uma pausa. - Então deixe ficar.

É por isso que Finnegan's Wake é incompreensível e Beckett aprendeu a lição: até hoje ninguém entendeu seus três romances."

Lluvia de críticas para el Ulises en su centenario

Críticas para o centenário que continuam sendo pertinentes. Considero o anti-romance apenas como um apunhado de técnicas literárias para todo aquele que deseja aprender a escrever ficção. Minha ingênuidade deve estar me traindo. À noite, voltarei à biblioteca.

La riqueza mestiza de Nélida Piñon

Numa banca de revista, próximo ao Ministério da Saúde:

-- Espanhol e grego para mim é a mesma coisa.
-- Nunca!
-- Estou dizendo! Fiz um semestre de grego...
-- Não vejo problema... mas o dicionário fica ao meu lado o tempo todo.

15 de jun. de 2005

O primeiro depoimento de Roberto Jefferson: lama sobre a mídia

Odeio quando me chamam de burro! Será que o jornalista acha que acredito no que leio?

London Burning

Saudade do tempo que eu passava as tardes, na casa do namorado da minha tia, ouvindo e dançando rock alternativo inglês. Sorte tinha ela de namorar um musicista. Sorte tinha eu de ser vizinho dele. Mais sorte ainda, era ele ter um irmão da minha idade. Punhetinhas e Playboys à parte, eu gostava mesmo era dos vocais, que eu imitava sob os olhares cúmplices do Marden.

A nova tradução de Ulysses

FASCINADO AO LER AS CINCOS PRIMEIRAS PÁGINAS, precisa passear pelas ruas de Dublin conduzido pelas frases do Houaiss com a única certeza de que deveria, o quanto antes, voltar a estudar Inglês. Ler James Jayce no original. Há muito marketing por atrás dos faxs que me chegam, duplicados, com pedidos vermelhos. Se a professora Bernardina da Silveira Pinheiro não fosse lançar sua tradução do Ulysses durante Bloom's Day (e os jornais não divulgassem o evento), eu me esqueceria da data. Assim como, me esqueço dos aniversários de amigos, familiares e colaboradoras. Memória é um ato social (onde eu li isso, mesmo?). Lembramos daquilo que nos lembram, muitas vezes. Queria que me esquecessem. Que me deixassem em paz. Que não me telefonassem nunca mais. Telefonemas noturnos desestabilizam minha libido.
Um cão me mordiscava a orelha, ora era um rottweiler, ora um labrador, era o homem que eu fingira amar. Acordei assustado. Encostei meu dorso no corpulento algoz que me trouxera cravos vermelhos disfarçados de trufas. O vinho tinto seco, mais seco estávamos nós de desejo um pelo outro. Do alto da minha benevolência propus ao corpulento um relacionamento aberto. Não que eu desejasse. Não queria mesmo! Apenas, não gostaria que ele sofresse a agonia da ausência das minhas mãos relaxando seu peito nu. Sinta-se à vontade para fazer sexo com outros caras. -- disse-lhe. Afinal, sexo é atração; amor, apoio incondicional. O Fornazze me abraçou pelas costas, predendo meus braços e perguntou o que eu queria ganhar de Dia dos Namorados. O que eu quero, eu já tenho. -- respondi-lhe. Mas na realidade, eu não sabia o que lhe responder. Agora eu sei. A porra do celular não atende.

14 de jun. de 2005

BliG Ricardo Noblat

Não acredito em nada que o Dep. Roberto Jefferson disse. Ele é artista e como tal mente. Resta saber o que ele acrescenta à nação com essa opereta tosca. (Ainda bem, que não mudei minha rotina. Ia ficar puto de raiva.) Estou cansado de saber que os donos do poder são corruptíveis. Por que não se aproveita e inicia-se a Reforma Política? Porque os ratos do Legislativo são de uma espécime muito rara e importante para a biodiversidade amazônica.

Blog do Moreno (Bastidores da política nacional)

Quase meio-dia, numa comercial de Brasília

-- Acho que vou resgatar meus dólares.
-- Calma, R. , espera o depoimento do Dep. Roberto Jefferson.

Meus Deus! Será que isso faz de mim um especulador financeiro. Tudo menos isso.