Fico indignado com quem não se preocupa em rastrear fontes. Deveria se defender a literatura brasileira. A língua e indivíduo são, a meu ver, indissociáveis. Veja o que Homero (não só ele/ principalmente ele) fez pela língua grega.
P.S.: Só, hoje, me dei conta que o link poderia estar errado. E estava.
25 de jun. de 2005
24 de jun. de 2005
Harry Potter | Editora Rocco
Vai rolar um fight. Faço qualquer sacrifício para levar o capitão do BOPE para cama. Inclusive ler J.K. Rowling. Aquela história de que meus filhos são fascinados pelas aventuras do Harry Potter, não me convence. O capitão estava enfeitiçado e não era pela minha boca, sim, carnuda. Há algo na história do bruxinho que o seduz, a ele e a milhões, que o faz violar laços, antes tidos como sagrados. Pretendo, urgentemente descobrir. Vou me empenhar com afinco. Ele me quer, só não sabe como. Eu o quero, não sei o tanto, há muitos anos. Na suíte de luxo de um hotel de onde podemos comtemplar ao fundo o Congresso Nacional, lerei para ele trechos do livro. São as armas que disponho. Quarta-feira saberei se fui aceito na Ordem dos Magos Libertinos, ou não? Preciso me manter sereno.
Provas de amor chegam embrulhadas

Cantavam o refrão com entusiasmo, ".. São João, São João, acende a fogueira do meu coração..." Arma branca nas minhas mãos, o copo de quentão me acompanhava. Calma, rapaz, no caminho de casa tropeçarás no príncipe, não o machuque com o seu mau humor. Cansaço, paixão. Minhas semanas têm sido de quinze dias. E o retorno para casa nem sempre tranqüilo. Os bares lotados, boêmios de gravata, a conta pendurada na generosidade de um amigo à espreita. Não há nem mais onde me esconder. A generosidade me arrastarra ao forró particular dos meus sonhos.
Vamos dançar, vamos! Preciso arrumar uma namorada, Raquel. Namorada, Marcinho? Como assim?! Fitei nos olhos da minha confidente, tempo suficiente para que ela conseguisse traduzir meus pensamentos. É o Bruno, não é? Se tivessem uma baixa seria simples. Enviar-lhe a coroa de tulipas pérola. Com avenca suiça! Com muita avenca suíça. Ela balançou a cabeça, como se dissesse: Infelizmente, concordo contigo. Sabe, paixão, por isso que eu gosto de acreditar que existe inferno. E ele vai ter que prestar contas de muitas almas que ele mandou para lá. No inferno os papéis serão invertidos: o polícia toma o lugar do bandido... E o bandido de Capeta, completou ela. Descontraídamente rimos, como fazíamos quando eu engasgava na água. Nem percebemos quando o Alfredo chegou com os copos de... Quentão! Você quer me embebedar? É São João. Toma! Que companheiro é você.
Amor, lá no serviço, você não conhece ninguém... Raquel! Esqueceu-se de quem me apresentou o Bruno? O que tem o Fornazze? Não me liga, não responde meus e-mails, vem a Brasília e não me procura...Vocês não foram ao cinema anteontem? Como você sabe?! Vocês não foram ao cinema anteontem? Co-mo vo-cê sa-be? Ele chegou lá em casa reclamando que você preferiu assistir a um filme de intelectual a ir para o motel. Não foi bem assim, Raquel e ademais ninguém mandou ele hospedar aquele José Maria lá em casa. O cara é parceiro, Marcinho. Alguém quer canjica?
Vou saltar de bungee jump. Não vai mesmo, ficou maluco? Ah, eu queria tanto saltar... Até você, Raquel? Peguei-a pela a mão e disse-lhe vamos, imediamente, o Alfredo a segurou pelo braço. Não vai, não! Me solta, Alfredo! Você está me machucando. O olhar sério da Raquel foi suficiente para que ele a soltasse. Para quem você está ligando? Para o seu marido! Ele adora me ouvir gritando. Alfredo, pára com isso! Vão acabar chamando a segurança. Ele tirou a carteira do bolso. E todo mundo no clube passou a prestar na gente. Para onde eu olhava, as pessoas desviavam o rosto, como se fingissem que não estavam olhando. A Raquel se divertia. Eu estava decidido a gastar os últimos cinqüenta reais. Peraí, Doutor, ele quer falar contigo. Peguei o celular e o desliguei.
Saímos em direção do aparelho, a Raquel e eu mão dados e o Alfredo gritando atrás da gente. Quem vai primeiro, Marcinho? Ladys, first. Há-há-há! Dispenso seu cavalheirismo cretino. Então, vou primeiro. Ia. Fui segurado pelo braço e arrastado até o carro, com a Raquel gritando larga ele, larga ele, atrás da gente. Você quer ficar viúva, Raquel? A expressão do Alfredo era de desespero. Então a graça acabou. O que o Bruno lhe disse? O que sempre ele diz: eu amo demais esse moleque. Abri meu melhor sorriso para Raquel e pedi que o Alfredo fosse, então, buscar mais quentão para gente. Vê se desta vez trás o meu sem açúcar. Ainda provoquei a Raquel, quando o Alfredo se afastou, chamando-a para irmos, finalmente, saltar de bungee jump. Mas ela, me perguntou se aquele tempo todo eu não estivera rezando ao Santo errado. Quem sabe?
23 de jun. de 2005
Blogs Políticos: A "webcatarse" do cidadão desiludido
Agora se faz no blog do Noblat o que antes se fazia no porta de banheiro público. Massa, véi! :D
22 de jun. de 2005
Michael Moore e os Assassinos por Natureza
"(...) diferença básica entre ironia e sarcasmo (...). Enquanto o sarcasmo é o um instrumento da camada dominante para lembrar da sua posição para os demais, a ironia é a arma dos desprivilegiados, que usam a linguagem dos que estão do poder contra eles mesmos."
Jean-Paul Sartre
O vazio do meu silêncio resvala na minha ignorância. A novidade reside na lápide arrebentada. 14 de julho de 1946, 03 de março de 1980. Fiz o sinal do cruz por educação. Sei que ela não acreditava, nem gostava. Arranquei uma rosa amarela com a autoridade de filho caçula e sai caminhando ávido por um telefone público.
A tese de doutorado do Coelho
Não consegui conter as gargalhadas. Se o aluno transpõem as adversidades sem apadrinhamento ou ajuda dos outros, seu mérito é maior? Acredito que sim. Mas ninguém vence sozinho. Nem o maratonista, cuja o treinador acaba de se jogar do alto prédio dos nossos sonhos.
Clube Virtual dos Militares da Reserva e Reformados da Aeronáutica
Onde chamam o José Dirceu ainda pelo codinome Daniel. Pode? Está claro que há muito rancor entremeado na nossa frágil democracia representativa. O exercício está apenas no começo.
21 de jun. de 2005
Jefferson: corrupção no governo Lula supera Collor
Com certeza! O Dep. Roberto Jefferson tem toda autoridade para fazer tal afirmação, pois ele estava por dentro do Esquema do PC Farias. Mas ainda tenho uma dúvida: então quer dizer que se não se descobrir nada sobre o esquema de corrupção supostamente chefiado pelo dep. José Dirceu significa que o crime foi perfeito? Isso me parece um raciocínio falacioso. Só não me lembro qual.


Por que teve de ser tão rápido, anônimo e descartável? Ainda trago na boca o gosto do latéx. No fundo da língua havia leve sabor de tabaco. (Ele também estava tentando largar o vício, por isso minhas gargalhadas, antes de iniciar esta entrada.) Fiquei anestesiado pelos beijos no meu ânus. Pude assim, controlar a dor. Que de insuportável, tornara-se administrável. Ele me fez tantas perguntas que pensei que fosse me convidar para jantar. Era só sexo, Marcinho e o ele nos enganou perfeitamente. Talvez, eu sirva só para isso descarga de emoçãos funestas contidas numa cumbuca enrrugada. Não preciso de sexo avulso. Na prática, prefiro ser observador atento e contido, como sempre fui. Acontece, que... não há justificativas. Não consigo mais namorar à distância.
20 de jun. de 2005
18 de jun. de 2005
Dramalhão no país da retórica
Que o Dep. Roberto Jefferson estava encenando, não tinha dúvida. Só não sabia como explicar isso às moscas de frutas que insistiam em me atormentar. Quanto prazer sinto em vê-las mortas.
17 de jun. de 2005
::P e n s a m e n t o s I m p e r f e i t o s ::
Imagine se fosse, perfeito? Estariam no céu cantando para o Senhor.
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