13 de set. de 2005
Tulpen, tulips, tulipas
Uma bomba de pétalas de tulipas preste a estourar debaixo da minha cadeira. Polens impregnarão as paredes revestidas de cicatrizes feitas à ferro frio. Pensei em fugir. Talvez me consultar com Doutora Médica. Talvez cumprir o acordo com a Doutora Psicóloga. Consultórios têm sido excelentes esconderijos. Entretanto, resolvi permanecer. Quero testemunhar o atentado, mesmo que eu seja o principal suspeito. Só assim junto provas da inoperância alheia. Tem neguinho que está com o cu na seringa. Não tem coragem de me encarar. Aguardemos.
12 de set. de 2005
Na grande sala dos fundos onde os vaqueiros articulavam boa noite suficientemente escura, dormi durante toda a escuta (essa, autorizada pela Atabaque). Corri. Não a tempo. Desencontrei-me dos selos preto-em-brancos. (Havia vários deles escondidos no pano-de-prato.) Por acaso pude acompanhar a partida contra a morte, noutra esquina. Colei suando a essa oportunidade de marrecos e consegui sublimar o vício. Quando me vi novamente diante do Sonífero (Obrigado, Msc. Adriana. Hoje, "elas" estão presas aos intestinos. Frias, frias.) fui contaminado por aquela reação nuclear. Nossa cota de plutônio, explosão de pipas no horizonte da Rosas-dos-Ventos. Um aparte, enquanto estou sendo lembrado pela canção do Apadrinhado (Qual?): Respeito muito as idéias e opiniões do Excelência THC, mas prefiro continuar comendo mandacaru. Até porque não há provas (Ainda). Voltemos ao pseudo-debate. Aquilo lá era uma paródia. Corpos desuntados de gordura humana. E antes de assistir ao espetáculo, passamos por Roma. Fomos cumprimentar Lady Windermere. Reconheci o vati quando seus amigos entraram na sala. Senti muito orgulho de mim mesmo.
9 de set. de 2005
Desertor
É, Marcinho. Você se fudeu. Preso no berçário sem poder sair. Eu lhe disse, eu lhe disse. Não aceite nenhum favor. Agora você está amarado sem ao menos poder movimentar as mãos, de olhos vendados para notas frias, amordaçado murmurando palavrões. Não seja melodramático, Marcinho. Você gosta de comer esfirra na café-da-manhã. Você gosta da gorjeta que o grego lhe dá. O estrangeiro gostoso, caraca e peludo que nos atende com o cacete (oops!) para fora. Depois dizem que ele é maníaco. Quem está doente sou eu. Cem passos adiante fantasiado de coelhinho. Onde está sua bengala, Dr. Leão? (Vamos tomar uma cerveja, qualquer dia. Para o Senhor, abro uma exceção.) "Ainda vou descobrir o que você tanto faz nesse computador." -- me dissera o desafeto. Falar sobre tua vida é que não é. Há personagens mais interessantes para se conhecer. Seus toques escorre feito mijo roxo, não me serve, eu poderia responder... Eu precisava sair. Ir à biblioteca da universidade renovar uns livros. Mas não posso. Você pode fazer isso pela internet. Podia. Você pode renová-los pelo telefone. De novo? Pouco adiantou teu esforço, Márcio. Vá no horário de almoço. Não tenho horário de almoço. Vá à noite. Não tenho hora para ir embora. Ainda tive coragem de mentir para o embaixador: "Mas, você recebe um salário, não?" Vou embora para Foz de Iguaçu. Lá tenho alguém que me ama se escondendo atrás de relatórios, processos e afins. Minha fotografia escondida no fundo falso da agenda em branco. Será que o Bruno tem se masturbado olhando para ela. Eu poderia enviar-lhe umas fotos minhas. Nu dorsal, frontal, de quatro fazendo um oito. Ele ia chorar as setes quedas do rio, na minha foz onde ele não mais deságua. Acho que ele foi para lá. Preciso conferir essa informação. Será que ele me aceita? Será que ele me perdoa pelos consecutivos nãos. Vou deixar o apartamento com alguma imobiliaria. Não foi esse o combinado? "Como você quiser." A quanto meses estou remoendo essa história? Acaba logo com isso. Ninguém mais agüenta. Faça suas malas e vamos embora. É facil. Simples. Na cidade onde as estrelas caem em forma d'água. E submeter-me ao temperamento desequilibrado do Bruno? Sei não. Naquela tarde, lá na chácara do pai do Gustavo, para que ele ficou atirando para cima? Logo o Bruno que sabe o quanto custa uma munição. Estava se exibindo para quem? Ele estava com raiva. Aos poucos vou me lembrando porque preferi morrer no berçário a acompanhá-lo com honras militares. "Programa de proteção à vítima" Há, há, há! Até onde vai sua imaginação? Até Oort. Quando estou com preguiça. Vamos voltar ao Regimento Interno da Câmara. Eu não disse ao promotor que trabalhar no preparo de mudas de Araucaria angustifolia me faria bem. Lá estou eu novamente me recusando a usar as luvas. Não é isso. Eu as esqueci no lavabo.
8 de set. de 2005
Silver Fizz ao amanhacer
- Ei, Coelhinho, você não se incomoda de ficar com seus pêlos sujos de cocô?
- Não, isso é normal.
7 de set. de 2005
-- Você nunca mais me ligou. Está namorando?
-- Não. Quer dizer. Estou vindo de um fim de relacionamento. E estou bem. Se estou aqui enfretando essa multidão de conhecidos, é porque eu estou bem.
Olhei para o céu, não para ver a esquadrilha da fumaça, mas para segurar as lágrimas. Quando parei de olhar os aviões, os olhos do agente ainda estavam lá me aguardando. Felipe era seu nome. Cabeça raspada, másculo, olhos verdes. Tal qual o narcotraficante. Completamente diferentes. "E você está namorando?" Não devia ter feito essa pergunta, agora o Felipe vai pensar que estou interessado nele. (Porque não?) (E está mesmo). "Sou casado com minha profissão. Esqueceu-se?" (Tão novo e já comprometido.) "Mas isso não significa que eu não tenha meus rolos por aí." Reclamei do clima seco. Despedimo-nos com um aperto de mão (longo, apertado). Desejei-lhe bom trabalho. Antes de eu me afastar para nunca mais vê-lo, (as coincidências...) ao menos não pretendia, ele me perguntou onde havia errado. E antes que um dragão da independência me pisoteasse, me puxou para junto de si.
-- Sempre o herói antento a salvar e proteger os inocentes.
-- Quem precisa ser salvo sou eu... Vamos sair, qualquer dia, tomar alguma coisa, ir ao cinema.
-- Dezessete de março, o que me diz?
-- Amanhã à noite.
-- Sábado à tarde. Você deixa a arma, a funcional, o relógio e o celular em casa.
-- A carteira também?
-- Se você não se importar de dar entrada no hospital como indigente, tudo bem.
Ele riu, como eu nunca havia visto antes. Risos descontrolados. Chamava a atenção dos transeuntes. Não sei se ria de prepotência, por achar que nada, nem ninguém poderia lhe atingir; ou se ria de felicidade, por eu ter aceito o convite.
-- Posso lhe buscar meio-dia?
-- Você ainda se lembra onde eu moro?!
Ele se lembrava de muito mais, e eu esse tempo todo tentando esquecer.
6 de set. de 2005
5 de set. de 2005
Vou mergulhar na piscina de baratas novamente. Asco, se elas não proclamassem a Paz. A bandeja contava os passos. Desfalque de quinze sacas de cimentos. A Branca me fazia cobranças, confissões. Seu pai me quer. "Eu o aceitaria como genro, aquele lá não!" Ainda bem que o Fornazze estava longe o suficiente. Nossos lábios protegidos. Eu estava cochichando? Pelos corredores toda conversa ocorre ao pé do ouvido. Quanto mais político, quanto mais importante, mais inaudível. "Ela estava me convencendo a trabalhar na campanha. Deixei claro que não iria." Imprensado no muro chapiscado, com um braço pressionando meu pescoço, sustentei minha verdade. "Não gosto de ver você conversando com ela." Mas ele adorava me ver fodendo aquela bunda morena, ou me ver sendo fodido pela prótese calejada, ou ainda foder alternadamente nós dois, na fantasia dele, nós duas. O hálito da cerveja me incomodava mais do que o semi-estrangulamento. Dizer-lhe que estava me machucando, que estava doendo, só iria excitá-lo ainda mais. Dizer-lhe que estavam todos olhando, só serveria para ele me lembrar que todos ali lhe devem favores. "Vamos dar uma volta de moto, amor. Fazer uma trilha. Assim não haverá testemunhas, será mais fácil se desfazer do meu corpo." "Não, não. Eu gosto muito de você." Há quanto tempo não ouvia ele me dizer que me amava. Haveria desistido ou se conformado? "Gosta?! Não me ama mais?" Ele olhou para os lados, para se certificar que ninguém nos observava. As pessoas estavam mais preocupadas com a picanha assando. E sussurou. Só tive forças para corresponder ao beijo. Era um churrasco de despedida. Todos ficaram felizes. |
2 de set. de 2005
31 de ago. de 2005
Auauauauauávamos
Do encontro entre o pitbull e o chiuaua se viu olhos alegres. Porque ele me mentiu, diante tantas revelações? Muita culpa guarda aquele coraçãozinho. Sabia que tínhamos algo em comum.
30 de ago. de 2005
Viveca, Mandrake e Rubem Fonseca
Embolados
meu amor ele é demais nunca de menos
ele não precisa de camisa-de-vênus
Ouça o que eu vou dizer meu bem me ouça
o que ele precisa é de uma camisa-de-força
(...)"
Não consigo me livrar dessa melodia.
O que ele precisa é de uma camisa de linho. E eu uma de seda.
29 de ago. de 2005
Vaslav Nijinski (1889-1950)
Antonin Artaud
Quem? Onde? Como? Por quê? Para quê? Para quem?
27 de ago. de 2005
25 de ago. de 2005
24 de ago. de 2005
ACNUR
23 de ago. de 2005
22 de ago. de 2005
19 de ago. de 2005
Só apanha se quiser
Perto do Coração Selvagem. Clarice Lispector. Francisco Alves. 1995. 16ª Ed.
Os Cus de Judas. António Lobo Antunes. Vega. 1979. 2ª Ed.
18 de ago. de 2005
Clarice Lispector, Samuel Rawet e António Lobo Antunes, não necessariamente nesta ordem.
Este post para vai para o leitor que me pediu três sugestões de leitura. Se não me bastasse a Branca e o Pônei a me perguntarem: o que eu leio? O que eu leio? Eis que me surge do ciberespaço esse querido inquisidor.
Não ouça Puccini antes de tomar a primeira xícara de café do dia. Com certeza você irá no apartamento do amado procurar pela escopeta escondida. Não escutei o conselho. O punhal não servia. Há sangue, demais, escorrendo pelo asfalto. Como se os projéteis não fossem arrebentar todas minhas emoções. Como se eu não precisasse me trancar no quarto.
Protegido de mim mesmo e dos beijos incandecentes, guardaria as sobras de pizza perto do coração, ou num cu de judas qualquer, quem sabe na fronteira com o Equador. (O jantar estava delícioso.)
A congregação de lobos. Congresso decadente. Samuel seria um anjo macio a nos polinizar. Sinto-me um herege, invocando seu nome. Samuel. Ipês brancos. Vô Samuel nos chamando para colher flores em Lácio. Naquele dialeto vejo-me déspota, orgulho da mamãe. Analfabeto cometo parricídio, sem contar outros crimes lesa-pátria.
Daniel, meu irmão, onde está você? (Não é você Gaudz e sim o parceiro do Pônei. Aquela dupla da RPMon que comentei contigo ontem à tarde.) Sinto saudade do molho de chaves, do passeio de moto ( a perna queimanda), do bolo de laranja, as piadas, do lenço. Eu poderia te ligar, ou te escrever, mas prefiro compartilhar da dor de pessoas que não existem. Personagens que não surram. Ciumentas, é verdade. Mas tenho mais domínio sobre elas, do que tive sobre tua imaginação. Minhas prioridades tem sido outras. Nosso passado me serve de húmus. Sinta-se um privilegiado, portanto. Conheço pessoas que gostariam de ser retratadas por mim, mas nunca deixarão de ser o que exatamente são: anônimos. Especula-se até que num futuro próximo eu escreveria um romance sobre fatos testemunhados no gabinete do ex-Deputado L. E. M. Gente! Era apenas um cacto. Que inferno! Jamais, Daniel. As imagens tão fortes quanto o amor prometido sobrepõem-se sobre mim. Elas mandam, eu obedeço. Sim, Dona Morte.
17 de ago. de 2005
O amor e seus heterônimos
Depois da manifestação, fomos namorar ao crepúsculo, às margens do lago Paranoá. O Critoën de porta aberta, o som no último volume. Uma música irrelevante, diante dos beijos estralados. Estávamos vulneráveis, demasiados expostos. Mas o amor nos protegia. Nosso engano demorava a se recolher. Disse-lhe que tinha medo. Ali não era o lugar mais apropriado para a gente, esquecidos, se mergulhar em abraços apaixonados. Alguém poderia estar nos observando de alguma janela. E mesmo se tivessem nos observando, pensariam que se tratava de um casal de namorados. O que somos de fato, disse-me.
-- Gostei de você ter tirado uma folga para me acompanhar ao protesto.
-- Quem lhe disse que estou de folga? Chegando em casa, você vai me ajudar a escrever o relatório.
Bravata. Nem cheguei perto do laptop. Mas, irritei-o bastante, ao perguntar como ele me garantia que na Esplanada havia 10 mil pessoas.
-- Você pode enganar outro, não um geógrafo. Com a fotografia aérea do local, eu te digo em cinco minutos quantas pessoas havia lá.
-- Caralho! Já te disse que o helicóptero não estava ali para isso.
-- Então, ele estava lá para quê? Não acredito que o governador tenha enviado snipers para sobrevoar-nos. Afinal, vocês estavam lá.
Ele me pediu que eu fosse esquentar a lazanha. Obedeci, convencido de que voltaria ao tema, ou me recusaria a desfazer os nós dos lençóis.
16 de ago. de 2005
Vamos falar sobre política
-- Para dar conta de você, tomo calmantes.
15 de ago. de 2005
De táxi com a Sorte
No táxi acompanhado de uma Gisele, sonhei que era beijado pelo Ouvidor-Geral. Um beijo miúdo, apertado, cheio de acácias mimosas e sulfurosas. Fitando-lhe nos olhos, disse-lhe: basta! A modelo nos observava através da volúpia enternecedora dos anfetaminados. Quem está articulando o golpe? Eu precisava saber. Testar as hipóteses, angariar fundamentos e provas. O distanciando impregnado desde anos castanha-com-ameixa, não me permitiria divulgar os nomes, tampouco devolver os livros apócrifos. Assim seria fácil demais. A calcinha de rendas brancas era de um perfume que dias atrás eu não pudera sentir. O Ouvidor-geral rindo do meu esquecimento entumecido, me causava repulsa. Sêmen dos querubins, garoto. Chamem as hortênsias, Doutor! Eu as quero cheirar também. A modelo me mordiscando os lábios escuros, meu lóbulo furado, meus cotovelos-joelhos-calcanhares. E o golpismo, Doutor? Esqueça isso, guri! Não sei. Mas se você quiser mando uma barca te deixar em casa. Queria ser Aquiles. Morrer naquele momento de fluídos orgânicos me escorrendo pela boca, me sujando a barba. Por fim, foi eu que procurei os finos lábios rosados da autoridade. Esta tua omissão me conduziu à fronteira. Aquele ramalhete de rosas vermelhas não era para mim. Porque você diz isso? O Ouvidor esquecera suas promessas, eu continuava fiel aos meus princípios. A modelo se afastara do nosso suor para poder se tocar sem nossa interferência. Agora somos nós, moleque. E eu desistira de formular perguntas, só pedia clêmencia. Já que o senhor faz questão, que seja carinhoso. Não quero me encontrar com meu proctologista antes do Natal. A modelo me prendeu a cabeça entre suas torneadas coxas de uréia, misericordiosa ela, e me ensinou a relaxar o esfíncter. Pude ver, então, a Verdade. Tarde demais. O sacristão se esforçava para me lembrar que os sinos controlados remotamente lamentam as perdas. As estufas com seus roxos lisianthus em botões. A edição fechada. Essa semana vai ser difícil.
13 de ago. de 2005
Um voz rebelde
12 de ago. de 2005
Sobre o pronunciamento de hoje à tarde
11 de ago. de 2005
10 de ago. de 2005
9 de ago. de 2005
Nagasaki não, meu bem.
Poesia no ombro largo do suspiro. Significa paz, explicara-me ele. Paradoxo: o polícia promovendo paz. Não sei como você consegue comer doce no café da manhã. Ele tentava travessar a enxurrada no desespero de ontem à noite. Oi?! Dedos estralando diante meu olhar perdido. Oi?! Beijo com gosto de papaya. O ideograma a me lembrar dos Cantos. A jornalista a mostrar destroços do terror. Ele passou a prestar atenção no jogo de imagens e voz, quando me emocionei. Terminada a reportagem, deitou-me cuidadosamente na cama, acomodou minha cabeça no travesseiro para que eu pudesse recordar da noite anterior. Mordiscou-me os lábios entre intervalos de doces beijos, literalmente, doces, daquele mesmo que me dissera que não conseguia sequer experimentar no café da manhã. Com tanto bolo de fubá, era de beijos que ele tinha fome. Eu preciso ir embora. Tenho que abrir a loja. Pede a conta, por favor.
8 de ago. de 2005
Mushrooms, champignons, cogumelos, seta?
O que se destinava apenas para comentar minha indelicadeza, desaguou na digressão minha de todos os dias. A poliglota poderia me responder a essa inquietação, já que se encontra on line, mas prefiro aguardar ser capaz, eu mesmo, de disolver minhas dúvidas primárias. Sossega, menino! Nada mais inverossímel do que lavar as mãos a todo momento. Você acerta ao errar... Eu prometera à Princesa, ao apresentar o croqui, que não complicaria o que por si só, apresenta-se intrinsecamente complexo. Mas, hoje de manhã, ao folhear o jornal, me convenci de que estaria talvez seguindo a estrela correta. (Não deveria ter vendido meu GPS.) "O estilo consiste em escrever como nos dá na veneta."(Sofocleto) Retorno depois. As idéias começaram, novamente, a se debaterem. Passado cinco minutos, interrompido por uma elegante morena de tailler rosa choque que me lembrou os holofotes ofuscantes, volto para finalizar o post. O que venho fazendo, bem ou mal, foi por causa de um alucinógeno. Não esperava te encontrar. Vagava. Nesses tempos de agentes da Polícia Federal investigando profiles e scraps, posso me comprometer por causa dessa confissão. Ressalvo, no entanto, que nesse espaço virtual não se faz apologia à entorpecentes ou se promove transações comerciais ilícitas. Minha pressepada passa por dentro de um branco afunilado túnel . Fique bem claro: branco! Ao me expressar assim, até parece que estou induzindo alguém a me ligar, até parece. Só não digo nunca, porque nunca é demais.
P.S.: Liga logo, caralho! Estou de saída.
P.S.: É de se lamentar o ítulo do romance em português: "Montanha gelada".
6 de ago. de 2005
Hiroshima não, meu amor.
Tolo sou eu. "Ôh! Se gosto de bater. Não foi por acaso que trabalhei dois no BOPE." Tentei mudar de assunto, mas ele queria me descrever seu doentio perfil de sociopata. (Você se envolve com cada um!) Por fim, ele concordou em escutar-me. A solidão deixara um vazio, por mais que gritasse por socorro, ninguém me respondia, além dos olhos castanhos prestes a me apunhalar. Dessa vez a volúpia e a dor não se encontraram.
5 de ago. de 2005
Não era bem essa foto que eu gostaria de publicar, mas em tempos de liberdades individuais comprometidas, não convém divulgar fotos de pescoços. Obrigado, viu. Foi muito bom. -- dissera-me o cidadão que não pretendo encontrar novamente. Talvez eu tenha me esforçado demais. Poderia ter sido mais contido. (Pára de se lamentar. Você gozou, não gozou?) Não deveria ter me afastado das minhas leituras. Assim, me esqueceria de uma vez por todas que sou feito de carne. Na casa de swing da Madame Flor, reescrevi o manual de boas maneiras. O que até, então, vinha sendo minha imaginação resvalara-se na realidade. Grunhir do prazer, gemi no medo e gritei na dor. Embebido de volúpia, apoiei-me os sentidos na nuca do capitão. A língua da puta me serviu de bálsamo.
3 de ago. de 2005
Fluorite rosary
Calma! Não foi esse. Sou escrupuloso (vulgo caxias), tratando-se de bens alheios, a ponto de incomodar os mais sensíveis. Priminha, esse post é especialmente para você e seus amiguinhos. (Com licença, leitores do DiCla, preciso xingar.) "Que cara chato, amor!" -- ouvira antes de deixar a cozinha. Se estou responsável por duas empresas, quatro pessoas, mais a cadela, o hamster, os cinco peixes (ai! de mim se acontecer algo aos bichos) e as plantas (principalmente!) não posso deixar à revelia gastos, horários e compromissos. Há pessoas que, atentas, admiram minha dedicação e eficiência. O rosário, nem conto pela beleza, mas quem trouxe de onde, abençoado você sabe por quem, me serve de acalento. "Trouxe, especialmente para você, Marcinho." E a história do tempo fechado ficará para um próximo post, a indesejada chegou hoje mais cedo. Ainda bem, estou retorcido de fome.
2 de ago. de 2005
Gazebo
Para moça que me descobriu no Skype. Como conseguiste? Isso é um gazebo. Conto com a tua discrição. [;)]
1 de ago. de 2005
Biblioteca de la Universidad de Salamanca
Dois posts no mesmo dia? Estou sozinho aqui no gazebo, aproveitemos, portanto. Sábado à tarde, liguei para a Princesa, aquele telefone de toda semana, para perguntar como ia a vida. Depois continuo, chegou gente.
29 de jul. de 2005
Quero essa tua boca para sempre
28 de jul. de 2005
26 de jul. de 2005
Gauderiando nas salidades estoicanas (trecho avulso)
Das lamas do Mar Morto faria um emplasto que Brás Cubas nenhum imaginara para me aliviar as ameaças proferidas e do estresse gerado pela visita retubante do policial militar (Meu Deus! Ele continua lindo maravilhoso); me livraria da incômoda lembrança da surdez temporária causada pelos gritos mordidos do Coronel (não, não era Aureliano Buendía); besuntaria minhas vísceras antes que abrissem o bufê, por fim cobriria, com a salgada lama, minhas alegrias enviadas, agora pouco, por fax, para Gardea. Não se iluda -- me dissera o diplomata -- Milão é uma droga. Há poucos lugares no mundo que realmente valeria a pena visitar. Gostaria de poder eu mesmo dizer isso.
P.S.: Desculpa-me o post atrasado, fui enforcado pelo fio do telefone. Sem mágoas, sem perseguição. Os papéis sociais voam. A qualquer momento a gente (eles, tu e eu) alcançaremos o Himalaia. (hehe) Alguém, aí, fala bhojpuri?
25 de jul. de 2005
-- Despedimo-nos e cada um foi para sua casa.
-- Para casa!? Não acredito. Ele era perfeito.
-- Perfeito para apresentar aos pais, fazer inveja aos amigos, ou passear em Caldas Novas. Mas do que isso, só o tempo.
-- Com um tipo daquele, eu teria traído o Alfredo.
-- Bobagem. Ele nem beija tão bem assim.
-- Ah! Nem mentir você sabe mais . Fiquei asfixiada, só de olhar. Todo mundo que passava comentava.
-- Ele estava com o perfume que o Bruno usava antes do acidente.
-- Jura? Oh! Marcinho, que falta de sorte.
23 de jul. de 2005
Com gás, por favor.
27 de jun. de 2005
25 de jun. de 2005
Versos de ponta a cabeça
P.S.: Só, hoje, me dei conta que o link poderia estar errado. E estava.
24 de jun. de 2005
Harry Potter | Editora Rocco
Provas de amor chegam embrulhadas

Cantavam o refrão com entusiasmo, ".. São João, São João, acende a fogueira do meu coração..." Arma branca nas minhas mãos, o copo de quentão me acompanhava. Calma, rapaz, no caminho de casa tropeçarás no príncipe, não o machuque com o seu mau humor. Cansaço, paixão. Minhas semanas têm sido de quinze dias. E o retorno para casa nem sempre tranqüilo. Os bares lotados, boêmios de gravata, a conta pendurada na generosidade de um amigo à espreita. Não há nem mais onde me esconder. A generosidade me arrastarra ao forró particular dos meus sonhos.
23 de jun. de 2005
Blogs Políticos: A "webcatarse" do cidadão desiludido
22 de jun. de 2005
Michael Moore e os Assassinos por Natureza
Jean-Paul Sartre
O vazio do meu silêncio resvala na minha ignorância. A novidade reside na lápide arrebentada. 14 de julho de 1946, 03 de março de 1980. Fiz o sinal do cruz por educação. Sei que ela não acreditava, nem gostava. Arranquei uma rosa amarela com a autoridade de filho caçula e sai caminhando ávido por um telefone público.
A tese de doutorado do Coelho
Clube Virtual dos Militares da Reserva e Reformados da Aeronáutica
21 de jun. de 2005
Jefferson: corrupção no governo Lula supera Collor


Por que teve de ser tão rápido, anônimo e descartável? Ainda trago na boca o gosto do latéx. No fundo da língua havia leve sabor de tabaco. (Ele também estava tentando largar o vício, por isso minhas gargalhadas, antes de iniciar esta entrada.) Fiquei anestesiado pelos beijos no meu ânus. Pude assim, controlar a dor. Que de insuportável, tornara-se administrável. Ele me fez tantas perguntas que pensei que fosse me convidar para jantar. Era só sexo, Marcinho e o ele nos enganou perfeitamente. Talvez, eu sirva só para isso descarga de emoçãos funestas contidas numa cumbuca enrrugada. Não preciso de sexo avulso. Na prática, prefiro ser observador atento e contido, como sempre fui. Acontece, que... não há justificativas. Não consigo mais namorar à distância.
20 de jun. de 2005
18 de jun. de 2005
Dramalhão no país da retórica
17 de jun. de 2005
::P e n s a m e n t o s I m p e r f e i t o s ::
16 de jun. de 2005
Ulysses, James Joyce
Toca telefone, toca. Levo-te para casa ou não? Olho o anti-romance servindo de peso para as folhas que minutos antes estavam espalhadas pelo chão. Na gabiente do senador, sou o garoto da suculentos e ninguém se atreve a me interromper. Um, dois, três cafezinhos seguidos. Sente-se. Fica à vontade. Minha primeira CPI. Podre em Brasília, são os pombinhos que insistem em fazer cocô na Praça dos Três Poderes. Tenho certeza que se trata de mais uma fantasia sexual do meu pai. Sim! Meu amante tem idade suficiente para me custear os estudos em Montpellier (E daí?) e tudo que escrevo se converge para ele. Óbvio. É para ele que declamo versos apanhados atrás da orelha da secretária que está acima do peso. Gostosinha, carne de segunda. Acém congelado no meu freezer carinhoso. Ela gosta e eu estou aprendendo a disfarçar que não gosto. Eca! Cuspo de lado. Ela ri. Cuspo novamente, dessa vez no cofrinho dela. Só o pensamento da possiblidade já a faz gozar. O pai, o meu, nem imagina e cotinuamos a correr pelo gramando detrás do Congresso. Não há nada de mais sair do gabinete às 21h e descançar os pés na grama puída. Denis, faz um favor? Olha até que hora a biblioteca fica aberta. Ele sai resmungando. Que isso! Só pedi um favor. Dissesse que estava ocupado. Um Senador da tribuna faz um discurso frouxo. Que péssimos assessores se escondem aqui! Onde estão os bom? Os bons bombons! Godiva na minha mesa. Mortos, mas são dois godivas e são gostosa e inteiramente meus. Será que eu conseguiria ler o monólogo da Molly, logo à noite? Deixa de ser Maria, Marcinho! Temos muitos documentos para analisar e a Comissão toda para... ixi! Fudeu. Despeço-me carinhosamente dos meus. Alguém atende o telefone, por favor! Eu saí. Na porta, o macho me espera. O teclado não ajuda, porra! De terno escuro e barba aparada, levá-lo para jantar no Chinês seria uma possibilidade e não tivêssemos no fim. Tu podias ter tirado a barba, poxa! Sou alérgico. Meu pescoço fica vermelhão. Vermelhão é a cabeça do meu pau! Fala mais alto, ninguém sabe disso. Acabei não lhe dizendo, querido DiCla, como me apaixonei pelo pela tradução do Houaiss. Em casa, a gente continua. Em off.
2005 - Uma Odisséia Literária:
Ulisses gostaria de ser um cidadão comum. James Joyce aproveitou a idéia e nos presenteou com o judeu __________.
E você, DiCla, se sua alma pudesse trocar de corpo, quem gostaria de ser?
James Joyce (bacia de links)
Ria, se puderes.
"Eventualmente, James Joyce ditava partes do seu romance Finnegan's Wake para seu discípulo, secretário e office boy Samuel Beckett, ao qual dava alguns centavos quando estes apareciam. Joyce reclamava que ''este negócio de ditar não funciona comigo'' quando bateram à porta e Beckett, que mais tarde escreveria três obras-primas do teatro mundial, não ouviu. Joyce disse:
- Entre.
Beckett escreveu este ''entre'' no papel.
Mais tarde o discípulo leu para o mestre o que ele havia escrito. Quando chegaram no ''Entre'', Joyce perguntou:
- Que ''entre'' é este?
- Foi o senhor quem ditou.
- Ditei, é? - E depois de uma pausa. - Então deixe ficar.
É por isso que Finnegan's Wake é incompreensível e Beckett aprendeu a lição: até hoje ninguém entendeu seus três romances."
Lluvia de críticas para el Ulises en su centenario
La riqueza mestiza de Nélida Piñon
-- Espanhol e grego para mim é a mesma coisa.
-- Nunca!
-- Estou dizendo! Fiz um semestre de grego...
-- Não vejo problema... mas o dicionário fica ao meu lado o tempo todo.
15 de jun. de 2005
O primeiro depoimento de Roberto Jefferson: lama sobre a mídia
London Burning
A nova tradução de Ulysses
14 de jun. de 2005
BliG Ricardo Noblat
Blog do Moreno (Bastidores da política nacional)
-- Acho que vou resgatar meus dólares.
-- Calma, R. , espera o depoimento do Dep. Roberto Jefferson.
Meus Deus! Será que isso faz de mim um especulador financeiro. Tudo menos isso.
Planando sob mentes estúpidas
A qualquer momento a inibição cede e voltaremos o olhar contrito para a alma verde do meu alter-ego que me pede para explicar, afinal, por que não mais me protejo dos cintos de couro que me torcem os dedos. São 9 horas, daqui a pouco o celular tocará. Minhas prioridades encaixotadas se mudam de perspectiva. A deriva... Consideram-me político, o que não significa que eu saiba me comportar como tal. A propósito, quantos graus me separam do Dr. Thomas Mesereau Jr.? Tomara que sejam poucos. ;)
13 de jun. de 2005
Numa galáxia não muito distante...
Writing Fiction
11 de jun. de 2005
10 de jun. de 2005
Leia Livro
Lula no está en venta - ELPAIS.es - Opinión
9 de jun. de 2005
meio quilo de costelinha
8 de jun. de 2005
César Vallejo (1892-1937)
-Não! Já comprei.
-Então me entrega hoje; e o outro, me entrega no sábado.
-Bebeu?
-Posso beber... se você quiser.
-?!
-... o leitinho...
-Pensa com carinho.
-Nos carinhos?
-Também.
-Nesse caso, prefiro agir sem pensar.



























