
YammmYeee Originally uploaded by ~*FuLL MoOn*~.
Do teu almoço só quero a sobremesa.
Uma bomba de pétalas de tulipas preste a estourar debaixo da minha cadeira. Polens impregnarão as paredes revestidas de cicatrizes feitas à ferro frio. Pensei em fugir. Talvez me consultar com Doutora Médica. Talvez cumprir o acordo com a Doutora Psicóloga. Consultórios têm sido excelentes esconderijos. Entretanto, resolvi permanecer. Quero testemunhar o atentado, mesmo que eu seja o principal suspeito. Só assim junto provas da inoperância alheia. Tem neguinho que está com o cu na seringa. Não tem coragem de me encarar. Aguardemos.
Na grande sala dos fundos onde os vaqueiros articulavam boa noite suficientemente escura, dormi durante toda a escuta (essa, autorizada pela Atabaque). Corri. Não a tempo. Desencontrei-me dos selos preto-em-brancos. (Havia vários deles escondidos no pano-de-prato.) Por acaso pude acompanhar a partida contra a morte, noutra esquina. Colei suando a essa oportunidade de marrecos e consegui sublimar o vício. Quando me vi novamente diante do Sonífero (Obrigado, Msc. Adriana. Hoje, "elas" estão presas aos intestinos. Frias, frias.) fui contaminado por aquela reação nuclear. Nossa cota de plutônio, explosão de pipas no horizonte da Rosas-dos-Ventos. Um aparte, enquanto estou sendo lembrado pela canção do Apadrinhado (Qual?): Respeito muito as idéias e opiniões do Excelência THC, mas prefiro continuar comendo mandacaru. Até porque não há provas (Ainda). Voltemos ao pseudo-debate. Aquilo lá era uma paródia. Corpos desuntados de gordura humana. E antes de assistir ao espetáculo, passamos por Roma. Fomos cumprimentar Lady Windermere. Reconheci o vati quando seus amigos entraram na sala. Senti muito orgulho de mim mesmo.
É, Marcinho. Você se fudeu. Preso no berçário sem poder sair. Eu lhe disse, eu lhe disse. Não aceite nenhum favor. Agora você está amarado sem ao menos poder movimentar as mãos, de olhos vendados para notas frias, amordaçado murmurando palavrões. Não seja melodramático, Marcinho. Você gosta de comer esfirra na café-da-manhã. Você gosta da gorjeta que o grego lhe dá. O estrangeiro gostoso, caraca e peludo que nos atende com o cacete (oops!) para fora. Depois dizem que ele é maníaco. Quem está doente sou eu. Cem passos adiante fantasiado de coelhinho. Onde está sua bengala, Dr. Leão? (Vamos tomar uma cerveja, qualquer dia. Para o Senhor, abro uma exceção.) "Ainda vou descobrir o que você tanto faz nesse computador." -- me dissera o desafeto. Falar sobre tua vida é que não é. Há personagens mais interessantes para se conhecer. Seus toques escorre feito mijo roxo, não me serve, eu poderia responder... Eu precisava sair. Ir à biblioteca da universidade renovar uns livros. Mas não posso. Você pode fazer isso pela internet. Podia. Você pode renová-los pelo telefone. De novo? Pouco adiantou teu esforço, Márcio. Vá no horário de almoço. Não tenho horário de almoço. Vá à noite. Não tenho hora para ir embora. Ainda tive coragem de mentir para o embaixador: "Mas, você recebe um salário, não?" Vou embora para Foz de Iguaçu. Lá tenho alguém que me ama se escondendo atrás de relatórios, processos e afins. Minha fotografia escondida no fundo falso da agenda em branco. Será que o Bruno tem se masturbado olhando para ela. Eu poderia enviar-lhe umas fotos minhas. Nu dorsal, frontal, de quatro fazendo um oito. Ele ia chorar as setes quedas do rio, na minha foz onde ele não mais deságua. Acho que ele foi para lá. Preciso conferir essa informação. Será que ele me aceita? Será que ele me perdoa pelos consecutivos nãos. Vou deixar o apartamento com alguma imobiliaria. Não foi esse o combinado? "Como você quiser." A quanto meses estou remoendo essa história? Acaba logo com isso. Ninguém mais agüenta. Faça suas malas e vamos embora. É facil. Simples. Na cidade onde as estrelas caem em forma d'água. E submeter-me ao temperamento desequilibrado do Bruno? Sei não. Naquela tarde, lá na chácara do pai do Gustavo, para que ele ficou atirando para cima? Logo o Bruno que sabe o quanto custa uma munição. Estava se exibindo para quem? Ele estava com raiva. Aos poucos vou me lembrando porque preferi morrer no berçário a acompanhá-lo com honras militares. "Programa de proteção à vítima" Há, há, há! Até onde vai sua imaginação? Até Oort. Quando estou com preguiça. Vamos voltar ao Regimento Interno da Câmara. Eu não disse ao promotor que trabalhar no preparo de mudas de Araucaria angustifolia me faria bem. Lá estou eu novamente me recusando a usar as luvas. Não é isso. Eu as esqueci no lavabo.
Vou mergulhar na piscina de baratas novamente. Asco, se elas não proclamassem a Paz. A bandeja contava os passos. Desfalque de quinze sacas de cimentos. A Branca me fazia cobranças, confissões. Seu pai me quer. "Eu o aceitaria como genro, aquele lá não!" Ainda bem que o Fornazze estava longe o suficiente. Nossos lábios protegidos. Eu estava cochichando? Pelos corredores toda conversa ocorre ao pé do ouvido. Quanto mais político, quanto mais importante, mais inaudível. "Ela estava me convencendo a trabalhar na campanha. Deixei claro que não iria." Imprensado no muro chapiscado, com um braço pressionando meu pescoço, sustentei minha verdade. "Não gosto de ver você conversando com ela." Mas ele adorava me ver fodendo aquela bunda morena, ou me ver sendo fodido pela prótese calejada, ou ainda foder alternadamente nós dois, na fantasia dele, nós duas. O hálito da cerveja me incomodava mais do que o semi-estrangulamento. Dizer-lhe que estava me machucando, que estava doendo, só iria excitá-lo ainda mais. Dizer-lhe que estavam todos olhando, só serveria para ele me lembrar que todos ali lhe devem favores. "Vamos dar uma volta de moto, amor. Fazer uma trilha. Assim não haverá testemunhas, será mais fácil se desfazer do meu corpo." "Não, não. Eu gosto muito de você." Há quanto tempo não ouvia ele me dizer que me amava. Haveria desistido ou se conformado? "Gosta?! Não me ama mais?" Ele olhou para os lados, para se certificar que ninguém nos observava. As pessoas estavam mais preocupadas com a picanha assando. E sussurou. Só tive forças para corresponder ao beijo. Era um churrasco de despedida. Todos ficaram felizes. |
Do encontro entre o pitbull e o chiuaua se viu olhos alegres. Porque ele me mentiu, diante tantas revelações? Muita culpa guarda aquele coraçãozinho. Sabia que tínhamos algo em comum.