26 de fev. de 2006
Procuradora e ministro são alvo de grampo ilegal
25 de fev. de 2006
Quem são os marqueteiros políticos
-Querida, estamos rezando por vocês. Vamos atravessar essa tormenta sãos e salvos.
Agora, adiante a indefinição:
-Querida, estamos torcendo por vocês. E ainda vamos levar no primeiro turmo.
-Ah, Marcito. Que os anjos digam amém.
-Amém!
23 de fev. de 2006
Na última estante do corredor à esquerda
-Marcinho!
-Oi! Madrinha!
-Filhinho, você quer aproveitar o carnaval para ler o livro?
-Adoraria.
- Vou mandar o Biel pegá-lo para você e depois vai buscá-lo lá em casa.
-Claro, perfeito!
-Soletra aqui para o Celinho, o nome do livro.
-Espera aí, Madrinha, eu tenho o endereço dele na instante.
-Não acredito. Ele é o cão, Celinho! Já vai ter dar o endereço o livro. Fale aqui com ele.
-Fica mais fácil com o endereço, né, Dona Fatinha.
Enquando lhe escrevo, rezo para que ele não se confunda. É o volume 2. Vol 2. Não fui enfático suficiente. Mas se ele pegar o volume 1, vai ser divertido também. A propósito, não pega bem dizer que estou lendo JJ. Ou as pessoas acham que sou um gênio, ou me acham metido; como havia comentado João Silvério Trevisan, ao participar do chat da sua oficina literária. (Se não suporto o sarcasmo, não nasci para escrever.) Nenhuma das alternativas acima. É dever-de-casa que faço com surpreendente prazer. Qualquer dia, publico minha opinião sobre Finnegans Wake (como se isso fosse importante). Ai, então, poderei voltar ao boxe.
Aguardando o chamado
Os Lábios-Carnudos pronunciaram meu nome ao sentir meus olhos procurando os seus. Meninas-dos-olhos âmbar. Dante sonhava com Beatriz, eu sonho com você. todas as noites é contigo que me deito. Não há como me sentir só no minúsculo quatro frio das nossas esperanças. São seus braços que me apertam quando imagino ouvir o rangido da porta, minutos após. A janela aberta alimenta minhas fantasias. Você ameaçou me visitar. Que venha, então, com a sirene ligada anunciando urbi et orbi o seu amor tolhido, encolhido, colido por mim. Fico feliz pela sua linda família. Pelo caminho que escolheu. E se não é feliz, conforme me confessou por e-mail, talvez seja pelo orgulho que me obriga a negar-te. Não sei dividir seus beijos com mais ninguém. Queria aprender. Sei que você está aguardando o meu chamado, um bizu (de acordo com seu jargão). Recomendo que leia um livro, enquanto espera, assim você não perde seu tempo pensando na gente.
Efeito Katilce
Luciana Gimenez entrevista Mick Jagger
22 de fev. de 2006
"Me sinto frustrado por não ter diploma"
(I Can't Get No) Satisfaction
Enquanto voltava da sessão, me perguntava se haveria um artista brasileiro capaz de reunir mais de um milhão de pessoas, aqui ou em qualquer lugar do mundo, num estreito calçadão, onde pés eram carinhosamente pisoteados. Não há. Principalmente, quando o único (?) motivo era cantar(?) com seu ídolo.
A propósito, quantos milhões de cópias eles já venderam no Brasil? Devem ter sido muitos, visto a quantidade de pessoas que se diziam fãs. Talvez, leitora, leitor, vocês estejam sentindo um ressentimento recender. Ele queria ter estado lá. Só se fosse para ser um homem-bomba. BUM! O Mr. Jagger não perderia o rebolado.
Irrito-me com esses estrangeiros que abusam do status e do poder econômico para nos seduzir e nos obrigam a realiar suas fantasias mais depravadas. Eu me recuso. A Literatura não me permite ser moralista, mas apoiado na crônica na qual nossa Clarice Lispector critica o programa do Chacrinha, declaro que preferiria o exílio, a ter que me sujeitar ao que pensam ter poder.





