21 de jun. de 2006
20 de jun. de 2006
16 de jun. de 2006
In: Wikipedia.es
7 de jun. de 2006
3 de jun. de 2006
Espero Não Ter Decepcionado
30 de mar. de 2006
Os tambores de Josué
O Diabo das Pequenas Coisas: Luis Fernando Verissimo
24 de mar. de 2006
Beijo de jacaré, abraço de macaco
As pranchas que se afastam da praia são resquícios daquele dia ontem à tarde. Sol de açúcar se desmanchando de medo das Luas. Os Cara-de-pau. Os Cremes-de-leite. Água doce escorrendo do umbigo da menina que acabara de complentar 12 anos. Seria pedofilia ensinar-lhe shodô? Apologia, talvez. Não havia pêlos para se apoiar, caso caísse da goteira a nudez languida dos olhos azuis a secar aqüíferos jordanianos. (Chamem, os árabes, por favor!) E no reflexo do laguinho formado no seio da pedra, lágrimas adultas bebericavam. Os tiús agradeciam. Risadas disfarçavam o constrangimento solado, soldado. Quando o mar se recuperou da ressaca, o matacão lhe disse: poxa, você fica muito nervoso com a gente. Sou bruto, caralho. Gargalhadas de tão sinceras assustaram as gaivotas pousadas na linha do equador. Sem estrupação, gritou alguém. Os risos estereofônicos... (preferiria que fossem por streaming) ... ensurdecedores. Não se podia conversar ao celular. O mar sacudiu-se em ondas altas que fulaninhus de tal adoraria surfar e recolheu-se atrás da ilha (de edição?). O respeito adquirido por ter se tornado aquele que fala o precisa ser dito aguçou o apetite de todos. Afinal, deus não pode (não quer!) comprometer a política do tapete de petálas de rosas brancas. (Foram duas garrafas de cachaça mineira divididas por cinco, ao final de 37 minutos. Quem venceu a aposta? Eu, ora.) O mar de revolto, se fez triste e saiu para escutar o epicentro do maremoto que se anunciava t-i-m-i-d-a-m-e-n-t-e. Segura a pemba, doido! Era o dever-de-casa. E ele se comportou com um general de gabinete.
23 de mar. de 2006
Soldados serão julgados por fazer sexo em quartel
Vou pesquisar antes de escrever, minha experiência não vale. Eu sabia que era punível de expulsão, mas a possibilidade de trabalhar no hostil galpão, longe da tranqüilidade proporcionada pelo ar-condicionado, me convencia a simular o prazer. Quantas estrelas haviam no céu de brigadeiro, além da constelação de áries, ascendente em escorpião? Nunca me recusei. Aguardava pacientemente o final da ordem unida. Não que fosse feio, ao contrário, beleza não faltava aos olhos azuis que seduziam quem quer que se aproximasse. E eu sempre sério e emburrado. Você é sortudo, dizia uns. Será que mais alguém sabia? Os sorrisos, os tapinhas nas costas, a camaradagem; nada era gratuito. Meu silêncio assustado travestido de indiferença transpunha os domínios da comarca. Nunca me perguntei se do saco furado sairia vento, mas não via a hora de ir para casa.
22 de mar. de 2006
O auto-engano dos livros (matéria do Observatório da Imprensa)
21 de mar. de 2006
Revista Época Blog Brasil
20 de mar. de 2006
Várias peças e nenhuma
Madrugada de domingo, o lusco-fusco quebrava o encanto das castanholas. Amor? Jogo-o sozinho. Os vencedores perderam mais do que sentem. Perigos que nos fascinam quando os asfaltos recapeados nos chamam, plumas para pés quentes. Poderia ter ido parar no sexto anel do Inferno. Zombo da morte, como ela desdenha meus pêlos do braço, razão pela qual, horas antes, acompanhava a partida de sinuca, rinha de cão de rua. A bola branca encaçapava todas as outras na seqüência determinada pelo desenho da mangueira. No reflexo do copo, reconheci rostos familiares. Era tarde demais para pedir desculpas ou prometer retornar ligações, que nunca seriam atendidas. Concentrei-me na partida, o jogador queria mais do que olhares invejosos de todos do salão. Bastava a sua. De decubito ventral na cama de solteiro, rezava para que minhas vísceras deixassem de tremer. Havia sido apenas um descabida declaração do ébrio adestrado. Desencaxei as peças do meu quebra-cabeça para que fulaninhus de tal o montasse. Só não imaginei que peças perdidas seriam achadas. Antes eu tivesse ido para o beber com o capeta.



