2 de set. de 2006
28 de ago. de 2006
Guerras na África
Bom dia Camaradas", de Ondjaki "
Feras de Lugar Nenhum", de Uzodinma Iweala "
Os Cu de Judas", de António Lobo Antunes
27 de ago. de 2006
À 120 km/por hora, ele gritou eu te amo
Fiquei esperando pela faca que iria cortar meu bife. Maminha, às três da manhã. Estaria pronto o suficiente para as apulhaladas de Jó, as pauladas na face? Graças ao vinho espesso, escuro e forte, sim. E a cópula que de descartável, só tinhas os códons, não me lembro mais pormenores. Saquinhos borrachudos que me lembravam pele de cobra. Jogados ao pé da parede, perdi a conta no oitavo. Eram muito mais. O álcool me impedia de recusar toda a parafernália de objetos extranhos que me invadiam até os oríficios mais sensíveis. O tímpano reclamando do ritmo descompassado da respiração. Do outro. Porque eu me fingia de morto, ou melhor morta (conforme, mandava meu parceiro). Nessa ópera, eu era Carmen, pura lascívia do amor imaculado que se extraia do buquê de perfumado de rosas brancas. Eu queria morrer por me sujeitar a uma paixão tão descomunal.
24 de ago. de 2006
Distante o suficiente para não cair
Lexotan, chá de tranca servido de madrugada. Minha orientação a deriva sem me dizer quem eu sou. (Como se isso fosse importante.) A moda a desfilar a identidade vencida. Kefir, licença prêmio, afônico. "Evite se medicar, pois assim se mascara o real problema." O real problema é que eu choro quando tendo escolher: Tóquio ou Beijing, Beiture ou Tel Aviv. Sou franco fraco facho. Os poros, esporos de testogerona em excesso, espelem mentiras. Esqueci como eram os esparmos. Músculos estriados atrofiados. A lexotan escorrendo o néctar, ouro derretido que me alimenta ontem à tarde, de manhã e à noite. O macho que fui anteontem resvala na fêmea que se monta diante do espelho. A glock esquecida no fundo da gaveta falsa. As navalhas de barbeiro. A seda vermelha, Tóquio. O sargento me aguardando com o descomunal desconhecido carne de muqueca. Você está a procura de quê? Muleque. Não vai sair, talvez entre, mas você estará tão dopado (ainda bem!) que o sangue incendiará tua retina. Era uma história. Presente de aniversário. "Quantos anos, querido." Você sabe, Madrinha, melhor que eu que nunca teremos como saber. Eu sou cara nervoso e nem quando o adjunto me beija a nuca me acalmo. Pede a saidera por favor, disse-lhe. Quero comemorar meu aniversário, agarrado à uma árvore, feito jabuticaba. Há kefirado suficiente para me cicatrizar as vísceras.
Enxerto de eu
22 de ago. de 2006
17 de ago. de 2006
Introducing The Hardline According to...
Wishing Well (A Tone Poem)
Kissing like a bandit
Stealing time
Underneath a sycamore tree
Cupid by the hour sends Valentines
To my sweet lover and me
SlowlyBut surely
Your appetite is more than
I knewSweetly
SoftlyI'm falling in love with you
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of butterfly tears
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of crocodile cheers
Hugging like a monkey see
Monkey do
Right beside a riverboat gambler
Erotic images float through my head
So I wanna be
Your midnight rambler
Quickly
Quickly
The blood races through my veins
Quickly
Loudly
I wanna hear those sugar bells ring
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of butterfly tears
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of crocodile cheers
Era uma menininha, a canção já velha. Mas, ela ficou marcada para sempre. E nem a tatuagem que cobriu a anterior, fez esquecê-la do passado emergido pela melodia. A ducha norma lhe provou que ainda podia sonhar, quando quisesse.
5 de ago. de 2006
Atitude - Jiu-Jítsu - Técnica, Garra, Determinação e muito treino.
Erotismo na Cidade
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27 de jul. de 2006
Minha primeira crônica esportiva
A perna encolhida prestando atenção na pontada, ora incomoda, enquanto os ouvidos percorriam milimetro por milimetro do campo adversário. Patrícia pensava nas oportunidades descartáveis de anteontem. Afastou o Dr. Nefasto (se um dia ele me ligar novamente, serei cortês) e se concentrou no tricolor que se divertia com o fato de ser mais pungente do que todo o time da gávea. Sua emoção se dissolvia num orgulho mal curado e gritar ao som dos coachos secos, comprovaria que havia feito a melhor escolha. A poça de suor no lençol a desconcentrou e decidiu-se por assistir depois os melhores momentos. Era seu momento. O melhor, desde então.
26 de jul. de 2006
25 de jul. de 2006
15 de jul. de 2006
“O embaixador disse: -- É da polícia.
-- Se é da polícia, deveria ser mais discreto – observou Tereza. -- Para que serve um polícia secreta que não se esconde?
O embaixador, sentado na cama, juntara os pés sob o assento como aprendera no curso de ioga. Emoldurado na parede, Kennedy sorria e concedia a suas palavras uma espécie de consagração.
-- D. Tereza – disse com tom paternal --, os policiais têm diversas funções. A primeira é clássica. Escutam o que as pessoas falam e informam aos seus superiores. [grifo meu]
‘A segunda é uma função de intimidação. Mostram que nos têm à sua mercê e querem nos intimidar. Era o que seu careca pretendia.
‘A terceira função consiste em encenar situações que possam nos comprometer. [...] encontrar haxixe em nossos bolsos ou provar que violentamos uma menina de doze anos. Sempre acharão uma garota para servir como testemunha.’ "
Id., 1985, p. 165.
14 de jul. de 2006
“Finalmente escolheu um dos cãezinhos, uma fêmea. [grifo meu] [...]”
— Será possível que o fato de chamar-se Karenin não vai afetar sua sexualidade?
-- É possível – disse Tomas -- que uma cadela que é sempre chamada pelos donos por um nome de cão acabe com tendências lésbicas”.
Id., 1985, p. 30.
A primeira vez que Karenin viu Mefisto, ficou desconcertada [grifo meu] e passou muito tempo ando em volta dele e o cheirando. Mas tornou-se amiga do porco, que preferia aos cachorros do lugar, sempre presos em suas casinholas, latindo sem razão o tempo todo. Karenin apreciava a originalidade do porco e prezava muito a amizade dele.
Id., 1985, p. 285.
“Uma antiga idéia retornava [à Tereza] : seu lar não era Tomas, mas Karenin. Quem marcaria as horas de seus dias quando o cão não estivesse mais lá? [grifo meu]”
Id., 1985, p. 295.
13 de jul. de 2006
“ Para Franz, é a arte que mais se aproxima da beleza dionisíaca concebida como êxtase. [...]
Para ele, a música é libertadora: ela o liberta da solidão e da clausura da poeira das bibliotecas e abre-lhe no corpo as portas por onde a alma pode sair para confraternizar-se.[...]
Sabina diz: -- É um círculo vicioso. As pessoas tornam-se surdas porque colocam a música cada vez mais alto. Mas, como se tornam surdas, não lhes resta mais nada senão aumentar o volume. [...]
[...] Em seguida, no limiar do sono, as idéias começaram a se embaralhar na cabeça de Franz. Lembrou-se da música barulhenta do restaurante e pensou: ‘O barulho tem uma vantagem. No meio dele não se ouvem as palavras.’ ”





