30 de set. de 2006

Garcia: "o delegado disse que ia f... o Lula"

Em quem acreditar?
No Pássaro? Ou no Vento?
Resta-me aguardar.
E guardar:
O pó revirado pela brisa,
(Essa janela que não fecha.)
Os dólares que forram o cofre do lado de cá da prostituição legalizada.
Há versos borrados na mureta do jardim,
Um leão-de-chácara a se despedir de nós.
Amsterdã me prometia sonhos
E o que eu vejo daqui me alimenta
O ódio do tempo,
Em que eu ainda tinha inocência entre as pernas.
A Indiferença, minha parceira intelectual, me ensina:
Edmilsons não são Brunos,
E jornalistas comem com porcos,
quando lhes servimos pérolas.
Renovo minha esperança (nossa!)
A caminho da embaixada.

Sega Dreamcast - Wikip�dia

Onde te encontro?

PlayStation 2 (ps2)

Não conhecia por esse nome.

Entrevista com Leones (SESC-2005)

Chypre Cítrico

Da época em que o rastilho combatia radicais livres.

Carta Maior

De votos abertos e outros empecilhos.

29 de set. de 2006

Somos todos plagiadores

Se é inevitável, porque fugir?

28 de set. de 2006

Google Agenda

Quem sabe assim organizo o churras na chácara do Ccelinho.

22 de set. de 2006

Viciados em Livros - Principal

O acervo cabia num sábado de chuva.

18 de set. de 2006

Emir Larangeira - Escritor e Polêmico

Se eu não tivesse não tanto sono, iria coar um café para você.

16 de set. de 2006

Desde aquele noite

Com o mesmo entusiasmo que me apresentei ao professor (sou escritora), sem titubear, respondi-lhe: "sou vendedora." Faltava-me um rumo, o prumo de Ariel. E as nuvens eram uma incógnita impossível de derivar. Na realidade, sou a mesma puta que me pariu numa sala asséptica de uma clínica conveniada do SUS. Um susto que sensibilizou a obstetra. Madrinha, seus presentes já não cabem mais nos meus sonhos. O rapaz a me oferecer uma porção de lactobacilos moles, transparentes, vivos. E eu duvidando do amor que todos depositavam devotamente em mim. Aos poucos, o ar, veneno-volante, me traz de volta à realidade. Eu vendo. Mentiras. Aquelas que eu nunca terei coragem de repartir com ninguém. Essa solidão, fumaça ansiosa que me arde nas retinas, me indica o caminho. De ágape em ágape, me convenço que a borda da piscina não é escorregadia, mas, por via das dúvidas (sempre elas), uso o capacete protegendo meu rosto com a balaclava que ainda me lembra o perfume, nenúfar com tabaco. Ontem eu sonhei com ele e não me dei o trabalho de me levantar para trocar o travesseiro. Molhado de tantos soluços. Era uma paixão, paizão, pezão, faisão, Paixão, que aprendi a contorcer quando ninguém (ela acreditava nos seus clientes) me observava.

A Livreira

Não cabe adjetivos na força dos verbos.

11 de set. de 2006

Newton Mendonça

Poesia em forma letra de música.

9 de set. de 2006

Viciados em Livros

Trocando aquela compulsão por esta outra.

6 de set. de 2006

Primeiro Livro

Não quero mais brincar com você.

4 de set. de 2006

UnB vive inédita situação de patrulha racista

Queria ser intolerante, mas a ironia não me permite.

2 de set. de 2006

Wipipedia

Se eu pretendo abordar o assunto, tenho que estar muito bem informado. :P

Grupos do Google

acho que vamos nos divertir

28 de ago. de 2006

ARTIGO VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA DOMÉSTICA NA EDUCAÇÃO DE ESCRITORES BRASILEIROS

Vou gostar desse tema.

Guerras na África

No Coração das Trevas", de Joseph Conrad"
Bom dia Camaradas", de Ondjaki "
Feras de Lugar Nenhum", de Uzodinma Iweala "
Os Cu de Judas", de António Lobo Antunes

A prisão secreta de Israel

Sevícia.

Korean War

Ele esteve lá. Ele quem, Paty? Foi apenas uma idéia.

Free Willy

como eu era tolinho

27 de ago. de 2006

À 120 km/por hora, ele gritou eu te amo

Fiquei esperando pela faca que iria cortar meu bife. Maminha, às três da manhã. Estaria pronto o suficiente para as apulhaladas de Jó, as pauladas na face? Graças ao vinho espesso, escuro e forte, sim. E a cópula que de descartável, só tinhas os códons, não me lembro mais pormenores. Saquinhos borrachudos que me lembravam pele de cobra. Jogados ao pé da parede, perdi a conta no oitavo. Eram muito mais. O álcool me impedia de recusar toda a parafernália de objetos extranhos que me invadiam até os oríficios mais sensíveis. O tímpano reclamando do ritmo descompassado da respiração. Do outro. Porque eu me fingia de morto, ou melhor morta (conforme, mandava meu parceiro). Nessa ópera, eu era Carmen, pura lascívia do amor imaculado que se extraia do buquê de perfumado de rosas brancas. Eu queria morrer por me sujeitar a uma paixão tão descomunal.

24 de ago. de 2006

Distante o suficiente para não cair


Arc, originally uploaded by konaboy.

Lexotan, chá de tranca servido de madrugada. Minha orientação a deriva sem me dizer quem eu sou. (Como se isso fosse importante.) A moda a desfilar a identidade vencida. Kefir, licença prêmio, afônico. "Evite se medicar, pois assim se mascara o real problema." O real problema é que eu choro quando tendo escolher: Tóquio ou Beijing, Beiture ou Tel Aviv. Sou franco fraco facho. Os poros, esporos de testogerona em excesso, espelem mentiras. Esqueci como eram os esparmos. Músculos estriados atrofiados. A lexotan escorrendo o néctar, ouro derretido que me alimenta ontem à tarde, de manhã e à noite. O macho que fui anteontem resvala na fêmea que se monta diante do espelho. A glock esquecida no fundo da gaveta falsa. As navalhas de barbeiro. A seda vermelha, Tóquio. O sargento me aguardando com o descomunal desconhecido carne de muqueca. Você está a procura de quê? Muleque. Não vai sair, talvez entre, mas você estará tão dopado (ainda bem!) que o sangue incendiará tua retina. Era uma história. Presente de aniversário. "Quantos anos, querido." Você sabe, Madrinha, melhor que eu que nunca teremos como saber. Eu sou cara nervoso e nem quando o adjunto me beija a nuca me acalmo. Pede a saidera por favor, disse-lhe. Quero comemorar meu aniversário, agarrado à uma árvore, feito jabuticaba. Há kefirado suficiente para me cicatrizar as vísceras.

Enxerto de eu

Lembro-lhes que Clarice Lispector, segundo reza a lenda, tinha apenas 17 anos quando escreveu "Perto do Coração Selvagem".

22 de ago. de 2006

Blogger.com refomulado

Não o troco por nenhum outro. Cliente satisfeito. Cliente cativo.

17 de ago. de 2006

Introducing The Hardline According to...

Terence Trent D'Arby

Wishing Well (A Tone Poem)
Kissing like a bandit

Stealing time
Underneath a sycamore tree
Cupid by the hour sends Valentines
To my sweet lover and me
SlowlyBut surely
Your appetite is more than
I knewSweetly
SoftlyI'm falling in love with you
Wish me love a wishing well

To kiss and tell
A wishing well of butterfly tears
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of crocodile cheers
Hugging like a monkey see

Monkey do
Right beside a riverboat gambler
Erotic images float through my head
So I wanna be
Your midnight rambler
Quickly
Quickly
The blood races through my veins
Quickly
Loudly
I wanna hear those sugar bells ring
Wish me love a wishing well

To kiss and tell
A wishing well of butterfly tears
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of crocodile cheers



Era uma menininha, a canção já velha. Mas, ela ficou marcada para sempre. E nem a tatuagem que cobriu a anterior, fez esquecê-la do passado emergido pela melodia. A ducha norma lhe provou que ainda podia sonhar, quando quisesse.

5 de ago. de 2006

Atitude - Jiu-Jítsu - Técnica, Garra, Determinação e muito treino.

Suave era o hálito da cevada procurando meus lábios, que se recusava a se entregar às desmensuradas mordidas. Machucava mais meu coração do que a carne, esconder-nos de todos e até de nós mesmo. Em algum momento foi satisfatório, só não saberia dizer quando. Sinto saudade dos golpes que não aprendi.

Erotismo na Cidade

Se tudo fosse ordenado conforme o plano diretor do meu olfato, o azul esmaecido do céu de Abisralí teria sido tombado.

linkBlog.com.br - seus favoritos na web

Olha só, o que encontrei perdido nos meus favoritos. My Web do Yahoo! é muito mais eficiente.

27 de jul. de 2006

Minha primeira crônica esportiva

A perna encolhida prestando atenção na pontada, ora incomoda, enquanto os ouvidos percorriam milimetro por milimetro do campo adversário. Patrícia pensava nas oportunidades descartáveis de anteontem. Afastou o Dr. Nefasto (se um dia ele me ligar novamente, serei cortês) e se concentrou no tricolor que se divertia com o fato de ser mais pungente do que todo o time da gávea. Sua emoção se dissolvia num orgulho mal curado e gritar ao som dos coachos secos, comprovaria que havia feito a melhor escolha. A poça de suor no lençol a desconcentrou e decidiu-se por assistir depois os melhores momentos. Era seu momento. O melhor, desde então.

26 de jul. de 2006

Meteoritos incandescentes visita-nos com freqüência. Choro. A dócil menina tentar ser malvada. Patrícia, Patrícia, deixa de tolice. Bancos de couros não falam francês. Vai lá. Aceita. Aceita-se. Pode ser que dilarece a moral hipócrita dos jesuítas. Mas ao morrernos, estaremos vivos. Quem sabe, celebrar, ao som da sinfonia das alfaces alquebradas, o ouro branco fundido que escorre na bacia esmaltada. Coloque o tango, dance conosco. Esqueça o travesseiro de ontem. Os ácaros discretos jamais divulgariam a lanternagem padrão. Muito além do combinado, Princesinha de gelatinha. E o razoável deveria compor este teu vocabulário salubre. Ela coça as mãos. Delicaleza ensurdecedora. A mesma voz que seduziu o investigador, irrita os acionistas. Minoria articulada. Você não fez nada de errado, gritava-lhe a consciência. Então porque ele não me telefonou até agora? Brincando de espanar fósseis marinhos, descobriu o óbvio. Batatas.

25 de jul. de 2006

Manteve-se afastada por receio de vomitar no objeto de devoção. Era o sol de julho cumprindo seu ritual. Aquela luz alaranjada que lhe ofusca a retina. Forma, pureza e conteúdo. A profissional iniciante tomada pelo vício solicitava por retornos mais rápidos e intensos. Todas minhas lembranças me levam ao clube. O que fazia, eu, lá, sendo que destruo esperanças, quando deveria alimentá-las. A dor caminha sobre minha falsa pele poluída com a promesa de que à noite serei uma criança comportada e obediente. Permita que o engenheiro derrube o alicerce que restou de nós. Puxe a cadeira, sente-se à mesa. Conte-nos minuciosamente o fato. Como se fosse possível, carinho meu. Cinqüentas moedas de ouro e o vôo para Zurique cancelado. Os transeuntes riam. Gargalhadas esteriofónicas a ameaçar segredos translúcidos. Colméia deflagrada. Enxame em nossa direção. E ela parada. Patrícia? Nenhuma reação. As falésias lhe absorviam. Murmurou outra promesa. Impossível.

15 de jul. de 2006


Praha 18_02 027, originally uploaded by la page d'AL.



“O embaixador disse: -- É da polícia.
-- Se é da polícia, deveria ser mais discreto – observou Tereza. -- Para que serve um polícia secreta que não se esconde?
O embaixador, sentado na cama, juntara os pés sob o assento como aprendera no curso de ioga. Emoldurado na parede, Kennedy sorria e concedia a suas palavras uma espécie de consagração.
-- D. Tereza – disse com tom paternal --, os policiais têm diversas funções. A primeira é clássica. Escutam o que as pessoas falam e informam aos seus superiores. [grifo meu]
‘A segunda é uma função de intimidação. Mostram que nos têm à sua mercê e querem nos intimidar. Era o que seu careca pretendia.
‘A terceira função consiste em encenar situações que possam nos comprometer. [...] encontrar haxixe em nossos bolsos ou provar que violentamos uma menina de doze anos. Sempre acharão uma garota para servir como testemunha.’ "
Id., 1985, p. 165.

14 de jul. de 2006


Run doggie, run! , originally uploaded by Mutantcat


“Finalmente escolheu um dos cãezinhos, uma fêmea. [grifo meu] [...]”
— Será possível que o fato de chamar-se Karenin não vai afetar sua sexualidade?
-- É possível – disse Tomas -- que uma cadela que é sempre chamada pelos donos por um nome de cão acabe com tendências lésbicas”.
Id., 1985, p. 30.


A primeira vez que Karenin viu Mefisto, ficou desconcertada [grifo meu] e passou muito tempo ando em volta dele e o cheirando. Mas tornou-se amiga do porco, que preferia aos cachorros do lugar, sempre presos em suas casinholas, latindo sem razão o tempo todo. Karenin apreciava a originalidade do porco e prezava muito a amizade dele.
Id., 1985, p. 285.


“Uma antiga idéia retornava [à Tereza] : seu lar não era Tomas, mas Karenin. Quem marcaria as horas de seus dias quando o cão não estivesse mais lá? [grifo meu]”
Id., 1985, p. 295.

13 de jul. de 2006


Karlovy club, originally uploaded by kisluvkis.
A MÚSICA
“ Para Franz, é a arte que mais se aproxima da beleza dionisíaca concebida como êxtase. [...]
Para ele, a música é libertadora: ela o liberta da solidão e da clausura da poeira das bibliotecas e abre-lhe no corpo as portas por onde a alma pode sair para confraternizar-se.[...]
Sabina diz: -- É um círculo vicioso. As pessoas tornam-se surdas porque colocam a música cada vez mais alto. Mas, como se tornam surdas, não lhes resta mais nada senão aumentar o volume. [...]
[...] Em seguida, no limiar do sono, as idéias começaram a se embaralhar na cabeça de Franz. Lembrou-se da música barulhenta do restaurante e pensou: ‘O barulho tem uma vantagem. No meio dele não se ouvem as palavras.’ ”
Id., 1985, p. 98.

12 de jul. de 2006


Prague, originally uploaded by Lylla Lausanne.

“[...] Para Tereza, o livro era sinal de reconhecimento de uma fraternidade secreta. Contra o mundo de grosseria que a cercava, não tinha efetivamente senão uma arma: os livros que pedia emprestados na biblioteca municipal [grifo meu]; sobretudo romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles não só lhe ofereciam a possibilidade de uma evação imaginária, arrancando-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinham também para ela um significado como objetos: gostava de passear na rua com um livro debaixo do braço. Eram para ela aquilo que uma elegante bengala era para um dândi no século passado. Eles a distinguiam dos outros.
(A comparação entre o livro e a bengala elegante do dândi não é inteiramente exata. A bengala era o toque que distinguia o dândi, mas o transformava num personagem moderno e na moda. O livro distinguia Tereza das outras moças, mas a transformava numa pessoa fora de moda. É claro que ela era ainda muito jovem para poder captar o que havia de ultrapassado na sua pessoa. Achava idiotas os adolescentes que passavam por ela com seus rádios barulhentos. Não percebiam que eram modernos.)”

Id., 1985, pp. 53-54.

“Uma jovem que em vez de ‘se educar’ tem de servir cerveja a bêbados e passar o domingo lavando a roupa suja de seus irmãos e irmãs, tem dentro de si uma imensa reserva de vitalidade, inconcebível para pessoas que freqüentam a universidade e bocejam diante dos livros. Tereza lera mais do que elas, sabia mais do que elas sobre a vida, mas não se dava conta disso. O que diferencia aquele que estudou do autodidata não é a extensão dos conhecimentos, mas os diferentes graus de vitalidade e confiança em si. [grifo meu]”
Id., 1985, p. 61.

11 de jul. de 2006


waiting at metro, originally uploaded by alba.
"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz que a vida sempre pareça um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo do esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.Tomas repete para si mesmo o provérbio alemão: einmal ist keinmal, uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é como não viver nunca. (grifo nosso)

In: KUNDERA, Milan. A Insustentável Leveza do Ser. Nova Fronteira. 1985. 14p.

10 de jul. de 2006



“Ele dizia para si mesmo que o problema fundamental não era: sabiam ou não sabiam? Mas: seriam inocentes apenas porque não sabiam? Um imbecil sentado no trono estaria isento de toda responsabilidade somente pelo fato de ser um imbecil?
[...]
Nesse ponto Tomas se lembrou da história de Édipo. Édipo não sabia que dormia com a própria mãe, e, no entanto, quanto compreendeu o que tinha acontecido, nem por isso se sentiu inocente. Não pôde suportar a visão da infelicidade provocada por sua ignorância, furou os olhos e, cego para sempre, partiu para Tebas.”

Id., 1985, p. 178-179.

9 de jul. de 2006

Pirlo e Cannavaro

Ah! Quando eu terminar de processar os pedidos, responder as mensagens. Escrever aquela crônica, prometida desde janeiro.

Pirlo e Cannavaro

A imagem mais linda da Copa do Mundo, segundo meus colegas papiros. Desde semana passada, a ironia lhes permeia as frases. Como se houvesse sido culpa minha.

Ironicamente zagueiro

originally uploaded by FoGGy123.

7 de jul. de 2006

Cãimbra? Novidade.
Não queria ter vindo.
C'est finit?
Calma, gata. Tô quaaaaaase...
C'est finit?
Peraí, porra!
Abaixar a campainha do telefone;
Ignorar as folhas de fac-simile;
Desativar o alerta do outlook,
do MSN,
do Google Talk,
esquecer por cinco minutos o abalo sísmico, no interior do sertão paraibano.
O orgasmo continua sendo meu ansiolítico preferido, mesmo sem ejaculação.
"(...) Algumas sementes se desprenderam da mureta e nem assim me convenci da irresponsabilidade que se interpões entre os dois quadrantes adjacentes do Imperador. Precisamos ligar para o engenheiro, pisar nos bancos-de-couro, relaxar os músculos enquanto ele se esforça para extrair petróleo. Tem tatuagem? Não. Deixa-me ver seu peitoral. Continua. As confissões, lamurias, lamentos e reclamações podem ser peça chique no salão de jogos, se soubêssemos jogar totó. Você sabe? Eu não sei. E os erros acumulam-se sobre a maca da enfermaria. Luzes azuis, verdes e amarelas. A nutricionista me acorda do sonho. Vamos? Me entrega seu braço, como estivesse me entregando seu coração. Ofereço-me para carregar sua bolsa de anéis de latinha de alumínio. Pesada. Peço os livro. Pesados. Ela me puxa a orelha com carinho: quem mandou não seguir o regime? Aperta meu bíceps esquerdo para se certificar das desatenções levianas que eu mesmo vinha comento com o meu corpo. Martírio. Quer ser santo é? (...)"

4 de jul. de 2006

:: Festa Literária Internacional de Parati ::

Se ela fosse à FLIP, procuraria abrigo nessa tenda.

19h
Mesa 15 - Nas fronteiras da narrativa
ALI SMITH, JONATHAN SAFRAN FOER Para cada crítico que lamenta o estado do romance moderno surge um romancista capaz de demonstrar as infinitas possibilidades de renovação desse gênero literário. Dois dos mais criativos autores da literatura em língua inglesa lêem seus trabalhos e mostram como o futuro do romance depende da disposição dos autores para afrontar suas fronteiras formais. O livro de estréia de Jonathan Safran Foer, Tudo se ilumina, e sua continuação, Extremamente alto, incrivelmente perto, desafiam as convenções da ficção contemporânea. Em romances como Hotel World e o premiado Por acaso, Ali Smith explora os limites da narrativa literária.
Local:TENDA DOS AUTORES R$ 17 TENDA DA MATRIZ R$ 5

23 de jun. de 2006

Arrependi-me das mudanças. As palavras se apagaram.

21 de jun. de 2006

Ao dizer que andava desorientada, deixou o pai apreensivo. Amanhã a gente vai ao cartório, querida. Tire um dia de folga.

16 de jun. de 2006

"El alter ego es un 'yo' que podría haber sido si hubiera elegido otro camino, otra persona, aun siendo la misma."

In: Wikipedia.es

7 de jun. de 2006

Sábado de lua cheia. Patrícia procurava uma farmácia de plantão onde garantia seus 15 minutos de felicidade. Esse é muito baixo. Aquele nem segurar o cigarro sabe. Preparada ela estava para ato; não para ser rejeitada pelo sujeito que a julgou vulgar. Ofendido, ele se foi. Saiu arranhando machas. Ela errara de alvo. Vulnerabilidades recém adquiridas afloravam conselhos torpes. Nada a convenceria recuar. Senão, o cheiro forte do suor que escorria do pescoço do motoboy que a observava. Movimentos circulares dentro do estabelecimento. Você chamaria um táxi para mim, por favor. Claro, senhorita. Precisava de um cúmplice. De uma opinião idônea. Espancaria todo dia, toda noite, o saco travestido de noivo. O alívio não viria.

3 de jun. de 2006

Espero Não Ter Decepcionado

Sim! Vamos atualizar. Fazer um up grade. Tirar a barba e o bigode. Cortar o cabelo e os imperceptíveis películos da orelha. Pequena, carnuda, discreta. Ninguém lê Guimarães Rosa. Poucos. Aaah!O pensamento se desprende de tudo que fui ontem. Tenho sonhado repetidamente com clientes. Tornei-me uma puta. Dessas que não seleciona clientela. O prazer direciona o bom dia, o boa tarde, o boa noite. Senti falta da onda, da tempestade, do maremoto. De fazer poesia na horizontal. Começou a pretensão. Senti saudade de mudar de assunto, sem deixar pista para minha leitora de olhos azuis. Você é muito gato. São seus olhos. Muito bonitos, por sinal. Ela riu, abriu a porta de trás de carro e afastou o banco do motorista para frente. Vadia! Eu, mais que ela. Sou mesmo aquela mulher que voltou para casa com a bolsa cheia de notas de 5 reais. Um momento, Marcinho. Retornos deveriam ser alegres e agradáveis. E são, querido diário. E ele começou a chorar. Lembrou-se da missa que faltara. Vocês perceberam com ele hoje está lento? Procurando letra por letra no teclado ronc-ronc. Se for para mim, quero tinto. Não viveria feliz, senão fosse para a estética literária do próximo milênio. Por que não pode ser agora? A metalinguagem (?) exclui centenas de dezenas de sabiás. Ele respirou fundo. E concluiu que havia passado muito tempo afastado dos colegas.

30 de mar. de 2006

Os tambores de Josué

"Aqui estais chegando, meu prezado conterrâneo, pelos vossos próprios méritos e sem nada dever a ninguém.(...)"

O Diabo das Pequenas Coisas: Luis Fernando Verissimo

E pensar que esse detalhe surgiu em um blogue, se não me engano.

24 de mar. de 2006

Beijo de jacaré, abraço de macaco


O Poder da Pesca, originally uploaded by joaobambu.

As pranchas que se afastam da praia são resquícios daquele dia ontem à tarde. Sol de açúcar se desmanchando de medo das Luas. Os Cara-de-pau. Os Cremes-de-leite. Água doce escorrendo do umbigo da menina que acabara de complentar 12 anos. Seria pedofilia ensinar-lhe shodô? Apologia, talvez. Não havia pêlos para se apoiar, caso caísse da goteira a nudez languida dos olhos azuis a secar aqüíferos jordanianos. (Chamem, os árabes, por favor!) E no reflexo do laguinho formado no seio da pedra, lágrimas adultas bebericavam. Os tiús agradeciam. Risadas disfarçavam o constrangimento solado, soldado. Quando o mar se recuperou da ressaca, o matacão lhe disse: poxa, você fica muito nervoso com a gente. Sou bruto, caralho. Gargalhadas de tão sinceras assustaram as gaivotas pousadas na linha do equador. Sem estrupação, gritou alguém. Os risos estereofônicos... (preferiria que fossem por streaming) ... ensurdecedores. Não se podia conversar ao celular. O mar sacudiu-se em ondas altas que fulaninhus de tal adoraria surfar e recolheu-se atrás da ilha (de edição?). O respeito adquirido por ter se tornado aquele que fala o precisa ser dito aguçou o apetite de todos. Afinal, deus não pode (não quer!) comprometer a política do tapete de petálas de rosas brancas. (Foram duas garrafas de cachaça mineira divididas por cinco, ao final de 37 minutos. Quem venceu a aposta? Eu, ora.) O mar de revolto, se fez triste e saiu para escutar o epicentro do maremoto que se anunciava t-i-m-i-d-a-m-e-n-t-e. Segura a pemba, doido! Era o dever-de-casa. E ele se comportou com um general de gabinete.

23 de mar. de 2006

Soldados serão julgados por fazer sexo em quartel


In The Bone, originally uploaded by aggies92.

Vou pesquisar antes de escrever, minha experiência não vale. Eu sabia que era punível de expulsão, mas a possibilidade de trabalhar no hostil galpão, longe da tranqüilidade proporcionada pelo ar-condicionado, me convencia a simular o prazer. Quantas estrelas haviam no céu de brigadeiro, além da constelação de áries, ascendente em escorpião? Nunca me recusei. Aguardava pacientemente o final da ordem unida. Não que fosse feio, ao contrário, beleza não faltava aos olhos azuis que seduziam quem quer que se aproximasse. E eu sempre sério e emburrado. Você é sortudo, dizia uns. Será que mais alguém sabia? Os sorrisos, os tapinhas nas costas, a camaradagem; nada era gratuito. Meu silêncio assustado travestido de indiferença transpunha os domínios da comarca. Nunca me perguntei se do saco furado sairia vento, mas não via a hora de ir para casa.



22 de mar. de 2006


butterfly at arboretum, originally uploaded by mturnage.

De queda livre, sem pára-quedas.
Seria suícidio, se não fosse poesia.

Ornamentais, sem platéia.
Seria sem propósito, se não fosse poesia.

Justiça condena hospital de MG

Ah! Se fosse nos Estados Unidos...
O menino chorando. A pipa estancou.
Bolinhas de gude escondidas atrás da guarda-roupa.
A quanto tempo, não mexia no template. Me sinto uma criança brincando de barquinho.

O auto-engano dos livros (matéria do Observatório da Imprensa)

Há! Há! Há! É por isso que não entro em livrarias de shopping center. Prefiro a crise alérgica desencadeada quando respiro o ar cheio mofos e ácaros. Pode-se vê-los em suspensão. As traças e as aranhas podem ser boas anfitriãs quando acertamos a correta seqüência da senha.

21 de mar. de 2006

43 Things

a nova ciberpandemia.

Google é intimado por crimes em sites do Orkut

F-I-N-A-L-M-E-N-T-E!

Revista Época Blog Brasil

Profissionais se equilibrando a 9.000 pés de altura. Acho muito engraçado tudo isso. Fazia tempo que não ria tão gostoso.

20 de mar. de 2006

Várias peças e nenhuma


puzzle, originally uploaded by magnopere.

Madrugada de domingo, o lusco-fusco quebrava o encanto das castanholas. Amor? Jogo-o sozinho. Os vencedores perderam mais do que sentem. Perigos que nos fascinam quando os asfaltos recapeados nos chamam, plumas para pés quentes. Poderia ter ido parar no sexto anel do Inferno. Zombo da morte, como ela desdenha meus pêlos do braço, razão pela qual, horas antes, acompanhava a partida de sinuca, rinha de cão de rua. A bola branca encaçapava todas as outras na seqüência determinada pelo desenho da mangueira. No reflexo do copo, reconheci rostos familiares. Era tarde demais para pedir desculpas ou prometer retornar ligações, que nunca seriam atendidas. Concentrei-me na partida, o jogador queria mais do que olhares invejosos de todos do salão. Bastava a sua. De decubito ventral na cama de solteiro, rezava para que minhas vísceras deixassem de tremer. Havia sido apenas um descabida declaração do ébrio adestrado. Desencaxei as peças do meu quebra-cabeça para que fulaninhus de tal o montasse. Só não imaginei que peças perdidas seriam achadas. Antes eu tivesse ido para o beber com o capeta.

18 de mar. de 2006

De lado


the dark side of me, originally uploaded by Bruno Abreu.
Atrasado cinco minutos do horário combinado. O foyer tornou-se pequeno diante a raiva do fulaninho. Não faça mais isso. Não gosto de esperar. Desculpa, disse-lhe. E quando você está de prontidão? É diferente, me respondeu. Medo de que eu não viesse? De que tivesse acontecido algo de grave comigo? Ele me olhou de soslaio e nada disse. Entregou-me os ingressos. Vermelhos. Um pouco amassados. Examinava o acabamento das entradas em papel couchê como se degustasse costelinha de carneiro ao molho de sherry. Como foi seu dia? Ótimo! Tentava reconhecer o nome de alguém conhecido da equipe técnica. Até que ele as tomou da minha mão, guardando-as no bolso interno do paletó.

Poderia ter compartilhado com ele a crônica das notas fiscais rasuradas. Foram seis. Oito. Mas preferi poupá-lo de um cotidiano bobo, tolo, besta que vinha me sujeitando a troco de quê? Correntes de ouro em suspensão. Sonhos transcritos às 3h e meia da manhã. Estou com dor de cabeça. Fui almoçar às cinco horas da tarde. E mesmo ocupado me passou várias mensagens por celular, a tarde toda. Provavelmente, tédio e a forma encontrada para aliviá-lo, seria imaginar que alguém o aguardava. Alguém que mal conseguia segurar a caneta esferográfica de tão calejadas estavam as pontas dos dedos. Você recebeu minha mensagem? Tanto que estou aqui, respondi-lhe; desta vez fitando-lhe os olhos. Mantive-me preso ao olhar que me transmitia insatisfação. Que não se repita. Quando for se atrasar, me avisa.

Por causa de cinco minutos trovoadas ecoavam dentro do teatro, não mais lá fora. Baixei a cabeça à procura de desculpas convincentes, mas tudo que eu lhe oferecia de volta era o olhar marejado, denunciado por uma voz sufocada. Um choro que há muitos dias fugia de mim. Privacidade, por dois minutos. Tive um expediente atribulado; comecei a esbouçar uma explicação. A maioria das pessoas que está aqui também teve. Basta observar. Só me interessa observar você, falei. Preciso tomar uma cerveja. Mais? Guardei para mim a palavra que poderia desencadear ofensas mal direcionadas. Você realmente quer assistir a peça? Não; me respondeu, balaçando a cabeça. Então vamos para um lugar mais calmo. Era como se eu falasse sozinho. Acompanhei-o até o bar sem distinguir rostos supostamente conhecidos. Ele pediu a cerveja ao garçon, enquanto tirava a carteira do bolso. Procurava, entre notas de cem e cinqüenta, dinheiro trocado. Não encontrou. Buscou nos bolsos. Foi jogando sobre o balcão tudo que ali se encontrava: maço de cigarros, isqueiro, centavos de moeda americana, as chaves de casa, a do carro. Do outro bolso tirou um pen drive, o celular que quase foi ao chão. Curiosos assistiam a ridícula cena, imobilizados de... medo? Com certeza, assustados. A glock e a funcional juntaram-se aos outros objetos como se fosse a cereja do bolo. Entreguei meu cartão ao garçon, atônito, e pedi que passasse no débito, rezando para que a venda fosse processada antes que o fulaninho terminasse de socar seus pertences nos bolsos. Ufa! Obrigado, Senhor. Vamos? Ele realmente detestava esperar.

Dentro do carro, perguntei: O que aconteceu? Não gosto de ser usado. Por certo você deve ter se deleitado me fazendo esperar diante seus amigos. O quê?! Que amigos? De quais premissas você partiu para chegar a essa FALSA conclusão. A 120 km/h preferia que ele se concentrasse no trânsito, no semáforo, nos quebra-molas ao invés de vilipendiar meus colegas. Magoado, fiquei calado e não pedi que me levasse em casa. Deixei a cargo de sua consciência. No retorno do balão do aeroporto clareou-se suas intenções. As minhas, desde de manhã. Ao entrarmos no apartamento, fui direto para o quarto. A roupa cuidosamente sob o recamier, dobrei. O lençol cheirando à estoraque arranhava minha pele do dorso das minhas costas. A sensação de fervura no peito cedeu ao sono. Fui acordando com o peso de um corpo bêbado me puxando pelos quadris. Fingi que estava dormindo. De mim ele não ouviu nenhum murmúrio.

17 de mar. de 2006

Blogging | Outreach and outrage | Economist.com

Os links das blogotecas; finnícius wakeado a enjoycear veleidades pela estreita janela do quartinho dos fundos. Pétalas de sabão, bolas de flores. Buquês. Poderia ser de vinho tinto. Lençóis molhados. Suor à 15º celsius. Tremelico. Me escondo na banheira para me proteger da chuva que vem depois do gozo. A água contrabandeada de Poços de Caldas em garrafões de água minerail, transborda. Fria. Desperdício, grita Aroeira. Eu sou aroeira, Marcinho. Eu não fazia idéia o que significava isso. Arrependido? Agora não dá mais tempo. Fernando Pessoa me assopra um poema. Sou o epilético enrrolando a língua. Viva. A saliva que escorre da boca provém da raiva. Oba! Por causa do churrasco. Teremos cerveja a granel. A fumaça, a picanha e os erros. A fotocópia de apenas dez por cento: compromissos de amanhã. A morte do escritor: compromissos de amanhã. (Cadeira vaga. Na munheca, não) A peça do Paulo Autran: compromisso de amanhã que se tornou hoje, sem que eu me desse conta.

Brazil | A nation of non-readers | Economist.com

Temos um mercado em potencial. Foi isso mesmo que eu entendi?

Brasil é nação de não-leitores

Nem por isso.

15 de mar. de 2006

De paraísos e infernos

O nome dele era Gottlieb.

Geraldo Alckimin versus 'Carismático da Silva'

Naum estendo a maum a pessoas carismáticas. Vaum ser simpáticos lah com seus eleitouros. Brum... Brum... Multidaum di ovelhinhas, cavalinhas, caveirinhas, pisoteamassadas. Ensopado de Chuchu com lula flambada. Sob o efeito do finn que vem acolah. Duas doses de caipiranha. Sirva-se e volte cah.
Enquanto limpava a santa, Cínthia comentava com a cozinheira a visita do comandante. Tive medo dele me agarrar. Não era isso que todas gostaríamos? Era apenas um desejo que lhe vendava os olhos impedindo que da cabine de comando levantassem vôo. O caça supersônico agachando-se para pegar uma flor arrancada pelo vento. O Comandante oferecia à Cínthia mais que uma singela pata-de-vaca branca, oferecia a cura para o vício das laranjas sem sementes. As feridas não se cicatrizam. Ela tremia na impossibilidade de pronunciar correntamente seu nome. Um convite para jantar. O belo casal dançaria por horas, dias, semanas. Era desejo. Nada mais do que isso. O freio que cegava Cínthia.

14 de mar. de 2006

Vinícius em Cy

Poeta, poetinha, camarada. Quão longe você foi, que ainda não voltou. (Nem voltará.) Aprendi com as Penélopes a esperar. Na era da telemática as notícias são raios de sol a nos queimar a vista. Não pode ter sido um ferimento profundo.

11 de mar. de 2006

A ossada de US$ 150 mil

Se confirmado o fato, a família do engenheiro João José Vasconcellos, seqüestrado no Iraque, estará amparada. Moeda de espécie alguma por mais valiosa que seja ameniza a dor da perda de um ente querido. Mas sem seguro fica infinitivamente mais difícil. Ou não? Pode-se ocorrer uma tragédia ao se discutir a partilha de bens. Pode-se surgir amigos interesseiros mais que traidores a nos sorver a fortuna. Não sei bem o que aconteceu, me dissera a paulistinha fantasiada de samambaia.

42, originally uploaded by Zac Chen.

"Só havia os dois na montanha pairando no ar eufórico e amargo, olhando de cima o dorso da águia e os faróis rastejantes dos veículos na planície, suspensos acima dos assuntos corriqueiros e longe dos mansos cachorros de fazenda que latiam quando escurecia. Eles se achavam invisíveis."
Idem


Goodbye, My Lover, originally uploaded by ngeva_01.

"A camisa parecia pesada até que Ennis viu que havia uma outra por dentro. As mangas estavam cuidadosamente colocadas por dentro das mangas da camisa de Jack. Era uma camisa perdida sua, ele pensou, há muito tempo atrás em alguma lavanderia. Sua camisa suja, o bolso rasgado, com botões faltando, roubada por Jack e escondida aqui dentro da camisa dele. As duas camisas eram um par como duas peles, uma dentro da outra, uma coisa só. Ennis apertou o rosto contra o tecido e respirou vagarosamente pela boca e pelo nariz, esperando que houvesse um resto de fumaça, de sálvia da montanha e do doce e salgado mau cheiro de Jack mas não havia nada, só a memória, o poder imaginário de Brockeback Mountain de que nada tinha restado a não ser o que estava nas suas mãos."
Annie Proulx (Trad: Adalgisa Campos da Silva,2006)

Ministério Público pede quebra de sigilo de usuários do Orkut

Olha a tempestade que estava vindo. A enxurrada vai revolver todo o lixo escondido debaixo da cama. A população apavorada de tão desamparada corre em direção à ponte. Atravessá-la. Saltar? Monitoro as imagens, na ilha de edição. Sinto prazer ao vê-las. Contribui conforme me cabia. Felicidade navegando no triste mar de agosto.

10 de mar. de 2006

Rompendo Fronteiras e Discutindo a Diversidade Sexual na Escola

Eram astronautas meus professores?

pantalla de movil, originally uploaded by miook.

Estou ligando desde ontem. Miojo com iogurte não foi uma boa escolha.

9 de mar. de 2006

Blair garante a Lula investigação no caso Jean Charles de Menezes

O que o falará os nossos detratores?

Quando a discriminação vira notícia

Desculpem-me minhas leitoras, o Dia Internacional da Mulher transformou-se numa data de consumo desenfreado.

7 de mar. de 2006

Presidente Lula em Londres

O que os assessores militares do presidente Néstor Kirchner devem achar disso? Não que me importe. Mas adoraria ter perguntado ao senhor que desvia o olhar quando me aproximo.

6 de mar. de 2006

Bolo de vento aos perdedores


Impresionismo 2 - La vuelta, originally uploaded by aagg.

Ao pôr os pés no chão: "até estancar o sangue." Enquanto estava arrumando a cama, reelaborei a frase: "deixa o sangue estancar, resmunguei." Seria uma frase interessante para inciar o post de hoje (20/02). Passaria a impressão de que havíamos ido além do simples desentendimento dos casais complicados. Não me entrego facilmente a quem se oferece sem pudor. Isolou-se debaixo das almofadas, até o dedo voltar a estralar. "Olha, o morto." -- disse a mal-amada. Oi, Helena! -- respondi, sem que elas esperassem, à amiga, que também deve ser uma mal-amada, porque mal casada, sei que é. Batom vermelho num aniversário de criança é sinal que está a procura de homem. Casal se esfregando ao dançar. Péssimo gosto. Todos aplaudiam. Exbicionismo tem hora e lugar. Você não vai ser servir? Não, obrigado. Quando estou contrariado nem apetite sinto, quanto mais vontade de fazer o social. Necessidade de voltar para debaixo da cama onde escondo aquela saudade moída. Estou apaixonado e todos desconfiam. Os telefonemas, os e-mails imprimidos, as idas ao orelhão, as fotografias digitais reveladas em papel couchê. (Para que ele guarde no fundo falso da gaveta da estante, o que se banalizou.) Passo uma mensagem pelo celular. Encontro marcado. É improvável que algum dia venha beijar-lhe a boca durante a cerimônia de formatura. Seria expulso imediatamente da coorporação e minha amiga me pergunta: Você tem fetiche? Muitos de nós temos. A sensação de segurança, de proteção. Disse-lhe que qualquer lugar seria muito perigoso ao lado dele. A hemorragia nasal nos atrapalhou qualquer intenção. E era o domingo de sol forte que eu havia pedido a Deus.

4 de mar. de 2006

A vasculhar históricos (II)


Peruvian Lily, originally uploaded by mjross.

-- Marcito, são bonitas as alstroemérias?
-- Bonitas? Elas são lindas. Pena as pétalas serem tão frágeis. Elas são apropriadas para compor buquês compactos, daqueles usados quando vamos recepcionar alguém no aeroporto. As de cores quentes resistem por mais tempo.
-- hmmm...
-- Por quê?
-- Estou pensando.
-- Na roda?
-- Não. Apenas pensando.

A vasculhar históricos (I)


Webcam, originally uploaded by Michael Battista.

-- E aí, grande Marcinho, fmz?

-- Tranqüilo, Tobalo, e contigo?

-- Então, está é sua cara...rs.
(Ele se referia a minha fotografia no visor do MSN.)

-- Estou morrendo de vergonha de ti.

-- Sou eu mesmo. Flagrado ao acordar, rs

-- Ainda não lhe enviei os e-mails.

-- É até que você é um cara simpático...rs

-- Gentileza tua.

-- E os projetos? Conversou com o pessoal da COGER?

-- De perto até que engano. De terno então, nem se diga. Fui recebido como chefe-de-estado.

-- E eu sou feio de qualquer jeito..rs.

-- Que nada. Muitas vezes temos um certo charme que desconhecemos.

-- É, a mulherada sempre me diz isso...rs.

-- (...)

Deixemos por alguns segundos a ficção na gaveta e vamos tecer uma pretensiosa crítica literária. Esse poema (clica aqui e depois volta) da Miss Eckardt (Oi, Dorinha!), colaboradora no Ponto Cego, reafirma a idéia que tenho da mulheres gaúchas. Elas exigem com elegância, sem subterfúgios ou pudores, que o homem cumpra seu papel; principalmente, quando, por motivo qualquer, ele se recusa. As gurias sabem o que quer e estão acostumadas ao mando. A quem possa interessar, sou extremamente desobediente e não há pimenta suficiente no mundo que me corrija. Pelos simples prazer de ser do contra. Ficou fácil, me conquistar, não?

Há uma música do povo

Cortesia de um colega blogueiro, residente do Porto. O poema do Fernando Pessoa na voz da Teresa Salgueiro. Quase não consigo mais deixar o site do Madredeus.

3 de mar. de 2006

A vinte reais o vaso


Proibido Estacionar, originally uploaded by Roner Marcelo.

A voz da Elis vindo de algum lugar da web. "Me deixas louca." Na lavanderia, meia hora atrás, fraquejei ao preencher o comprovante do cartão de débito. Esse não precisa assinar, senhor. Basta a senha -- me dissera a mocinha de piercing no supercílio. Porque ao conferir a data, a tempestade se fez dentre de mim. Está chovendo forte, não? Diz isso, senhorita, porque não olhou aqui dentro de mim. Peguei os ternos. Agradeci o gentil atendimento e resolvi enfrentar as linhas transversais que nos bloqueava a olhar. Paisagem dos sonhos, se plantasse milho. Gotas. Granizos. Enxurrada, lama. Queria entrar em casa antes que o Fornazze chegasse e descobrisse que eu havia lhe mentido. Sim. Ele chegou há dez dia e eu continuo me encontrando com o formando da turma do Oitavo. Você buscou meus ternos? Busquei, sim. Algo mais? Zombo da morte, que a raiva esconde.

Depois do almoço, vamos levar crisântemos brancos perfumados à lápide daquela senhora com quem sonho quando me deito cedo. Enquanto a lasanha termina de assar, ele tomará seu banho, sentará à mesa, vestindo apenas cueca. Branca, boxer. Vai me pedir que lhe sirva vinho. Tinto. Miolo. Ele me observará soprando o alpiste do Miro. Tecerá ditos monocórdicos sobre o buquê do vinho, sobre as uvas, sobre meus pés. Me pedirá um favor, e eu concentrado nas marcas que o cutelo faz na tábua-de-carne, me recusarei. O tomilho picado exala pela cozinha a senha. Me abraça pela cintura. Me convence a desligar o fogo do feijão com um beijo na nuca. E me explica minusiosamente os planos para essa tarde. Preciso ir ao cemitério antes, querido. Mesmo que seja só.

2 de mar. de 2006

Que sejam belos, mesmo forjados


O beijo, originally uploaded by Juliana Leitão.

Acabo de ver num grande portal da web fotografias do carnaval de Salvador. Foliões se beijando. Nenhuma ponta inveja, tampouco de excitação. Deve ser muito gostoso: axé, suor, saliva. E é mesmo. Contudo, falta um ingrediente aos modelos de abadá, aos fotojornalistas, que torne as fotos relevantes. Espontaneidade, a foto, tal qual beijo; melhor roubado. Não há porque forçar, quando ambos querem. (Ele queria no seu íntimo) Há de se entregar à gostosa surpresa do inevitável, principalmente quando não podemos nomear os desejos escamoteados para debaixo da mesa centro da sala-de-estar.


Doves, originally uploaded by GeoffNascar.

O frio da sua indiferença me aquece.

Nos han dado la tierra

Ah, a saudade. Mocinha sardenta que não conseguia pronunciar o nome do meu pai.

Todo sobre Pedro Juan

E pensar que para meu amigo sociólogo castelhano seria o mesmo que grego.

Re [corte] Cultural

Sir Michel Melamed me convenceu.

Bestiario

sem mais, nem porque.