8 de dez. de 2006

Tenho uma confissão a fazer

De tão descaderado, nada mais me choca. Até que chego em casa e me deparo com a HBO anunciando "para logo mais" o show rodado, mas não datado da Madonna. Daqui a pouco troco de roupa. E de toalha permaneci. Sentado no sofá. Boqueaberto. Bombardeado com o que seria o produto de uma indústria cultural que passa por revolução informacional. (-- Onde vamos parar? -- Não sei, mas conheço quem sabe.) Os estilalhaços dos ragmentos permanecem preso a minha retina. É um todo coeso que Madonna regurgita demagogicamente através de um marqueting virulento. Eu gosto de vê-los rebolando. Rebolo ainda mais gostoso.

6 de dez. de 2006


Έρως και Ψυχή, originally uploaded by Pensiero.

Virgem santíssima! Quinta-feira e ainda não atualizei nosso weblog. Desculpa-me DiCla, internautas e meus verdadeiros sinceros amigos. Até agora nenhuma novidade concreta. O mesmo café amargo, as mesmas pistas falsas e uma pá de urubu sobrevoando minha vontade de viver na e para.Algumas idéias surgiram, em relação a Balzac (onírico-Brasil-metalinguagem-Ovídio-Dante Aliglieri); em relação a Eros (minorias e maiorias interagindo harmonicamente) e em relação a um novo weblog temático e coletivo. Penso em estreá-lo em janeiro, como tudo que acontece no lado de cá. Antes, preciso, ouvir a opinião da minha sócia. (Sim! Ela aceitou sem pestanejar. Capital somado.) O projeto tornou-se prioritário... (-- E o Senado? -- Sem Arte, não faço política. Preciso me apoiar no ombro de Luís de Camões para adquirir e transmitir confiança. Não vou entrar lá em pele de ovo. Não resisto um dia.) Como eu ia dizendo antes de ser interrompido, esse projeto, o novo weblog, (-- Mas, vc já não tem um outro weblog? Que pelo nos consta, está completamente desatualizado. -- Isa, só um minuto. Depois a gente conversa sobre o erotismo da Montanha. Acompanha caladinha.) Do que eu estava falando, hmmm, hmmm, onde está... "Esse projeto tornou-se prioritário... " hmmm... Então, passei a tarde de ontem no campus (espaços amplos que me levam à euforia, loopings de final de tarde, tumblings no minhocão), rascunhando o tal projeto. Gramado verde, abacateiro carregado de frutos pesados (você está enrolando...) que desafiavam a força da gravidade e a biblioteca insuportavelmente LOTADA! (-- Final de semestre, sempre foi assim. Esqueceu-se? -- Não. Jamais me esquecerei.) Havia neguinho sentado até no chão. Aliás, naquele mármore azul-petróleo eu me refestelaria, Dormiria por horas. Descansaria a mente. Revigorado o corpo. Muriçocas não me incomodariam por fazer das minhas costas -- e braços e pernas e pescoço -- pista de pouso e decolagem. O celular tocaria e não ouviria, mas o substrato era outro. Formigas me picavam a bunda -- o que a Reflexologia explica muito bem; o cheiro da grama me fazia espirrar intermitentemente; a sombra, mancomunada com os cúmulos, me protegia do sol que tentava me convencer a aceitar o convite do rapaz de Botafogo (-- Estou no site da Gol comprando suas passagens, janela ou corredor?) e o campainha do celular, o miado dos gatos selvagens espantava minha concentração. (-- Finalmente, ele chegou onde pretendia. -- Essa história eu já sei. Ele a contou para todo mundo. -- Porque ele simplesmente não escreveu que o cliente o procurou? -- Sei lá! Exibicionismo. -- Oh, neurose!)

-- Alô, Márcio? Aqui é Gustavo da Casa Civil. Está lembrado de mim?
-- Claro, Gustavo! Tudo bem?
-- Tudo jóia e você?
-- Tranqüilo.
-- O pagamento foi feito direitinho?
-- Acho que sim. Minha T. não reclamou comigo. Quando você precisar de alguma coisa é só pedir...
-- Eu quero pedir com você. Estou precisando de umas rosas. Só que dessa vez é para mim. Estou chegando lá loja daqui a pouco.
-- Gustavo, eu estou aqui no campus, mas em quarenta minutos estarei na loja.
-- Mas, disseram que você só voltaria às 18h.
-- Pois é, eu estou aqui apertado com uns trabalhados atrasados. Você se importa em ser atendido pelo Sr. Z.?
-- Quem é o Sr. Z.?
-- Ele é o florista e o proprietário da loja. Foi ele quem fez a decoração do evento. Vou ligar para ele avisando que você está indo lá, ok?
-- Ótima idéia! Muito obrigado.
-- Obrigado a você e me desculpa, viu?
-- Que isso. Tranqüilo.
-- Tchau.
-- Tchau.
Desligou o celular. Difícil era conter o sorriso. (Terá sido uma cantada, Meu Deus? Estou ficando esperto. Carioca. Novinho. Morando só cidade. Deve estar ouriçado. A solidão deve estar enlouquecendo ele. Alguém me quer. Alguém gosta de mim.) Não se concentrou em mais nada. A tarde se perdeu em desvãos. Os devaneios e fantasias dominaram sua mente com pensamentos libidinosos. E o sorriso permanecia sem se importar com as formigas. (De novo?) Fazia tempo que não se sentia tão feliz. Satisfeito. (Meu Deus! E que homem lindo. Aquele perfume. (-- CK One. --D´Issey,). Cinto largo, combinando com o sapato. (-- Marrons de superfície lisa. Sem costura aparente. -- Imagino.) A camisa com os punhos dobrados. (--Azul-clara lisa. Fly Cotton . -- O que está acontecendo com ele hoje? -- Não faço idéia.) Decidiu ir embora. Na cama seria o local certo para sonhar.

3 de dez. de 2006

O Às e o tédio


March 28, 2006 - 17:19, originally uploaded by Hugo*.

De tudo desprendido da minha pele, não sentirei da fumaça orgânica a saudade assintosa. Sou o cão de companhia a cheirar testosterona alheia. Voou longe meu desejo. Faltava-me sangue no cóccix. (Problema doce seu) O Grave me ajudou. Palavras tolas de tão hesitantes. Compromissos assumidos na tarde diluída na água do sanitário. Só Deus por mim. Talvez telefone para o Pedreira. Certamente não o farei. A promessa do cabo da tonfa surpreendeu-me. Então a idéia planava na imaginação da classe? Muito mais. Foi uma proposta aceita sem hesitação.

2 de dez. de 2006


Torn poster, originally uploaded by fotologic.

Era um fevereiro lunar. Minha identidade diluída em álcool barato tentava submergir entre espelhos e pilastras. Copos sujos de tão embaçados emaranhados debaixo da mesa denunciavam nossas piores intenções. Marcas de dedos a comprometer o colarinho azul-claro que se soltava na pressão do polegar contra o indicador. Azul, os olhos; claro céu. Meus cabelos eram rédeas nas mãos do estranho (que mais tarde viria, a saber, quem era). Três da manhã e eu completamente comprometido numa experiência etílico-narcótica. Psicotrópica, enfim. (Eis uma confissão que nem à amiga Dra. Psiquiatra, contei). Beijos musculosos de bíceps hipertrofiados tentavam me convencer a provar da uréia anabolizada. Resquícios. Se fosse semiótica eu aceitaria. Não lhe disse isso. Provocar seria demais. Um apetite descomunal para o pouco de mignon estruturado que eu era. Meu sofrimento traduzido em dor, embora o sorriso me convencesse a entregar-me a luz que refletia no espelho. Essa não me ofuscava. Marcas de mordidas no calcanhar denunciando o quê? Nem satisfatório, por causa da culpa beatificada. Ela me corrói. Estacionada. “Essa tua cintura, é o que tens de mais gostoso”. Era a primeira vez que ouvi um elogio-azeitona. Engoli. Mantenha-me imobilizado junto à cama, poderia lhe suplicar, mas sufocado com uma mangueira de sucção a me lavar o estômago, eu tentava exprimir o máximo de prazer que já não mais sentia, nem poderia. Meus dias de masoquista, definitivamente, haviam sido queimados num beco do conjunto D, em frente à casa 14, numa Guariroba que não mais me reconheceria, nem eu à ela. Vamos fazer novas fotos De Leite... Preciso ir ao banheiro mijar toda cerveja de ontem à noite. De tudo que já foi feito, tomemos posse da nossa herança. (Depois encaixo isso. Volto mais tarde, leitores, minha consciência pesa por não estar lendo Balzac)
— O que você está lendo dele?
— A Comédia Humana. Estou na biografia ainda.
— E o que está achando.
— Necessário.

1 de dez. de 2006


Rose rosse- Red roses, originally uploaded by *DaniGanz*.

Tampouco entendo de flores, meu amigo Neto, apenas me encaixo na situação ilustrada "em terra de cego quem tem um olho é rei". Toco minha flauta, atraindo ratos que não são os cinzas (aqueles que me proporcionam delírios oníricos), mas amarelados de tanto queijo roubado comido. Aceito resignado aquele meu quinhão.


Nissan Pathfinder, originally uploaded by audisport.

Ele estava prestes a alçar um vôo envergado para direita. Se foi bom, só poderei concluir daqui a alguns dias quando ele voltar de viagem. Com que voz responderei a sua ligação. Com a mesma voz que seduziu a gangue do quartinho. (Quanta vantagem, por um mero fetiche.)

29 de nov. de 2006

Oncidium


Oncidium, originally uploaded by ChrB.

Gosto de argumentos irrefutáveis. De pressionar contra o balcão titulares de contas bancárias no exterior. Nunca vi, respondera o rapaz à cliente, quando perguntado sobre a existência de orquídeas vermelhas. Existe sim, disse-lhe, Catleia vermelha. Ele incrédulo me fitava assustado. Consultou no Google. Satisfeito não encontrou nada. Perguntei-lhe, sem parar de escrever o cartão: de que cor é a Sherry baby? Ninguém me respondeu. O que me leva a creer que o encurralei novamente. Minha auto-estima precisava desse estímulo antes de voltar a noite.

Estava cansado daquele alaranjado, daquele fonte (Georgia?), do tamanho das letras. (Escolhas infelizes acompanhavam a sua aprendizagem.) Do acento, do móvel, das chamadas de madrugada para copular via grambel. Correria atrás dos mil antílopes, se o rinoceronte ordenasse. Vozes de comando. A guarda unida. Muitas estrelas servindo de forro de cama. Entrego toda a inocência que nunca possui em troco das gargalhadas. Desde que os celulares continuassem desligados valia tudo no vale-tudo dos competidores. Os ratos desarmavam a cena e eu me sentia muito à vontade, atrás do micro-ônibus.

Amores para amoras


blackberry, originally uploaded by marissa.

O que eu gostaria de ganhar de presente de Natal? A serenidade que um amante jamais me proporcionaria. (Nunca foi assim. Nem poderia ser.) Óleo de amora para friccionar no peito do De Leite durante o interlúdio. [Eu (te) amo tua boca carnuda de tão macia. Eu (te) amo tua língua áspera e atrevida.] Se fosse menor o amor, não teria medo das conseqüências. Mas não é. ( Parabéns por suas sábias conclusões.) E a imensidão do descomunal resvala quando de fato deveria me acordar do pesadelo. Me tira daqui. Estou tão leve. Trocar e-mails antes e depois pode ser um aperitivo (melhor que a tequila). Pode ser. Não é. Que o De Leite se derrame quando ferver.

3 de nov. de 2006

Lendo, alegre, Lolita num porto feira-livre

Os pernilongos e seus vôos rasantes. Meu sangue se fez veneno ontem à noite.

31 de out. de 2006

Onde perdi a minha paz

O vento bate e não sai nada. Era só barulho. Grãos de almíscar impregnavam a camisa de seda branca do meu pijama, suores amanhecidos conjugados. Tínhamos uma história com data de validade vencida e acenei com tchau o que não podia ser mais eu. Boa semana, disse-lhe. E não mais nos falamos, desde então. Trim. Trim. Trim-trim. Trim-trim. O número no visor do celular denunciava a vontade inconcebível Dos Anjos. Se ele for bom mesmo, que rastreie meus andares na penumbra dos bosques (contra-informação pernóstica). O vento era ele assoprando meu ombro arranhado. Deixa pra lá.

28 de out. de 2006

Testamento de Heilingenstadt

"Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou! Pareceu-me impossível deixar o mundo antes de haver produzido tudo o que eu sentia me haver sido confiado, e assim prolonguei esta vida infeliz. Paciência é só o que aspiro até que as parcas inclementes cortem o fio de minha triste vida. Melhorarei, talvez, e talvez não! Mas terei coragem. Na minha idade, já obrigado a filosofar, não é fácil, e mais penoso ainda se torna para o artista. Meu Deus, sobre mim deita o Teu olhar! Ó homens! Se vos cair isto um dia debaixo dos olhos, vereis que me julgaste mal! O infeliz consola-se quando encontra uma desgraça igual à sua. Tudo fiz para merecer um lugar entre os artistas e entre os homens de bem." Ludwig van Beethoven (grifo nosso)

18 de out. de 2006

Sinais de que o entusiasmo voltou a freqüentar essa casa. Só escrevo quando estou muito feliz. Compatilho euforia. (Pq eu sei que você gosta de mim.) Só escrevo quando estou muito triste. Poupo meus amigos de desabafos tolos. E se ontem eu fui dormir ao soar de vinte e duas badaladas e se domingo estive entregue a facadas foi porque, meu intercessor junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, eu era fuligem. Meu papel é carbono. E não tenho nenhuma novidade a não ser que estou sofrendo e amando o RICD.
Preciso responder à Brighton. Socorro. Preciso avisar o embaixador que eu já sei o que gostaria de receber de presente de Natal; a luz parisiense contida num minúsculo mini-papiro (Cyperus papyrus). Preciso enviar uma porção de e-mails similares ao praça caveirado na esperança que ele me espere. Deitado, decúbito dorsal. Era só a glande a se sujar no meu esfíncter. Que não se dilatava. Drogas. Drogas, não! Medicamento. O que é preciso realmente: memorizar os verbos. Assim evito acidentes aéreos na rota de colisão de um pleito que me leva ao outro lado do pacífico atrás de argumentos irrefutáveis para defender o sr. presidente. E daí?Penso nisso depois, plantaram médicos no nosso jardim. Colheita ingrata.

17 de out. de 2006

Quando sentir finalmente por minha falta, estarei debaixo da cama lendo livros proibidos que me possibilitem refazer o caminho de volta. Desculpe-me leitores a fraqueza das metáforas encontradas na poeira dos polens. Asfixia hiperbólica me evapora em tardes ímpares, por isso, aquilo. Ele só me machucava, com a minha permissão. Bastava encostar o cotovelo, levantava-se de cima de mim. Bufando. Com raiva. Encarando nuvens disformes. (Eram cavalinhos.) Tinha vontade de se jogar da varanda? Nunca saberemos. Não deu tempo. Sentou-se ao lado esquerdo da cama. Silêncio. Esperava pela mão escabrosa descer minhas vértebras como se fossem escadas. Meu corpo de bruços queria apenas descansar. Olhos fechados. “Tentava me lembrar do sonho de hoje de manhã”. Os tempos não se conjugavam mais. Azar de quem queria estar ao lado do mestre-de-armas. O peso do corpo que agora me era alheio pressionou minhas costelinhas antes mordiscadas. (Se aquilo se chamara carinho, sobreviveria eu anos trancado no porão do maníaco que mora ao lado dos meus pensamentos.) Tirou o fone do gancho. Desemaranhou o fio do aparelho como se estivesse se preparando para mais uma vez extrair a verdade de um seqüestrador da filha do superintendente.
— Eu gostaria de fazer um pedido.
— ...
— Quero uma pizza portuguesa e outra aos quatro queijos.
— Pede um suco de cupuaçu para mim.
— Vocês servem suco?
— ...
— Traga cerveja, por favor. A do frigobar acabou.
— Pede um refri.
— Pode ser. E uma coca light.
A intimidade com que ele falara sabe-lá-Deus-com-quem me tirou o apetite.
— Posso?
— Fica à vontade.
O último pedaço de pizza a passear por uma boca que eu não mais reconhecia. Largou o garfo e a faca sobre o prato com uma insolência intencionalmente irritante. Levantou-se da cama, indo na direção do cabide de madeira desbotado. Uma mão de verniz lhe faria bem. Vasculhou os bolsos da calça à procura do maço de cigarros. Os bolsos do paletó. Observá-lo movimentando-se, lembrava-me os rinocerontes do zoológico brigando por uma poça d’água.
— Tive uma idéia. Joga-me esse cinto.
— Por favor.
— Por favor, você poderia me jogar o cinto.
— Posso não.
E refugiou-se na varanda. Encostado no parapeito da sacada. Contemplava a linha de estrelas que delimitavam o horizonte, como se nada tivesse acontecido, ignorando-me, como eu vinha lhe ignorando há semanas. Eu tinha motivo. Ele apenas se vingava.

13 de out. de 2006

Ele estava sentindo-se feliz por ter aberto sua primeira conta corrente na farmácia da esquina.
O imbecil achava que ele mesmo não seria alvo de investigações. O poder tende a corromper. Os fracos que o digam.

7 de out. de 2006

Mais avacalhado do que já está, não fica.
Acabo de fazer um tour pelo versão beta do Blogger. E daí? Vamos jogar amarelinha, enquanto nuvens sérias não nos ameaçam.

6 de out. de 2006

Jeri beach


Jeri beach, originally uploaded by Niki Needham.

A brisa que desarrumou as folhas soltas do caderno foi embora sem se despedir da gente.

5 de out. de 2006

César Vallejo

"AMOR PROHIBIDO

Subes centelleante de labios y de ojeras!
Por tus venas subo, como un can herido
que busca el refugio de blandas aceras.
Amor, en el mundo tú eres un pecado!
Mi beso en la punta chispeante del cuerno
del diablo; mi beso que es credo sagrado!
Espíritu en el horópter que pasa
!uro en su blasfemia!
el corazón que engendra al cerebro!
que pasa hacia el tuyo, por mi barro triste.
!Platónico estambre
que existe en el cáliz donde tu alma existe!
?Algún penitente silencio siniestro?
?Tú acaso lo escuchas? Inocente flor!
... Y saber que donde no hay un Padrenuestro,
el Amor es un Cristo pecador!"

3 de out. de 2006

























"Janta comigo? O convite deveria partir dele." Posted by Picasa

2 de out. de 2006

30 de set. de 2006

Garcia: "o delegado disse que ia f... o Lula"

Em quem acreditar?
No Pássaro? Ou no Vento?
Resta-me aguardar.
E guardar:
O pó revirado pela brisa,
(Essa janela que não fecha.)
Os dólares que forram o cofre do lado de cá da prostituição legalizada.
Há versos borrados na mureta do jardim,
Um leão-de-chácara a se despedir de nós.
Amsterdã me prometia sonhos
E o que eu vejo daqui me alimenta
O ódio do tempo,
Em que eu ainda tinha inocência entre as pernas.
A Indiferença, minha parceira intelectual, me ensina:
Edmilsons não são Brunos,
E jornalistas comem com porcos,
quando lhes servimos pérolas.
Renovo minha esperança (nossa!)
A caminho da embaixada.

Sega Dreamcast - Wikip�dia

Onde te encontro?

PlayStation 2 (ps2)

Não conhecia por esse nome.

Entrevista com Leones (SESC-2005)

Chypre Cítrico

Da época em que o rastilho combatia radicais livres.

Carta Maior

De votos abertos e outros empecilhos.

29 de set. de 2006

28 de set. de 2006

Google Agenda

Quem sabe assim organizo o churras na chácara do Ccelinho.

22 de set. de 2006

18 de set. de 2006

Emir Larangeira - Escritor e Polêmico

Se eu não tivesse não tanto sono, iria coar um café para você.

16 de set. de 2006

Desde aquele noite

Com o mesmo entusiasmo que me apresentei ao professor (sou escritora), sem titubear, respondi-lhe: "sou vendedora." Faltava-me um rumo, o prumo de Ariel. E as nuvens eram uma incógnita impossível de derivar. Na realidade, sou a mesma puta que me pariu numa sala asséptica de uma clínica conveniada do SUS. Um susto que sensibilizou a obstetra. Madrinha, seus presentes já não cabem mais nos meus sonhos. O rapaz a me oferecer uma porção de lactobacilos moles, transparentes, vivos. E eu duvidando do amor que todos depositavam devotamente em mim. Aos poucos, o ar, veneno-volante, me traz de volta à realidade. Eu vendo. Mentiras. Aquelas que eu nunca terei coragem de repartir com ninguém. Essa solidão, fumaça ansiosa que me arde nas retinas, me indica o caminho. De ágape em ágape, me convenço que a borda da piscina não é escorregadia, mas, por via das dúvidas (sempre elas), uso o capacete protegendo meu rosto com a balaclava que ainda me lembra o perfume, nenúfar com tabaco. Ontem eu sonhei com ele e não me dei o trabalho de me levantar para trocar o travesseiro. Molhado de tantos soluços. Era uma paixão, paizão, pezão, faisão, Paixão, que aprendi a contorcer quando ninguém (ela acreditava nos seus clientes) me observava.

A Livreira

Não cabe adjetivos na força dos verbos.

11 de set. de 2006

9 de set. de 2006

Viciados em Livros

Trocando aquela compulsão por esta outra.

6 de set. de 2006

Primeiro Livro

Não quero mais brincar com você.

4 de set. de 2006

2 de set. de 2006

Wipipedia

Se eu pretendo abordar o assunto, tenho que estar muito bem informado. :P

Grupos do Google

acho que vamos nos divertir

28 de ago. de 2006

ARTIGO VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA DOMÉSTICA NA EDUCAÇÃO DE ESCRITORES BRASILEIROS

Vou gostar desse tema.

Guerras na África

No Coração das Trevas", de Joseph Conrad"
Bom dia Camaradas", de Ondjaki "
Feras de Lugar Nenhum", de Uzodinma Iweala "
Os Cu de Judas", de António Lobo Antunes

A prisão secreta de Israel

Sevícia.

Korean War

Ele esteve lá. Ele quem, Paty? Foi apenas uma idéia.

Free Willy

como eu era tolinho

27 de ago. de 2006

À 120 km/por hora, ele gritou eu te amo

Fiquei esperando pela faca que iria cortar meu bife. Maminha, às três da manhã. Estaria pronto o suficiente para as apulhaladas de Jó, as pauladas na face? Graças ao vinho espesso, escuro e forte, sim. E a cópula que de descartável, só tinhas os códons, não me lembro mais pormenores. Saquinhos borrachudos que me lembravam pele de cobra. Jogados ao pé da parede, perdi a conta no oitavo. Eram muito mais. O álcool me impedia de recusar toda a parafernália de objetos extranhos que me invadiam até os oríficios mais sensíveis. O tímpano reclamando do ritmo descompassado da respiração. Do outro. Porque eu me fingia de morto, ou melhor morta (conforme, mandava meu parceiro). Nessa ópera, eu era Carmen, pura lascívia do amor imaculado que se extraia do buquê de perfumado de rosas brancas. Eu queria morrer por me sujeitar a uma paixão tão descomunal.

24 de ago. de 2006

Distante o suficiente para não cair


Arc, originally uploaded by konaboy.

Lexotan, chá de tranca servido de madrugada. Minha orientação a deriva sem me dizer quem eu sou. (Como se isso fosse importante.) A moda a desfilar a identidade vencida. Kefir, licença prêmio, afônico. "Evite se medicar, pois assim se mascara o real problema." O real problema é que eu choro quando tendo escolher: Tóquio ou Beijing, Beiture ou Tel Aviv. Sou franco fraco facho. Os poros, esporos de testogerona em excesso, espelem mentiras. Esqueci como eram os esparmos. Músculos estriados atrofiados. A lexotan escorrendo o néctar, ouro derretido que me alimenta ontem à tarde, de manhã e à noite. O macho que fui anteontem resvala na fêmea que se monta diante do espelho. A glock esquecida no fundo da gaveta falsa. As navalhas de barbeiro. A seda vermelha, Tóquio. O sargento me aguardando com o descomunal desconhecido carne de muqueca. Você está a procura de quê? Muleque. Não vai sair, talvez entre, mas você estará tão dopado (ainda bem!) que o sangue incendiará tua retina. Era uma história. Presente de aniversário. "Quantos anos, querido." Você sabe, Madrinha, melhor que eu que nunca teremos como saber. Eu sou cara nervoso e nem quando o adjunto me beija a nuca me acalmo. Pede a saidera por favor, disse-lhe. Quero comemorar meu aniversário, agarrado à uma árvore, feito jabuticaba. Há kefirado suficiente para me cicatrizar as vísceras.

Enxerto de eu

Lembro-lhes que Clarice Lispector, segundo reza a lenda, tinha apenas 17 anos quando escreveu "Perto do Coração Selvagem".

22 de ago. de 2006

Blogger.com refomulado

Não o troco por nenhum outro. Cliente satisfeito. Cliente cativo.

17 de ago. de 2006

Introducing The Hardline According to...

Terence Trent D'Arby

Wishing Well (A Tone Poem)
Kissing like a bandit

Stealing time
Underneath a sycamore tree
Cupid by the hour sends Valentines
To my sweet lover and me
SlowlyBut surely
Your appetite is more than
I knewSweetly
SoftlyI'm falling in love with you
Wish me love a wishing well

To kiss and tell
A wishing well of butterfly tears
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of crocodile cheers
Hugging like a monkey see

Monkey do
Right beside a riverboat gambler
Erotic images float through my head
So I wanna be
Your midnight rambler
Quickly
Quickly
The blood races through my veins
Quickly
Loudly
I wanna hear those sugar bells ring
Wish me love a wishing well

To kiss and tell
A wishing well of butterfly tears
Wish me love a wishing well
To kiss and tell
A wishing well of crocodile cheers



Era uma menininha, a canção já velha. Mas, ela ficou marcada para sempre. E nem a tatuagem que cobriu a anterior, fez esquecê-la do passado emergido pela melodia. A ducha norma lhe provou que ainda podia sonhar, quando quisesse.

5 de ago. de 2006

Atitude - Jiu-Jítsu - Técnica, Garra, Determinação e muito treino.

Suave era o hálito da cevada procurando meus lábios, que se recusava a se entregar às desmensuradas mordidas. Machucava mais meu coração do que a carne, esconder-nos de todos e até de nós mesmo. Em algum momento foi satisfatório, só não saberia dizer quando. Sinto saudade dos golpes que não aprendi.

Erotismo na Cidade

Se tudo fosse ordenado conforme o plano diretor do meu olfato, o azul esmaecido do céu de Abisralí teria sido tombado.

linkBlog.com.br - seus favoritos na web

Olha só, o que encontrei perdido nos meus favoritos. My Web do Yahoo! é muito mais eficiente.

27 de jul. de 2006

Minha primeira crônica esportiva

A perna encolhida prestando atenção na pontada, ora incomoda, enquanto os ouvidos percorriam milimetro por milimetro do campo adversário. Patrícia pensava nas oportunidades descartáveis de anteontem. Afastou o Dr. Nefasto (se um dia ele me ligar novamente, serei cortês) e se concentrou no tricolor que se divertia com o fato de ser mais pungente do que todo o time da gávea. Sua emoção se dissolvia num orgulho mal curado e gritar ao som dos coachos secos, comprovaria que havia feito a melhor escolha. A poça de suor no lençol a desconcentrou e decidiu-se por assistir depois os melhores momentos. Era seu momento. O melhor, desde então.

26 de jul. de 2006

Meteoritos incandescentes visita-nos com freqüência. Choro. A dócil menina tentar ser malvada. Patrícia, Patrícia, deixa de tolice. Bancos de couros não falam francês. Vai lá. Aceita. Aceita-se. Pode ser que dilarece a moral hipócrita dos jesuítas. Mas ao morrernos, estaremos vivos. Quem sabe, celebrar, ao som da sinfonia das alfaces alquebradas, o ouro branco fundido que escorre na bacia esmaltada. Coloque o tango, dance conosco. Esqueça o travesseiro de ontem. Os ácaros discretos jamais divulgariam a lanternagem padrão. Muito além do combinado, Princesinha de gelatinha. E o razoável deveria compor este teu vocabulário salubre. Ela coça as mãos. Delicaleza ensurdecedora. A mesma voz que seduziu o investigador, irrita os acionistas. Minoria articulada. Você não fez nada de errado, gritava-lhe a consciência. Então porque ele não me telefonou até agora? Brincando de espanar fósseis marinhos, descobriu o óbvio. Batatas.

25 de jul. de 2006

Manteve-se afastada por receio de vomitar no objeto de devoção. Era o sol de julho cumprindo seu ritual. Aquela luz alaranjada que lhe ofusca a retina. Forma, pureza e conteúdo. A profissional iniciante tomada pelo vício solicitava por retornos mais rápidos e intensos. Todas minhas lembranças me levam ao clube. O que fazia, eu, lá, sendo que destruo esperanças, quando deveria alimentá-las. A dor caminha sobre minha falsa pele poluída com a promesa de que à noite serei uma criança comportada e obediente. Permita que o engenheiro derrube o alicerce que restou de nós. Puxe a cadeira, sente-se à mesa. Conte-nos minuciosamente o fato. Como se fosse possível, carinho meu. Cinqüentas moedas de ouro e o vôo para Zurique cancelado. Os transeuntes riam. Gargalhadas esteriofónicas a ameaçar segredos translúcidos. Colméia deflagrada. Enxame em nossa direção. E ela parada. Patrícia? Nenhuma reação. As falésias lhe absorviam. Murmurou outra promesa. Impossível.

15 de jul. de 2006


Praha 18_02 027, originally uploaded by la page d'AL.



“O embaixador disse: -- É da polícia.
-- Se é da polícia, deveria ser mais discreto – observou Tereza. -- Para que serve um polícia secreta que não se esconde?
O embaixador, sentado na cama, juntara os pés sob o assento como aprendera no curso de ioga. Emoldurado na parede, Kennedy sorria e concedia a suas palavras uma espécie de consagração.
-- D. Tereza – disse com tom paternal --, os policiais têm diversas funções. A primeira é clássica. Escutam o que as pessoas falam e informam aos seus superiores. [grifo meu]
‘A segunda é uma função de intimidação. Mostram que nos têm à sua mercê e querem nos intimidar. Era o que seu careca pretendia.
‘A terceira função consiste em encenar situações que possam nos comprometer. [...] encontrar haxixe em nossos bolsos ou provar que violentamos uma menina de doze anos. Sempre acharão uma garota para servir como testemunha.’ "
Id., 1985, p. 165.

14 de jul. de 2006


Run doggie, run! , originally uploaded by Mutantcat


“Finalmente escolheu um dos cãezinhos, uma fêmea. [grifo meu] [...]”
— Será possível que o fato de chamar-se Karenin não vai afetar sua sexualidade?
-- É possível – disse Tomas -- que uma cadela que é sempre chamada pelos donos por um nome de cão acabe com tendências lésbicas”.
Id., 1985, p. 30.


A primeira vez que Karenin viu Mefisto, ficou desconcertada [grifo meu] e passou muito tempo ando em volta dele e o cheirando. Mas tornou-se amiga do porco, que preferia aos cachorros do lugar, sempre presos em suas casinholas, latindo sem razão o tempo todo. Karenin apreciava a originalidade do porco e prezava muito a amizade dele.
Id., 1985, p. 285.


“Uma antiga idéia retornava [à Tereza] : seu lar não era Tomas, mas Karenin. Quem marcaria as horas de seus dias quando o cão não estivesse mais lá? [grifo meu]”
Id., 1985, p. 295.

13 de jul. de 2006


Karlovy club, originally uploaded by kisluvkis.
A MÚSICA
“ Para Franz, é a arte que mais se aproxima da beleza dionisíaca concebida como êxtase. [...]
Para ele, a música é libertadora: ela o liberta da solidão e da clausura da poeira das bibliotecas e abre-lhe no corpo as portas por onde a alma pode sair para confraternizar-se.[...]
Sabina diz: -- É um círculo vicioso. As pessoas tornam-se surdas porque colocam a música cada vez mais alto. Mas, como se tornam surdas, não lhes resta mais nada senão aumentar o volume. [...]
[...] Em seguida, no limiar do sono, as idéias começaram a se embaralhar na cabeça de Franz. Lembrou-se da música barulhenta do restaurante e pensou: ‘O barulho tem uma vantagem. No meio dele não se ouvem as palavras.’ ”
Id., 1985, p. 98.

12 de jul. de 2006


Prague, originally uploaded by Lylla Lausanne.

“[...] Para Tereza, o livro era sinal de reconhecimento de uma fraternidade secreta. Contra o mundo de grosseria que a cercava, não tinha efetivamente senão uma arma: os livros que pedia emprestados na biblioteca municipal [grifo meu]; sobretudo romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles não só lhe ofereciam a possibilidade de uma evação imaginária, arrancando-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinham também para ela um significado como objetos: gostava de passear na rua com um livro debaixo do braço. Eram para ela aquilo que uma elegante bengala era para um dândi no século passado. Eles a distinguiam dos outros.
(A comparação entre o livro e a bengala elegante do dândi não é inteiramente exata. A bengala era o toque que distinguia o dândi, mas o transformava num personagem moderno e na moda. O livro distinguia Tereza das outras moças, mas a transformava numa pessoa fora de moda. É claro que ela era ainda muito jovem para poder captar o que havia de ultrapassado na sua pessoa. Achava idiotas os adolescentes que passavam por ela com seus rádios barulhentos. Não percebiam que eram modernos.)”

Id., 1985, pp. 53-54.

“Uma jovem que em vez de ‘se educar’ tem de servir cerveja a bêbados e passar o domingo lavando a roupa suja de seus irmãos e irmãs, tem dentro de si uma imensa reserva de vitalidade, inconcebível para pessoas que freqüentam a universidade e bocejam diante dos livros. Tereza lera mais do que elas, sabia mais do que elas sobre a vida, mas não se dava conta disso. O que diferencia aquele que estudou do autodidata não é a extensão dos conhecimentos, mas os diferentes graus de vitalidade e confiança em si. [grifo meu]”
Id., 1985, p. 61.

11 de jul. de 2006


waiting at metro, originally uploaded by alba.
"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz que a vida sempre pareça um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo do esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.Tomas repete para si mesmo o provérbio alemão: einmal ist keinmal, uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é como não viver nunca. (grifo nosso)

In: KUNDERA, Milan. A Insustentável Leveza do Ser. Nova Fronteira. 1985. 14p.

10 de jul. de 2006



“Ele dizia para si mesmo que o problema fundamental não era: sabiam ou não sabiam? Mas: seriam inocentes apenas porque não sabiam? Um imbecil sentado no trono estaria isento de toda responsabilidade somente pelo fato de ser um imbecil?
[...]
Nesse ponto Tomas se lembrou da história de Édipo. Édipo não sabia que dormia com a própria mãe, e, no entanto, quanto compreendeu o que tinha acontecido, nem por isso se sentiu inocente. Não pôde suportar a visão da infelicidade provocada por sua ignorância, furou os olhos e, cego para sempre, partiu para Tebas.”

Id., 1985, p. 178-179.

9 de jul. de 2006

Pirlo e Cannavaro

Ah! Quando eu terminar de processar os pedidos, responder as mensagens. Escrever aquela crônica, prometida desde janeiro.

Pirlo e Cannavaro

A imagem mais linda da Copa do Mundo, segundo meus colegas papiros. Desde semana passada, a ironia lhes permeia as frases. Como se houvesse sido culpa minha.

Ironicamente zagueiro

originally uploaded by FoGGy123.

7 de jul. de 2006

Cãimbra? Novidade.
Não queria ter vindo.
C'est finit?
Calma, gata. Tô quaaaaaase...
C'est finit?
Peraí, porra!
Abaixar a campainha do telefone;
Ignorar as folhas de fac-simile;
Desativar o alerta do outlook,
do MSN,
do Google Talk,
esquecer por cinco minutos o abalo sísmico, no interior do sertão paraibano.
O orgasmo continua sendo meu ansiolítico preferido, mesmo sem ejaculação.
"(...) Algumas sementes se desprenderam da mureta e nem assim me convenci da irresponsabilidade que se interpões entre os dois quadrantes adjacentes do Imperador. Precisamos ligar para o engenheiro, pisar nos bancos-de-couro, relaxar os músculos enquanto ele se esforça para extrair petróleo. Tem tatuagem? Não. Deixa-me ver seu peitoral. Continua. As confissões, lamurias, lamentos e reclamações podem ser peça chique no salão de jogos, se soubêssemos jogar totó. Você sabe? Eu não sei. E os erros acumulam-se sobre a maca da enfermaria. Luzes azuis, verdes e amarelas. A nutricionista me acorda do sonho. Vamos? Me entrega seu braço, como estivesse me entregando seu coração. Ofereço-me para carregar sua bolsa de anéis de latinha de alumínio. Pesada. Peço os livro. Pesados. Ela me puxa a orelha com carinho: quem mandou não seguir o regime? Aperta meu bíceps esquerdo para se certificar das desatenções levianas que eu mesmo vinha comento com o meu corpo. Martírio. Quer ser santo é? (...)"

4 de jul. de 2006

:: Festa Literária Internacional de Parati ::

Se ela fosse à FLIP, procuraria abrigo nessa tenda.

19h
Mesa 15 - Nas fronteiras da narrativa
ALI SMITH, JONATHAN SAFRAN FOER Para cada crítico que lamenta o estado do romance moderno surge um romancista capaz de demonstrar as infinitas possibilidades de renovação desse gênero literário. Dois dos mais criativos autores da literatura em língua inglesa lêem seus trabalhos e mostram como o futuro do romance depende da disposição dos autores para afrontar suas fronteiras formais. O livro de estréia de Jonathan Safran Foer, Tudo se ilumina, e sua continuação, Extremamente alto, incrivelmente perto, desafiam as convenções da ficção contemporânea. Em romances como Hotel World e o premiado Por acaso, Ali Smith explora os limites da narrativa literária.
Local:TENDA DOS AUTORES R$ 17 TENDA DA MATRIZ R$ 5

23 de jun. de 2006

Arrependi-me das mudanças. As palavras se apagaram.

21 de jun. de 2006

Ao dizer que andava desorientada, deixou o pai apreensivo. Amanhã a gente vai ao cartório, querida. Tire um dia de folga.

16 de jun. de 2006

"El alter ego es un 'yo' que podría haber sido si hubiera elegido otro camino, otra persona, aun siendo la misma."

In: Wikipedia.es

7 de jun. de 2006

Sábado de lua cheia. Patrícia procurava uma farmácia de plantão onde garantia seus 15 minutos de felicidade. Esse é muito baixo. Aquele nem segurar o cigarro sabe. Preparada ela estava para ato; não para ser rejeitada pelo sujeito que a julgou vulgar. Ofendido, ele se foi. Saiu arranhando machas. Ela errara de alvo. Vulnerabilidades recém adquiridas afloravam conselhos torpes. Nada a convenceria recuar. Senão, o cheiro forte do suor que escorria do pescoço do motoboy que a observava. Movimentos circulares dentro do estabelecimento. Você chamaria um táxi para mim, por favor. Claro, senhorita. Precisava de um cúmplice. De uma opinião idônea. Espancaria todo dia, toda noite, o saco travestido de noivo. O alívio não viria.

3 de jun. de 2006

Espero Não Ter Decepcionado

Sim! Vamos atualizar. Fazer um up grade. Tirar a barba e o bigode. Cortar o cabelo e os imperceptíveis películos da orelha. Pequena, carnuda, discreta. Ninguém lê Guimarães Rosa. Poucos. Aaah!O pensamento se desprende de tudo que fui ontem. Tenho sonhado repetidamente com clientes. Tornei-me uma puta. Dessas que não seleciona clientela. O prazer direciona o bom dia, o boa tarde, o boa noite. Senti falta da onda, da tempestade, do maremoto. De fazer poesia na horizontal. Começou a pretensão. Senti saudade de mudar de assunto, sem deixar pista para minha leitora de olhos azuis. Você é muito gato. São seus olhos. Muito bonitos, por sinal. Ela riu, abriu a porta de trás de carro e afastou o banco do motorista para frente. Vadia! Eu, mais que ela. Sou mesmo aquela mulher que voltou para casa com a bolsa cheia de notas de 5 reais. Um momento, Marcinho. Retornos deveriam ser alegres e agradáveis. E são, querido diário. E ele começou a chorar. Lembrou-se da missa que faltara. Vocês perceberam com ele hoje está lento? Procurando letra por letra no teclado ronc-ronc. Se for para mim, quero tinto. Não viveria feliz, senão fosse para a estética literária do próximo milênio. Por que não pode ser agora? A metalinguagem (?) exclui centenas de dezenas de sabiás. Ele respirou fundo. E concluiu que havia passado muito tempo afastado dos colegas.

30 de mar. de 2006

Os tambores de Josué

"Aqui estais chegando, meu prezado conterrâneo, pelos vossos próprios méritos e sem nada dever a ninguém.(...)"

O Diabo das Pequenas Coisas: Luis Fernando Verissimo

E pensar que esse detalhe surgiu em um blogue, se não me engano.

24 de mar. de 2006

Beijo de jacaré, abraço de macaco


O Poder da Pesca, originally uploaded by joaobambu.

As pranchas que se afastam da praia são resquícios daquele dia ontem à tarde. Sol de açúcar se desmanchando de medo das Luas. Os Cara-de-pau. Os Cremes-de-leite. Água doce escorrendo do umbigo da menina que acabara de complentar 12 anos. Seria pedofilia ensinar-lhe shodô? Apologia, talvez. Não havia pêlos para se apoiar, caso caísse da goteira a nudez languida dos olhos azuis a secar aqüíferos jordanianos. (Chamem, os árabes, por favor!) E no reflexo do laguinho formado no seio da pedra, lágrimas adultas bebericavam. Os tiús agradeciam. Risadas disfarçavam o constrangimento solado, soldado. Quando o mar se recuperou da ressaca, o matacão lhe disse: poxa, você fica muito nervoso com a gente. Sou bruto, caralho. Gargalhadas de tão sinceras assustaram as gaivotas pousadas na linha do equador. Sem estrupação, gritou alguém. Os risos estereofônicos... (preferiria que fossem por streaming) ... ensurdecedores. Não se podia conversar ao celular. O mar sacudiu-se em ondas altas que fulaninhus de tal adoraria surfar e recolheu-se atrás da ilha (de edição?). O respeito adquirido por ter se tornado aquele que fala o precisa ser dito aguçou o apetite de todos. Afinal, deus não pode (não quer!) comprometer a política do tapete de petálas de rosas brancas. (Foram duas garrafas de cachaça mineira divididas por cinco, ao final de 37 minutos. Quem venceu a aposta? Eu, ora.) O mar de revolto, se fez triste e saiu para escutar o epicentro do maremoto que se anunciava t-i-m-i-d-a-m-e-n-t-e. Segura a pemba, doido! Era o dever-de-casa. E ele se comportou com um general de gabinete.

23 de mar. de 2006

Soldados serão julgados por fazer sexo em quartel


In The Bone, originally uploaded by aggies92.

Vou pesquisar antes de escrever, minha experiência não vale. Eu sabia que era punível de expulsão, mas a possibilidade de trabalhar no hostil galpão, longe da tranqüilidade proporcionada pelo ar-condicionado, me convencia a simular o prazer. Quantas estrelas haviam no céu de brigadeiro, além da constelação de áries, ascendente em escorpião? Nunca me recusei. Aguardava pacientemente o final da ordem unida. Não que fosse feio, ao contrário, beleza não faltava aos olhos azuis que seduziam quem quer que se aproximasse. E eu sempre sério e emburrado. Você é sortudo, dizia uns. Será que mais alguém sabia? Os sorrisos, os tapinhas nas costas, a camaradagem; nada era gratuito. Meu silêncio assustado travestido de indiferença transpunha os domínios da comarca. Nunca me perguntei se do saco furado sairia vento, mas não via a hora de ir para casa.



22 de mar. de 2006


butterfly at arboretum, originally uploaded by mturnage.

De queda livre, sem pára-quedas.
Seria suícidio, se não fosse poesia.

Ornamentais, sem platéia.
Seria sem propósito, se não fosse poesia.

Justiça condena hospital de MG

Ah! Se fosse nos Estados Unidos...
O menino chorando. A pipa estancou.
Bolinhas de gude escondidas atrás da guarda-roupa.
A quanto tempo, não mexia no template. Me sinto uma criança brincando de barquinho.

O auto-engano dos livros (matéria do Observatório da Imprensa)

Há! Há! Há! É por isso que não entro em livrarias de shopping center. Prefiro a crise alérgica desencadeada quando respiro o ar cheio mofos e ácaros. Pode-se vê-los em suspensão. As traças e as aranhas podem ser boas anfitriãs quando acertamos a correta seqüência da senha.

21 de mar. de 2006

43 Things

a nova ciberpandemia.

Google é intimado por crimes em sites do Orkut

F-I-N-A-L-M-E-N-T-E!

Revista Época Blog Brasil

Profissionais se equilibrando a 9.000 pés de altura. Acho muito engraçado tudo isso. Fazia tempo que não ria tão gostoso.

20 de mar. de 2006

Várias peças e nenhuma


puzzle, originally uploaded by magnopere.

Madrugada de domingo, o lusco-fusco quebrava o encanto das castanholas. Amor? Jogo-o sozinho. Os vencedores perderam mais do que sentem. Perigos que nos fascinam quando os asfaltos recapeados nos chamam, plumas para pés quentes. Poderia ter ido parar no sexto anel do Inferno. Zombo da morte, como ela desdenha meus pêlos do braço, razão pela qual, horas antes, acompanhava a partida de sinuca, rinha de cão de rua. A bola branca encaçapava todas as outras na seqüência determinada pelo desenho da mangueira. No reflexo do copo, reconheci rostos familiares. Era tarde demais para pedir desculpas ou prometer retornar ligações, que nunca seriam atendidas. Concentrei-me na partida, o jogador queria mais do que olhares invejosos de todos do salão. Bastava a sua. De decubito ventral na cama de solteiro, rezava para que minhas vísceras deixassem de tremer. Havia sido apenas um descabida declaração do ébrio adestrado. Desencaxei as peças do meu quebra-cabeça para que fulaninhus de tal o montasse. Só não imaginei que peças perdidas seriam achadas. Antes eu tivesse ido para o beber com o capeta.

18 de mar. de 2006

De lado


the dark side of me, originally uploaded by Bruno Abreu.
Atrasado cinco minutos do horário combinado. O foyer tornou-se pequeno diante a raiva do fulaninho. Não faça mais isso. Não gosto de esperar. Desculpa, disse-lhe. E quando você está de prontidão? É diferente, me respondeu. Medo de que eu não viesse? De que tivesse acontecido algo de grave comigo? Ele me olhou de soslaio e nada disse. Entregou-me os ingressos. Vermelhos. Um pouco amassados. Examinava o acabamento das entradas em papel couchê como se degustasse costelinha de carneiro ao molho de sherry. Como foi seu dia? Ótimo! Tentava reconhecer o nome de alguém conhecido da equipe técnica. Até que ele as tomou da minha mão, guardando-as no bolso interno do paletó.

Poderia ter compartilhado com ele a crônica das notas fiscais rasuradas. Foram seis. Oito. Mas preferi poupá-lo de um cotidiano bobo, tolo, besta que vinha me sujeitando a troco de quê? Correntes de ouro em suspensão. Sonhos transcritos às 3h e meia da manhã. Estou com dor de cabeça. Fui almoçar às cinco horas da tarde. E mesmo ocupado me passou várias mensagens por celular, a tarde toda. Provavelmente, tédio e a forma encontrada para aliviá-lo, seria imaginar que alguém o aguardava. Alguém que mal conseguia segurar a caneta esferográfica de tão calejadas estavam as pontas dos dedos. Você recebeu minha mensagem? Tanto que estou aqui, respondi-lhe; desta vez fitando-lhe os olhos. Mantive-me preso ao olhar que me transmitia insatisfação. Que não se repita. Quando for se atrasar, me avisa.

Por causa de cinco minutos trovoadas ecoavam dentro do teatro, não mais lá fora. Baixei a cabeça à procura de desculpas convincentes, mas tudo que eu lhe oferecia de volta era o olhar marejado, denunciado por uma voz sufocada. Um choro que há muitos dias fugia de mim. Privacidade, por dois minutos. Tive um expediente atribulado; comecei a esbouçar uma explicação. A maioria das pessoas que está aqui também teve. Basta observar. Só me interessa observar você, falei. Preciso tomar uma cerveja. Mais? Guardei para mim a palavra que poderia desencadear ofensas mal direcionadas. Você realmente quer assistir a peça? Não; me respondeu, balaçando a cabeça. Então vamos para um lugar mais calmo. Era como se eu falasse sozinho. Acompanhei-o até o bar sem distinguir rostos supostamente conhecidos. Ele pediu a cerveja ao garçon, enquanto tirava a carteira do bolso. Procurava, entre notas de cem e cinqüenta, dinheiro trocado. Não encontrou. Buscou nos bolsos. Foi jogando sobre o balcão tudo que ali se encontrava: maço de cigarros, isqueiro, centavos de moeda americana, as chaves de casa, a do carro. Do outro bolso tirou um pen drive, o celular que quase foi ao chão. Curiosos assistiam a ridícula cena, imobilizados de... medo? Com certeza, assustados. A glock e a funcional juntaram-se aos outros objetos como se fosse a cereja do bolo. Entreguei meu cartão ao garçon, atônito, e pedi que passasse no débito, rezando para que a venda fosse processada antes que o fulaninho terminasse de socar seus pertences nos bolsos. Ufa! Obrigado, Senhor. Vamos? Ele realmente detestava esperar.

Dentro do carro, perguntei: O que aconteceu? Não gosto de ser usado. Por certo você deve ter se deleitado me fazendo esperar diante seus amigos. O quê?! Que amigos? De quais premissas você partiu para chegar a essa FALSA conclusão. A 120 km/h preferia que ele se concentrasse no trânsito, no semáforo, nos quebra-molas ao invés de vilipendiar meus colegas. Magoado, fiquei calado e não pedi que me levasse em casa. Deixei a cargo de sua consciência. No retorno do balão do aeroporto clareou-se suas intenções. As minhas, desde de manhã. Ao entrarmos no apartamento, fui direto para o quarto. A roupa cuidosamente sob o recamier, dobrei. O lençol cheirando à estoraque arranhava minha pele do dorso das minhas costas. A sensação de fervura no peito cedeu ao sono. Fui acordando com o peso de um corpo bêbado me puxando pelos quadris. Fingi que estava dormindo. De mim ele não ouviu nenhum murmúrio.

17 de mar. de 2006

Blogging | Outreach and outrage | Economist.com

Os links das blogotecas; finnícius wakeado a enjoycear veleidades pela estreita janela do quartinho dos fundos. Pétalas de sabão, bolas de flores. Buquês. Poderia ser de vinho tinto. Lençóis molhados. Suor à 15º celsius. Tremelico. Me escondo na banheira para me proteger da chuva que vem depois do gozo. A água contrabandeada de Poços de Caldas em garrafões de água minerail, transborda. Fria. Desperdício, grita Aroeira. Eu sou aroeira, Marcinho. Eu não fazia idéia o que significava isso. Arrependido? Agora não dá mais tempo. Fernando Pessoa me assopra um poema. Sou o epilético enrrolando a língua. Viva. A saliva que escorre da boca provém da raiva. Oba! Por causa do churrasco. Teremos cerveja a granel. A fumaça, a picanha e os erros. A fotocópia de apenas dez por cento: compromissos de amanhã. A morte do escritor: compromissos de amanhã. (Cadeira vaga. Na munheca, não) A peça do Paulo Autran: compromisso de amanhã que se tornou hoje, sem que eu me desse conta.

Brazil | A nation of non-readers | Economist.com

Temos um mercado em potencial. Foi isso mesmo que eu entendi?

Brasil é nação de não-leitores

Nem por isso.

15 de mar. de 2006

De paraísos e infernos

O nome dele era Gottlieb.

Geraldo Alckimin versus 'Carismático da Silva'

Naum estendo a maum a pessoas carismáticas. Vaum ser simpáticos lah com seus eleitouros. Brum... Brum... Multidaum di ovelhinhas, cavalinhas, caveirinhas, pisoteamassadas. Ensopado de Chuchu com lula flambada. Sob o efeito do finn que vem acolah. Duas doses de caipiranha. Sirva-se e volte cah.
Enquanto limpava a santa, Cínthia comentava com a cozinheira a visita do comandante. Tive medo dele me agarrar. Não era isso que todas gostaríamos? Era apenas um desejo que lhe vendava os olhos impedindo que da cabine de comando levantassem vôo. O caça supersônico agachando-se para pegar uma flor arrancada pelo vento. O Comandante oferecia à Cínthia mais que uma singela pata-de-vaca branca, oferecia a cura para o vício das laranjas sem sementes. As feridas não se cicatrizam. Ela tremia na impossibilidade de pronunciar correntamente seu nome. Um convite para jantar. O belo casal dançaria por horas, dias, semanas. Era desejo. Nada mais do que isso. O freio que cegava Cínthia.