11 de fev. de 2011

Adolescente iraniano conduzido à morte


GAY IRANIAN TEEN LED TO DEATH, originally uploaded by anemi.

Por enquanto, não consigo pensar em nada. Preciso antes absorver o impacto da fotografia.

10 de fev. de 2011

Palavras | Virginia Woolf

A solidão infiltra-se pelas paredes do meu quarto qualificando minhas esperanças menores. A chuva traz a noite, onde o sol insiste em brilhar ofuscando a lua, minha companheira de cantata. Estou sozinho no meu quarto, em casa, sozinho na cidade que não dorme e os carros não descansam. Os amigos de infância-de rua-de escola-de faculdade-das noitadas sorriem num álbum de reminiscências. Do abajur emana a luz nostálgica das meninas que se vendem por uma latinha de skol. A calçada ferve. A efervescência marítima me lembra que sobra espaço entre minha cama e o porto onde estivadores descarregam o navio que acabou de atracar. Ligo a webcam, desbloqueio alguns convivas. Pergunto quem está disposto a acompanhar uma secular performance bizarra entre o cóccix com uma transversal tatuagem e o suado negro bíceps ornamentado por uma rama de arame farpado. Sou o diretor da minha própria inexistência na qual os atores amadores não se importam em sorrir para câmera. Assim, me livro da dita cuja e chego à conclusão que estar só, não é tão ruim assim. Sou livre para fazer o que eu bem entender, trazer para o meu apartamento quem eu bem quiser. Posso deixar a imaginação fluir enquanto pondero se compensa correr todo o risco de se expor ao perigo. Era isso que eu tinha a dizer após mergulhar nos seus contos Mrs. V. Woolf. Sua fala desdobra-se  dentro de mim incomensuravelmente.  E salvá-la como rascunho seria um erro, senão fosse a única opção. Quem para ninguém escreve, acaba falando consigo próprio numa linguagem que só Dos Anjos decifra. Desiste de me seguir, eu não presto, eu não presto, eu não presto.

Coaching Literário: Os dez mandamentos de Horacio Quiroga

Sonhei repetidas noites com Tchekhov me ensinando a escrever, lendo em voz alta meus textos, desqualificando  passagens em que eu acreditava piamente que deixaria os críticos desnorteados e conduziria os leitores a uma catarse, até que conheci James Joyce, os modernos e desemborquei na contemporaneidade dos dias e dos fatos e dos fenômenos que não se explicam, apenas se vive, se chora, se alegra ou se entristesse. Queria voltar à São Petesburgo, aos vilageros do interior da Rússia; mas estou perdido nas ruelas da Chaparral, atravessando    os becos da W3 Sul. Estou sentado nos bancos das praças nas entrequadras da asa sul procurando alguém que seja cúmplice no meu desejo de eternidade forjada.

Para reduzir gastos, Senado corta horas extras de diretores e suspende concurso

Estou imensamente feliz com essa atitude dos nossos congressistas. Os donos de cursinhos preparatórios de Brasília devem estar sacando a pistola do coldre para se suicidarem. Desde o ano passado, nas classes de preparatório para o Senado já não se achava mais vagas. Os concurseiros, então chega a ser hilário se não fosse trágico, a se perfilarem nas entradas do shopping popular Pátio Brasil, a querer saltar o muro de vidro daquele panóptico centro de consumo. Muita gente emputecida de tão embucetada abarrotam os tópicos do Twitter e do falido Orkut lamentando-se da sorte. Eu, por minha vez, me agarro ao uns dos Regimentos Internos mais complexos que eu já tive acesso. Lacan é extremante claro comparado aos que está escrito no supracitado. Hegel me faz cócegas nas orelhas. Voltaire é um alívio. James Joyce, brinquedinho de criança. Após ler aqueles artigos, Heidderger é sobremesa. A pressão retirada do meus ombros. Eu tenho que passar... Eu tenho que passar... Eu tenho que passar... Eu não tenho absolutamente nada. Eu simplesmente QUERO! E tenho tempo de sobra para me preparar.
Por fim cheguei ao apartamento onde ela morava e constatei que a placa na entrada, quando a olhei, indicava ambiguamente            -- igual ao resto de nós  -- que ela tanto estava lá quanto fora. À sua porta, bem no último andar do prédio alto, toquei a campanhia e bati, esperei e sondei; ninguém atendia; eu já começava a me perguntar se as sombras morrem, e como poderiam ser enterradas, quando veio uma criada gentil abrir a porta. Mary V. tinha estado doente por dois meses; morrera ontem de manhã, na mesma hora em que eu gritava seu nome. Nunca mais, assim, hei de encontrar sua sombra. 
Woolf, Vírginia. Contos Completos. Trad. Leonardo Fróes. CosacNaify.1ª Ed.

9 de fev. de 2011

Aproveito-me enquanto o dragão dependente de soldo dorme sua sesta para contemplar o pôr-do-sol que ilumina o aparador  perdido na sala do deserto escritório vazio. Da janela, vejo uma baía que não é a da Guanabara. Desenho uma flecha no bafo de vodca deixado no vidro. Retornemos às atividades. Novos pesos nos aguardam. No supino vou me matar. Exercício diário de uma mente amanteigada que ouve sermão do pai. "Masturbar-se pode. Desde que seja de forma eficiente.Tem umas playboys antigas guardadas (escondidas, pai) no forro." Interessante que o nu feminino esclarece todas as nossas dúvidas. Realmente somos diferentes. Mas surgem novas indagações: "o que há de baixo de tanto pêlo?" São todas muito parecidas, afinal. "Paiê, porque a Janaína não tem pêlo? "Menos, moleque" O pai perfeito,(na medida que o álcool permitia, analisado à luz refletida no retrovisor da psicoterapia comportamental-cognitiva)  forte e resistente, lindo e fotogênico, bem-sucedido e mal-pago, naquilo que havia se proposto a fazer: sumir com corpos de estranhos. Mas pai sempre deixa a água entrar em ebulição e a criança ia dormir sem saber como se escrevia jiló. (Treino ortografia sempre que a cabeça dói, mas não me adianta.)  Abro o dicionário na esperança de que algo tenha mudado. Não muda.  Se não são os pais, sempre há um amigo que insistirá em levá-lo  para experimentar uma situação extrema. "Como você vai  escrever sobre as mulheres, se nunca teve uma em suas mãos?" Um argumento assim  me desarmava, mas os deuses nunca me desamparavam: "Da mesma forma  que falo de cocaína, sem nunca ter cheirado." "Obrigado, pela parte que me cabe." "Não, há porque, irmão."   Sempre há esse amigo, um ou dois anos mais velho, a desrespeitar suas convicções e lhe propor: "Desgruda desse computador, sai dessa internet, larga esse livro. Vamos encher a cara. Dá uma volta no final da asa norte. Quem sabe a gente não dá sorte e encontra umas putas limpas de tão interessantes." Encaro demoradamente  o cidadão. Ele não pode estar falando sério. "Não foi você que disse que lhe recomendaram novas experiências? Você não vai deixar de ser gay, por rachar uma vagabunda."  Na realidade, era apenas uma galhofa, uma tentativa de me atingir no nervo.  Entre um chope e outro, entre uma dose de tequila e outra, lembrávamos o quanto meu pai havia sido liberal; o quanto seu pai havia sido conservador e nos monstros que nos havíamos tornado. Nós mesmos éramos responsáveis pelos nossos comportamentos, chegamos a essa conclusão e rimos bastante quando o garçom se confundiu  nas contas.

4 de fev. de 2011

Confesso que a voz do carioca brincando no meu ouvido me desestabilizou as emoções, mais que a sincronia dos passos. Pisei no pé dele duas vezes. "Time after time" não significa nada para mim, e jamais significará. Canções de amor servem apenas a relacionamentos ridículos. Ali, havia dois homens medindo forças. A força da palavra na forma de persuasão contra a força física de uma prensa hidráulica. "Like scrap metal", sussurrei-lhe mastigando fonema por fonema. "Não entendi." Nem entenderia. Madonna sentiu-se como uma virgem, eu me sentia como uma sucata prensada. Ele, Wall-E; eu, seu dado da sorte. A pegada era forte, chave-inglesa avantajada a me pressionar as costelas, mas eu não sou homem de pedir arrego. "Não aguenta bebe o leitinho do meu pau.", repetiria ele a exaustão, durante todo o tempo em que fomos sinceros um com o outro. O algoz e sua vítima haviam finalmente se encontrado depois de tantos desencontros. Tudo seria consensual. Do brilho da lua escorria fel, doravante o alimento da relação daquele casal, seja onde ela fosse desaguar. Estávamos no lugar errado, a hora avançada. As travestis limpando o nariz com as costas das mãos não acompanhavam o raciocínio dos nossos passos dobles. Os outros homens aproximavam-se e afastavam-se tentando captar algo. Aquele casal não pode ir embora junto de mãos dadas. Em boate gay ninguém se dá bem. Aqui é só pegação. Gozar e sair fora. Dark Room pesteado, fede à enxofre com mistura de bvlgary, armani, hugo boss, carolina herrera, calvin klein, saint laurent, issey miyake, esqueci alguém? Não! A conhecimento da fauna do parque da cidade não vai além disso.  Poderíamos continuar dançando madrugada adentro indiferente da música, ou na ausência dela. Mas ele preferiu me levar para varanda. Acendeu um cigarro. Calton, o clássico. Falta grave. Estava excitado, intumescido. E eu iria tripudiar em cima do seu discurso de periferia: " Nós é do morro, vocês é burguesia. Tudo playboy. A gente junto não vai dar certo." Poderia ter-lhe apresentado um seminário sobre cultura hip-hop, mas preferi perguntar-lhe quais eram seus cantores prediletos, (para não ser acusado depois de arrogante e pedante, como aconteceu durante nossas brigas fratricidas.) "Mano Brown, MVBill, Akon, 50¢, Tupac,..." Chega Mr. Previsível. " Como se chama aquele cara que compôs o rap da ponte? "Ãh?!" "Eu já atravessei a ponte do paraguai/ Um filme inspirou a ponte do rio que cai/ É sucesso em campinas e na voz dos racionais/ Mas a ponte da capital é demais.  Gog! "A participação do Lenine ficou show." Ele prestava atenção apenas  na fumaça espiralada que subia aos céus. Meu silêncio não foi quebrado. Assustei-me quando ele me acusou de repentinamente ter ficado mudo. "Tá pensando em outro macho?" Gaguejei, tropecei nas palavras. "Deixa eu te ajudar, eu sei o que você quer dizer. Morder na nuca, vale? Tudo vale... Vale tudo. "Suas pernas estão tremendo. É frio? Quer voltar pra dentro?" "Filho-da-puta!" "Não xinga minha mãe, não, maluco. Eu te atropelo. Eu sou bicho homem. Eu tenho sangue no olho." Meu sorriso demonstrava que o álcool diluíra todo o medo que eu costumava sentir de supostos michês homofóbicos prestes a aplicar um boa-noite-cinderela. "Na real, seus pais estão viajando?" Não conseguia respondê-lo, seus beijos me sugavam o pensamento. "Vamos?" Segurou-me pela mão me arrastando em direção a porta de serviço da boate. "Você trabalha aqui?" "O dono me deve favores." Ainda tinha tempo de me arrepender, de retroagir, dizer não, vamos nos encontrar outro dia. Um Fiat punto azul metálico enterrado com rodas de liga leve esperava seu proprietário no ponto cego das câmeras de segurança. "Vou chamar um táxi. Você espera comigo ele chegar." A proposta de me levar em casa foi recusada, afinal tratava-se de um cara que acabara de conhecer horas antes, se é que se pode chamar isso de conhecer. A gente mal se conhecia e se expunha a riscos desnecessários. "Porque não posso te levar em casa?" Como explicar àlguém que não se confia o suficientemente nela para revelar seu endereço. "Me liga. Vamos nos ver amanhã de dia." (de preferência num lugar bem movimentado). "Então, vamos para minha casa. Eu quero fazer amor com você." "Eu não faço amor, faço sexo. Amor se vive, sexo se pratica." E pela enésima vez ele me chamou de putão. Encostou meu rosto contra a parede e tentou desabotoar minha calça com a mão direita, enquanto com o esquerda imobilizava meus dois braços. "Véi, me solta." "Você não disse que gostava? Eu sou brutão-bicho-homem-tenho-sangue-no-olho-não-guenta-bebe-leite." Não era hora, nem lugar, tampouco a pessoa ideal. E convencê-lo a me deixar chamar o taxi, seria que a prova da cura do meu vício. A carne é fraca, mas o espírito é forte. Na manhã seguinte, o celular tocou antes das 8h. Brutus, ao telefone. "Oi, meu bem!" "Já está me chamando de meu bem. Desse jeito eu vou me apaixonar." "Diga!" "Me encontra na porta no zoológico, às 9h, eu chego em seguida." Eu havia acabado de ser acordado e concordei. Esquecera-me de um compromisso anteriormente agendado.

8 de jan. de 2011

Houve um tempo que as primeiras horas da manhã eram saborosas. Hoje tudo que escrevo salvo como rascunho. Talvez mais tarde.

28 de dez. de 2010

Ninguém se lembrou do caçula, no momento do falecimento daquela que ele aprendera a chamar de mãe.

12 de nov. de 2010

Quase duas da madrugada. Os diálogos do MSN se tornaram abusados de tão objetivos

[...]
X: Tem local?
x: Tenho.
X: me liga aqui [...]
[...]

11 de nov. de 2010

Marcitus diz: cai

Carlos diz: Caiu???

Marcitus diz: minha conexao caiu

Carlos diz: Machucou-se ??? rsrsrs Ah tá...

Marcitus diz: será q libriano combina virginiano? me machuquei sim, pq vc quer passar um gelou no meu hematoma? rs tem q fazer fricção com bastante força, pra surtir o efeito esperado. rs

Carlos diz: Hummm posso passar sim...

Marcitus diz: ai, ai

Carlos diz: rsrsrsr Mora com os pais?

Marcitus diz: com meu tios e vc? casado?

Carlos diz: Solteiro

Marcitus diz: sim rs e vc? namorando?

Carlos diz: Ocupado?

Marcitus diz: não. estava no site da folha, lendo as noticias

Carlos diz: ok... que trabalho bom rsrsrsrs

Marcitus diz: pois é. mas não tenho hora de almoço e só tenho hora pra chegar.  e vc está no serviço?

Carlos está convidando você para Assistência Remota. Deseja Aceitar (Alt+C) ou Recusar (Alt+Z) o convite?

Carlos diz: não, estou em casa mesmo. cliquei errado aqui

Marcitus diz:hmmmmm

Carlos diz: Estou em casa mesmo

Marcitus diz: hummmm. ok. acontece, rs. curtindo o ócio criativo? ou apenas navegando na web?

Carlos diz: Almocei ainda há pouco e estava dando um tempo para ir para academia...daí vc entrou.

Marcitus diz: hmmmm... não me diga q foi vc mesmo q preparou seu almoço? rs

Carlos diz: rsrsrs foi não...

Marcitus diz: sabia. são todos iguais.

Carlos diz: não cozinho....emora saiba rsrsrs como asim??? todos quem??? embora

Marcitus diz: os homens em geral, rs. eu adoro cozinhar, rs

Carlos diz: rsrsrs mas eu sei, mas é que leva tempo...cozinhar só pra mim.

Marcitus diz: principalmente para quem é bom de garfo. rs

Carlos diz: Eu sei, mas não gosto.Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm. Eu sooooooooooooooooooooooou

Marcitus diz: minha especialidade: massas, peixes, saladas e sucos. alias, adoro germinar sementes.

Carlos diz:Hummm que elgal!!!!!!

Marcitus diz: eu por mim só comeria brotos de alfafa com file de salmão. prefere vinho, cerveja, uisque ou licor? O q um homem bebe diz mto sobre ele. rs

Carlos diz: E se ele não beber nada????

Marcitus diz: tb gosto de servir café da manha na cama, mas não a ponto de deixar o cidadão mal acostumado.

Carlos diz: rsrsrrs. sorte do seu namorado

Marcitus diz: se ele bebe somente agua (ou sucos) já dá pra se ter uma ideia

Carlos diz: rsrsrsr. é o meu caso

Marcitus diz: não sei. não poderia falar por ele.

Carlos diz: Ele deve ter sorte. Começou a chover aqui agora

Marcitus diz: adoro chuva, principalmente qdo estou debaixo do edrodon, rs
 eu acho q ele tinha sorte. mas não é bom falar no "falecido". costuma não dar sorte. rs

Carlos diz: rsrsr desculpa...pensei que ainda estivesse com ele...

Marcitus diz: o q passou passou. agora é bola pra frente. não estamos juntos há algum tempo

Carlos diz: Entendi

Marcitus diz: parodiando o poetinha: "foi eterno, enquanto durou."rs. gosta de literatura ou prefere cinema?

Carlos diz: Hoje, mas cinema

Marcitus diz: hmmmm... cinema ou DVD (TV a cabo)?

Carlos diz: Os três

Marcitus diz: depois q inventaram a facilidade do DVD e do pay-per-view, nunca mais quis enfrentar transito
e fila em shopping, rss. sou mto caseiro.

Carlos diz: Eu gosto da telena

Marcitus diz: eu tb rs. aliás, tudo pra mim é melhor no surpelativo, rs

Carlos diz: rsrsrsr

Marcitus diz: a proposito, qual seu tipo de filme favorito?

Carlos diz: Cara, eu gosto de tudo... eu vejo tudo

Marcitus diz: gosto de policiais, faroestes e comedias romanticas

Carlos diz: Eu gosto de tudo

Marcitus diz: mas sou apaixonado pelos filmes alternativos, cults e de arte

Carlos diz: legal

Marcitus diz: há algum filme q te definiria?

Carlos diz: Que pergunta difícil....parece uma dinâmica rsrsrsr não me lembro de cabeça

Marcitus diz:kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. obrigado

Carlos diz: rrsrsrsrs.Próxima

Marcitus diz: se isso foi um elogio. não tive a intenção de lhe incomodar. foi apenas um pergunta despretensiosa. agora é sua vez. rs

Carlos diz: rsrsrsr eu sei, mas é que não dei conta de responder...fiquei com medo de perder a vaga.

Marcitus diz: hoje estou mto verborrágico

Carlos diz: rsrsrrs

Marcitus diz: bobagem. se pensar bem a vaga nunca deixou de ser sua. vc apenas não quis preenchê-la (perdão pelo trocadilho)kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Carlos diz: Está de barba ainda ou só na foto? rsrsrrs eu tenho chance de conseguir uma vaga.

Marcitus diz:domingo, completará uma semana. pq vc gosta?

Carlos diz: Gostei

Marcitus diz: só costumo me barbear uma vez por semana. até pq não tenho necessidade de me barbear
todos os dias. se assim fosse, eu o faria.

Carlos diz: Mas na foto parace estar bem mais de uma semana

Marcitus diz: tem chance sim.

Carlos diz: Hummmmm. Vou largar meu trabalho então

Marcitus diz: sim, foto eu tirei no final das minhas ferias. larga não. nada impede de vc ter dois empregos. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Carlos diz: então não está mais assim. ok...vou continuar na noite então...sou coroa de programa ...eu era garoto de programa, mas a idade foi chegando...

Marcitus diz: tem uma semana q não me barbeo, mas se for necessario eu a deixo crescer.

Carlos diz: Hummmm

Marcitus diz: uisques mais velhos costumam ser o mais caros, não?

Carlos diz: Sim... Bem, vou ter de ir nessa...depois nos falamos acabou a minha folga. Brincadeira...não sou coroa de programa não...ia morrer de fome. Vou para academia agora.

Desculpe estar saindo correndo, mas se não me atraso...ainda vou trabalhar.

Marcio: Vas-y

Humor para poucos

ttvheloa: ikebana

ttvheloa: ikebana: "Ikebana (Arranjo Floral) Ikebana é a tradicional arte japonesa de arranjar flores, folhas e hastes cortadas, em vasos ou outros rec..."
"Don't let your inner editor convince you that this isn't worth your time, or that you should start over, or—even worse—that you should start over some other time."

email from Lindsey (NaNoWriMe)

9 de nov. de 2010

O Hach (pronuncia-se assim) se ausentará durante o mês de novembro. Decidiu revisar todos nossos posts e as  anotações, juntamente com seus versos, cartas e  fragmentos de textos jamais publicados. Foi a solução encontrada para que ele pudesse cumprir a meta do NaNo 2010. Violara o primeiro princípio da brincadeira. Mas para o Hach escrever tornara-se fácil como pular do trampolim de 10 metros. Bastava coragem. Difícil era reescrever, revisar; encontrar verbos suficientemente esclarecedores:  livrar-se dos adjetivos, da simplicidade dos verbos de ligação, dos advérbios negativos, das conjunções coordenativas, da presunção, da hipocondria, da procrastinação e do celular que tocava o todo momento interrompendo seus propósitos.

6 de nov. de 2010


back to black, originally uploaded by Claudia Dias.

               Próxima segunda temos consulta com o Dr. Estranho. Eu, o cão e o curió. Foi a minha condição. Nunca me separar dos amigos. Não sei o que vai ser, mas eu acho que vou chorar, eu sempre choro diante autoridades, principalmente de delegados, principalmente em quartos de motel. Pela W2 ninguém nos via entrar. Todos sabiam que as pulgas beberiam do nosso sangue, se fosse possivel se perfumar assim tão só. Fecha parênteses. E antes da segunda-feira tem um sábado. Tenho medo dos finais de semana. Plantões, multirões, saraus, fantasias. Tenho medo. A intumescencia libidinosa não me visita. São tetas o leite que escorre virgem pelo canto da boca. São mamilos. Depois a puta aqui sou eu. Vou rasgar o verbo no consultório de quinhentos contos (era emergência, era emergência) espero que o cão confirme nossa história e o curió não me recrimine. Ah, o arroz de forno esteve perfeito. Quem reclamou, cochichou baixinho. Na hora, retruquei, se eu tivesse cozinhado somente para meu estômago, chamariam-me de egoísta. Quebra-cabeças possuem cinco mil peças, baby e não há nada que eu possa fazer pelo senhor. Quanto a discussão no palácio das togas, apenas observo. Lição acadêmica, bem assimilada. Voltemos a matemática. Status enche barriga e nos pendura cordão de ouro no pesçoco. Seco. Assim como a pele. É o frio. É o vento. É a falta de costume. É a novidade. Obrigado, Loba, pelos elogios. Vindo de você aguça o sabor da tangerina. Aos que tem lido e me ligado de madrugada, não se preocupem comigo, os planos de se jogar das cataratas do Niágara (lado estadunidense), abortei. Sim, cometi um crime. Em nome de um amor. Não há punição quando se ama demais. Contudo, tenho escrito sistematicamente cartas longas e sofisticadas. Perfume, bourbon e havanas. Nunca sabemos o cão e eu quando precisaremos de novo de dinheiro emprestado. A fundo perdido, nos lembra o Curió. Prostuição masculina tem nome. Sobrenome.
Debbie diz:
Felicidades meu amor!
Marcinho diz:
pro ce tb linda
Marcinho diz:
feliz ano novo
Marcinho diz:
estou aqui blogando para variar
Marcinho diz:
estou de licença medica
Marcinho diz:
hehehhe
Debbie diz:
pois é menino..e vc nao me mandou as coisas pro seu blog..eu nao me esqueci, viu?
Marcinho diz:
pneumonia, depressão e infecção alimentar
Marcinho diz:
eu sei
Marcinho diz:
nem mais o q eu quero fazer
Marcinho diz:
preciso aprender a usar as ferramentas q o blogger nos oferece, já estaria de grande ajuda
Marcinho diz:
colocar anuncios sei lá
Debbie diz:
credo Marcinho, vc teve tudo isso?
Marcinho diz:
www.pontocego.blogspot.com
Marcinho diz:
tive
Marcinho diz:
mas, sou um homem de fé
Marcinho diz:
Jesus cura.
Marcinho diz:
Cres?
Debbie diz:
vc é evangelico agora?
Marcinho diz:
sou catolico
Marcinho diz:
hehehhehe
Marcinho diz:
alias sou ecumenico
Marcinho diz:
falei sobre essa experiencia no meu ultimo post
Marcinho diz:
se eu não fosse religioso, não sei o q teria sido de mim
Debbie diz:
sim, vou ler.
Marcinho diz:
a depressão teria me engolido. Pois não haveria mirtazapina q desse conta da minha tristeza
Debbie diz:
credo Marcinho, eu sei como sao essas coisas.
Debbie diz:
voce tem que ter muita força e acreditar em si mesmo, na sua força acima de tudo
Marcinho diz:
é verdade.
Marcinho diz:
em momento nenhum desisti de mim mesmo. Fui um dissimulado. Um ator
Marcinho diz:
O poeta de Alberto Caeiro.
Debbie diz:
Lindo!
Marcinho diz:
tks

13:48
Minha confiança toda depositada em suas mãos, Debbie. (Como será que anda nosso amigo JP, o tarado florido). Sinta-se à vontade, meu amor, meu bem, minha querida. O diário é meu, mas o espaço está sob sua ordem. Tens permissão para subverter os diagramas e as paralelas, as abscissas e as ordenadas. O eixo permanece onde está. Enquanto adiantam o almoço, fettuccine à bolonhesa,  vou ao mercado comprar  comprar tomates maduros. Tomara que esteja pronto quando eu voltar.

A receita segue abaixo para ninguém se perder.

Molho à Bolonhesa
Ingredientes:
500 gramas de carne moída de primeira
1 lata de molho de tomates
1 cebola ralada
3 dentes de alho amassados
1 colher de chá de oregáno
1 porção de salsa picada
3 colhores de sopa de oleo
1 colher de chá de açúcar
1/2 colher de sopa de sal

Modo de Preparar:
Refogue a carne no óleo e mexa até ficar bem corada. Junte a cebola e o alho, deixe murchar bem. Adicione o molho de tomate e os demais temperos e um copo de água quente. Misture bem e deixe ferver por 20 minutos.


O guapo não lhe atendera as ligações, tampouco as retornou. Estranho esses amantes, declaram-se estar dispostos à copula, mas não suportam esperar alguns minutos. Ordenhar-se foi a solução, seguidas e seguidas vezes até não mais haver qualquer possibilidade de intumescência. Conseguiu dormir por algumas horas sem ajuda dos  azuis ansiolíticos receitados. Acordara com a idéia, com a IDEIA. A estrutura do romance foi-se desnuviando-se concatedamente, das três as cinco da madrugada. No banho, concluiu os adendos. No caminho do trabalho, elaborou a lista de convites. Resta-me torcer, sabendo de atemão: não vai dar em nada. Ele abriu editor de texto determinado a só se levantar após conseguir vislumbrar/visualizar a dourada luz fosca ao fechar os olhos para descansar da luminosidade do monitor. Desejamos-lhe boa sorte, para bem da minha sobrevivência.
Passara por um horrível acidente na ponte JK. Pedriscos espalhados pelo asfalto. Oco poste esfarelado. Petrificados homens estarrecidos aguardavam a chegada dos paramédicos do Corpo-de-Bombeiros. Podia-se perceber pelo retrovisor, as mãos em peces daqueles três moto-boys. Capacetes no chão em sinal de luto. Logo se alegrou: "já tenho o que postar hoje."