27 de abr. de 2010
Dulcissima Maria
16 de fev. de 2010
22 de jun. de 2009
Sobrenomes impronunciáveis tentam elevar minha auto-estima. Viva, o MSN. Viva, o ultrapassado Orkut. Tenho dono, amor, como você deve ter sido informado nos posts anteriores. Coleira machuca, mais que afaga. O cachorrinho não sabe latir quando quer parar. Irrelevante. Agora sim estamos juntos e comungando do mesmo alfabeto. Laranja denotava todo o tesão que estava por vir. Em cima da moto, ele parecia se masturbar. Mesmo assim, meus sorrisos se reprimiam atrás de tijolos verdes. Musgo, epífitas e afins. Se minhas falésias pudessem dizer bom dia correria atrás de toda jurisprudência, o direito de estar só desgustando uma partida de futebol. (Não será uma vírgula que trará sentido a minha vida).
A semana começou mal, até aqui nenhuma novidade. Nada do que me propus fazer conclui. O caderno escondido dentro do chip obrigá-nos a ler códigos aleatórios. Posso desistir, a mestruação não vai descer. Você foi minha maior decepção, meu pior investimento. Frase que ecoa dentro de mim, me torturando dia e noite. Escondo-me debaixo do travesseiro e deixo a fantasia me dominar. O estupro seria consequência se houvessem causualidades. Fragmentos tornaram-se moda e eu não sei como reverter toda minha imperícia. Talvez devesse me dedicar a sinfonia dos pobres, seus sapatos e suas camisas... Observe, Dicla, o estacionamento do shopping, lotou de repente. Tarde da noite procurava emoções, poderia ter sido assaltado, poderia ter acontecido o programa. Tragédia pessoal. Sim! Sou chamado a atenção: você amaldiçoou seu colega. Posso não saber louvar, mas minhas réplicas contundentes estraçalham o chumbo de nuvens fracas. Havia uma tempestade formando-se sobre meus pés. Alguém dissera algo contra mim e a carranca daquele que diz me querer bem tentava me intimidar.
Olha só, ÍMPIO, respondi-lhe, não construa argumentos sobre axiomas falsos. Foi fácil colocá-lo no seu lugar. Atrás do monitor do laptop, estrumes ferviam. Raiva muita raiva por não saber contra argumentar, me contradizer. As palavras que saem da minha boca são interpretadas como convém aos reis da corte. O bobo aqui não sou eu. Tirei a máscara, desci do salto, amarrei a luva e golpei sem pudor. Vocabulário abrangente faz diferença nessas horas, algum adjetivos anacrônicos e puff... jazia morto um desafeto. Cheirava a carne podre esquecida em gavetas mal refrigeradas. Os vermes em orgias celebravam a vida. Tive piedade dos tomates, tão vermelhinhos, mas a força tomou conta as minhas pernas e pude almoçar em paz, refrescando-me com as palavras da doutora: Você está muito bem. E repetiu com ênfase, você está muito bem. A doutora fita-me os olhos com se soubesse que se não fizesse assim suas palavras perderiam valor. Agradeci, vibrei, concordei. E quando perguntado se estava tudo bem, não pude deixar de contar-lhe uma história que ela classificou como assédio moral. Deixei passar a oportunidade de conseguir uma licença de seis meses. Gostaria de nunca mais olhar na cara dos ímpios. Resistirei até a cãimbra cansar-se de contrair meus músculos. Vaidade é o meu pecado favorido, disse o diabo. Inveja se afasta com folhas de arruda no colarinho do chopp escuro que escorria do copo quando o garçom nos perguntou se desejávamos mais uma porção de quibe cru.
19 de jun. de 2009
18 de jun. de 2009
Por entre túneis
17 de jun. de 2009
Juro,
Juro,
Juros,
Janeiros.
A grávida apresenta-se dentro de mim e nós partíamos para outro estacionamento de shopping supermercado parasita-paradisíaco-parabrisa. Junto e separado pela velocidade incandescente de bolas boleira-boleiro, ambos sentidos.
As críticas pulavam de janelas suícidas e eu me questionava sobre o uso indiscriminado de medicações cozidas em brasas azuis, cozinha do métier.
Para começar.
O vizinho me tortura com olhares enviesados. Ele quer. Eu quero. Quereríamos se não housessem clarisses e lispectors discutindo a conversão de deuses em heróis, semi-deuses. Esqueço para neutralizar a dor-dores-dolores de anteontem. Urge prática sistemática da lebre, nem tudo pode ser assim tão espremido numa fila de transeuntes nos quais pastilhas bonificadas flutuam em banheiras de motéis baratos da EPIA SAIS. (Quem conhece a capital, sabe onde localizar cruzeiros florences. Flórida, meu amor. Floripa, meu bem.)
O homem guapo esculpido em tragicomédias de latéx sensoriais, pudera, embora,b aó de barro. (Aqui ocorre a deixa que não consegui evitar: Tu Barão. "Vamos à feirinha comprar perdões desculpares.")
Erros sequencias sem tremas ou drenos numa única noite ensolarada. Vênus visível a olho nu implorava clemência. Inveja-invejosa de não ter sido convidada a participar do lachinho fast-drug-food. São efeitos. São Jerônino e Gabriel. Anjos que me livraram da vergonha do vídeo postado, vocês, leitores privilegiados, devem imaginar onde, porque e como. Vergonha e censura nessas horas andam algemadas por verdugos bonachões. Calças pretas, fardas puídas de tão amarrotadas. (O vizinho complacente comia no meu prato.) Vomitara minha alma para regozijo da platéia. Vermes, serpentes e mastros cúmplices da covardia. A carne tremia, sangue minava e líquidos alcançavam distâncias surpreendentes. Não ouso ser claro como aquela lua cheia lá fora. Pecados seriam culpas se não fôssemos tão simples-simplórios. Me sinto uma criança na primeira série das nossas capacidades sem saber o que fazer com que sobrou na carteira de couro de búfalo comprado no free shop holandês aeroporto. Aeroportos.
Portos,
Porcos,
Potrancas.
"Tenho cura, doutor?" "Você é mais atrevido do que supunha."
Hipóteses pipocadas de tão levianas. Paguei a sessão e embarquei no táxi conversível daquele vizinho (olhar cúmplice) citado anteriormente. Fui feliz? Por algumas horas.
Retornei a forma original dos copos opacos de bares pé-sujo? Não sei. Ninguém sabe. Saberemos, talvez, porquanto, algum dia. Tudo jogado, assim mesmo, como se eu estivesse desfazendo as malas onde escondia nossas, mais minhas do que tuas, esperanças; azuis, pois o céu nos ilumina e Vênus nos protege mais que vigia.
Amanhã continuo de onde parei. Assaltaram o velho no ponto de ônibus. Preciso averiguar. Quem sabe não surja um outro alter-ego a caminhar pelas ruas arborizadas da pequeno-metrópole-cosmopolita-provincianesca. Passo uma borracha quando puder. Quem se importaria se a verossimilhança viesse almoçar conosco? Ninguém, Ulysses. Repito, incansavelmente, ninguém. Boa sorte aos que conseguiram. Azar dos que tentaram. Franqueza e polidez têm limites.
27 de mar. de 2009
14 de fev. de 2009
Happy Valentine's for all
12 de fev. de 2009
31 de jan. de 2009
Plantão no MSN
14 de jan. de 2009
Jantar comigo?
Molho à Bolonhesa
Ingredientes:
500 gramas de carne moída de primeira
1 lata de molho de tomates
1 cebola ralada
3 dentes de alho amassados
1 colher de chá de oregáno
1 porção de salsa picada
3 colhores de sopa de oleo
1 colher de chá de açúcar
1/2 colher de sopa de sal
Modo de Preparar:
Refogue a carne no óleo e mexa até ficar bem corada. Junte a cebola e o alho, deixe murchar bem. Adicione o molho de tomate e os demais temperos e um copo de água quente. Misture bem e deixe ferver por 20 minutos.
CONFIGURAÇÃO MÍNIMA
Duplo core (core 2 duo ou turion 64 x2)
2 gb de memória
Tela de 15,4
wireless
leitor de cartão

Série com o Beija-flor Tesoura (Eupetomena macroura) - Series with Swallow-tailed Hummingbird - 05-07-2008 - IMG_20080705_6547, originally uploaded by Flávio Cruvinel Brandão.
Vamos ser produtivos. Sente, seus dedos deslizam pelo teclado. Hesita: lap ou desktop. Certeza: Marca Dell. De novo. Estava ficando maçante esse merchandising de fruta. Nada de mais para hoje.
Ontem, encontrei a Arabiane on line no gmail. A cadela me bloqueou. Filha-da-puta. Procuradora de merda. Em Porto Alegre só há lésbicas estrábicas. Ao me ver, ela se decepcionaria comigo, assim como se decepcionou (suposição) o enfermeiro barbudo? Ninguém saberá responder. Só Deus, que não atende a porra do celular.
God, que mundo pequeno. A capital é um ovo. Ovo de codorna. E dois milhões de habitantes ndiferentes. Não se pode falar mal de ninguém, sem que em meia hora a outra pessoa já esteja sabendo.
"Me lembro de ...." não o deixei completar a frase. Pronto-socorro, 24 de novembro, passavam das 22 h. Acompanhantes se preparando para dormir. Eu, euzinho, sentado numa cadeira, dura, iria passar a noite sentadinho numa cadeirinha, tomando litros e mais litros de soro. Exagerado como sempre. 14 gotas por segundo. Hidratação. Estava morrendo. Deixe de melodrama, já sabemos que alguém nesse estado está por abotoar o paletó. Compraste. Comprei. Pagaste. Paguei. Não há necessidade de repetição. A enfermeira pediu meu braço. Estendi-o, taticamente. Retira meu sangue, baby. Retira todo ele. É sujo. Batia no meu braço à procura de uma veia onde iria inserir a sonda por onde correria o soro da vida.
Ao amarrar o garrote, porém, pedi a audição, sensação de ouvido entupido; queria falar, mas não conseguia mover os lábios; logo em seguida, fui perdendo a visão, lentamente, escurecendo. Eu de olhos bem abertos, enxergando apenas a escuridão. Seria como um fechar de pálpebras. Meditação. Sono. Vou colocar minha cabeça entre as pernas, assim tudo volta ao normal. Tu estavas desmaiando, caralho, com três enfermeiros ao teu lado! Eu nem peguei a veia dele, disse a enfermeira ao enfermeiro de braços tatooados, que hoje por acaso sabemos seu nome, sobrenome, onde mora e nº do celular, mas isso não vem ao caso. Sem nomes. Sempre. Se ele é um treinador, com certeza ele não me escalou para jogar no seu time. Pudera. Eu, cara de sonho. Ele, um homem com cheiro de macho.
Quero morrer, mãezinha, com a mão daquele David me erguendo pelo omoplata. Olha na ficha o nome dele. Márcio, Márcio, Márcio. E assim os sentidos foram voltando e a visão de Deus diante de mim. Zeus me crucifica aqui mesmo, que morrerei feliz contemplando a imagem desse anjo tatooado de tão barbado, piercing no supercílio. Enfermeiros podem andar assim? Ele podia. Era o próprio Deus sorrindo a noite toda pra mim. Passaria todos os vinte e dois de internação sentadinho naquela cadeira de acento duro contemplando aquele sorriso. Jesus, não me deixe morrer. Quero viver para contemplar esse doce sorriso. A noite passou rápida e o tatuado nunca mais.
Subi para enfermaria. Quarto particular. Meu estado exigia cuidados especialíssimos e ali no pronto-socorro poderia adquirir um infecção por nada. Calor infernal. Nem pude agradecer ao cara de barba pela noite agradável que ele havia me proporcionado. Idiota! Se satisfazia com tão pouco. Homens e mulheres muito mais lindos e charmosos; gostosos e inteligentes passaram por ti, sem que ele jamais se esquecesse daquele... não era o sorriso, sua besta, era o gesto. Tudo bem? Polegar erguido para cima. Ele estava sempre de máscara, como poderias tê-lo visto sorrindo. Num descuido, num ajeitar a máscara, ele sorriu. Não sei se foi para mim, mas ele sorriu. Bastava.
Ontem ao vê-lo, ao nos reencontrarmos, havia tanta gente próxima que nem pudemos conversar à vontade, como conversamos por telefone. Como assim, como assim? Por coincidência, ele estava fazendo um compra por telefone na loja onde trabalho. Eu atendi a ligação. Eta mundo pequeno. Confinados num ovo de codorna vamos tocando nosso gado, oito quilos mais gordo, diga-se de passagem, em menos de um mês. O frio que faz aqui, me aquece o coração. Os pelos que roçam meu pescoço não são necessariamente de gato.
Marco nel mio diario
11 de jan. de 2009
O e-mail perdido
Como havia lhe comunicado, em setembro do ano passado, chamei sua irmã para fazer um acordo. Eu não queria mais trabalhar na empresa de vocês. Ela riu, não sei se foi de felicidade, ou de nervosismo. Perguntou-me se eu já tinha algo em vista. Disse-lhe que não.
No momento preocupava-me somente no meu estado de saúde. "Preciso marcar uma consulta com o pneumologista". Soubemos depois do que se tratava: pneunomia. Foram seis semanas no HRAN. Graças a Deus, a Jesus, o Médico dos médicos, estou aqui totalmente curado, sem seqüelas, escrevendo-lhe.
Minha tosse persistia, estava por completar aniversário de dois meses, preocupava a todos. Perdi o apetite. Emagreci. Não sentia dor alguma, apenas fraqueza e ao mesmo tempo disposição. Vontade. Em parte, por causa da ritalina. (Mais tarde soube através do psiquiatra que me atendeu no HRAN que a dose que o meu herbiatra estava me receitando era muita acima do recomendando. O correto seria no máximo três comprimidos por dia, eu estava tomando seis.) Em parte, por causa da densa atmosfera na qual tentava respirar.
Cumpri meu aviso prévio rigoramente, pois afinal tinha responsabilidades. Havia acabado de chegar a notificação dos lacres a serem entregues na Secretaria da Fazenda do Distrito Federal e a Ele (que morre de medo dos auditores fiscais), não sabia, nem saberia por onde começar. Eu havia sido designado para tomar conta da destinação dos lacres. Isso muito depois de quase mais da metade já terem sido utilizados.
A Esse vinha me fritando há oito meses, segundo Ce. Sabotando meu serviço. Exigindo da Ele, todos os dias, que eu fosse mandado embora. Eu era o pomo de discórdia entre elas. A Ele com dó ou pena de mim, não tinha coragem, mas me deixava inseguro. Broncas e mais broncas. A mulher não tem tato para lidar com as pessoas. O Ce me defendia, até pelo fato de eu ser o primeiro a chegar e o último a sair. Entretanto, morreria se continuasse na companhia deles.
Inclusive, numa ocasião a Ele chegou a me dizer que eu havia me tornado motivo de chacota para funcionários, colegas, parceiros, colaboradores e clientes, porque ligava para parceiros ou para os fiscais afim de esclarecer alguma dúvida, ou perguntar sobre algum procedimento. Desculpe-me o palavrão: veado era o nome mais bonito que eu ouvia ali. Claro que, jamais direcionado diretamente a mim. Somente brincadeirinhas. O ASSÉDIO MORAL minava minhas reservas. A HOMOFOBIA de todos me assustava.
Cito um exemplo do ASSÉDIO MORAL VIVIDO: um documento que havia chegado por AR e assinado por mim, sumiu da pasta do cliente que se encontrava no escaninho da minha mesa.
A Ele quando soube que o documento havia chegado, perguntou-me imediatamente pelo processo. Disse que não estava pronto pq faltava o dito cujo. Ela apenas me disse que a parceria dissera que o AR estava assinado por mim e que o documento havia chegado na empresa. Procure-o. Encontre-o. Você o perdeu?(no meio da sua desorganização) Ela me esculachou diante TODOS seus funcionários, antes de simplesmente solicitar por um novo. Ela precisa mostrar seu poder e sua autoridade. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Nesse momento, lembrei-me do meu avô: "Um dia é da caça, outro do caçador", lembrei-me da nossa amizade, lembrei-me dos seus pais, se não fosse por isso, teria sucumbindo, como qualquer outro ali no meu lugar. Nervos de aço, carne de pescoço. Engoli seco e toquei o gado.
Semanas após, A ele e a esse voltaram a discutir violentamente Motivo: Ce, salários, quem recebe mais. Esta reagiu energicamente como seria de se esperar; aquela depois de muito gritar subiu as escadas pisando duro, bufando, pegou a bolsa, a chave do carro e disse-me: Adeus. Saiu batendo violentamente a porta, sem se importar com o fato dela ser de vidro, ou não. Para em seguida voltar e jogar o NEXTEL em cima da minha mesa.
" Ops! Desculpa."
Nesse momento, a Ele já havia subido as escadas e topou com ela. Olharam-se. Viram-se as costas.
Passado uns vinte minutos, a Ele sobe novamente e começa a mexer na mesa da Esse, como se estivesse tentando encontra-se no meio de tantos papéis que para ela não fazia sentido algum. E me disse: agora é definitivo. A Esse não volta mais. Como eu sabia fazer serviço dela, o qual também desempenhava na sua ausência, pedi licença a Ele e fui descontruir o caos.
Quando... O que encontro? Você não vai acreditar. A Ele não acreditou. Eu não acreditei. Com o papel na minha mão, não acreditei. O documento que havia sumido da pasta do cliente que se encontrava no escaninho da minha mesa, tremulava na minha mão. Mostrei para a Ele Olha só o que achei, NA MESA DA Esse, DEBAIXO DE TODOS OS PAPÉIS. Ela não disse nada. A prova do ASSÉDIO MORAL que eu havia sofrido estava nas minhas mãos. Safadeza de quem? Burrice de quem?
Passado alguns dias. A Esse voltou. A Ele não consegue sem ela. Eu cumpri até o dia trinta e um de outubro meu aviso-prévio. Perdia meu emprego. Fora obrigado a pedir demissão. Recebi apenas meu salário de outubro, no final de novembro. Minhas férias vencidas. Ninguém tocou no assunto. Minha carteira não estava assinada e a Ele havia (alertado) dito que não costumava assinar carteira de trabalho de ninguém. Até a presente data só consegui receber duzentos e cinqüenta reais.
Estou de licença médica de sessenta dias, sem poder receber o auxílio-doença. Pedido da perícia indeferido por falta de contribuição social. E os anos que você lecionou na rede pública? A Secretaria da Educação do Distrito Federal descontou o imposto no meu contra-cheque, mas não repassou para INSS. Nem meu PIS havia na Previdência. No sistema da Secretaria, consta apenas cinco, dos dezoito meses que trabalhei de contrato-temporário. Além dos meus contra-cheques querem a espelho dos contra-cheques emitidos pela Secretaria de Educação, sem contar a solicitação do último mês de contribuição. Não houve contribuição. A empresa não assinou carteira, lembra? Há os recibos que assinei, porém aos serem solicitados, fui informado que não poderiam serem entregues porque poderiam ser interpretados como se eu houvesse trabalhado sem carteira assinada.
Qual a atitude deveria tomar? Temo por represálias, caso leve a empresa na Delegacia do Trabalho, sendo filha de quem é. A Ele veladamente nos ameaçou diversas vezes. Mencionou seu poder. As arbuitrariedades da Polícia Civil, como em qualquer cidade de um país onde não se respeita a Declaração UNiversal do Direitos Humanos. Ela se sente acima da Lei, sendo filha de quem é. Ela se coloca acima da Lei, de tudo e de todos. Eu sei que jamais aconteceria algo. Conheço a idoneidade da sua família, a sua principalmente, o que serve de aval a tudo e me tranqüiliza.
Fico triste porque no final da história a Esse venceu. Ela está lá trabalhando, engordando às custas da empresa que seu pai montou para sua irmã, supondo que no futuro, quando a Ele torna-se uma delegada de polícia federal ela se tornará a dona da empresa. Reconheço seus serviços prestados, mas elas não podem brincar de empresárias. Muitas vezes foi o que testemunhei ali. Piadinhas pelo MSN. Nenhuma das duas tem perfil empresarial. Querem ganhar dinheiro sem fazer esforço. Querem trabalhar seis horas por dias com salário de cinqüenta mil por mês. Isso é vida de pensionista. Vão arrumar um bom casamento. Para isso, precisam pelo menos emagrecer. Somente viúva de militar que perdeu o filho em combate vive assim.
Contudo, não pretendo fazer nada, em nome da nossa amizade. Dessa experiência, levo apenas o aprendizado. Aprendi a sobreviver num ambiente hostil. Estou orgulhoso de mim mesmo. Preparado para a próxima aventura. Seja onde for. Seja com quem for.
9 de jan. de 2009
Sob medidaChico Buarque1979Para o filme República dos Assassinos de Miguel Faria Jr
Se você crê em DeusErga as mãos para os céusE agradeçaQuando me cobiçouSem querer acertouNa cabeçaEu sou sua alma gêmeaSou sua fêmeaSeu par, sua irmãEu sou seu incesto (seu jeito, seu gesto)Sou perfeita porqueIgualzinha a vocêEu não
prestoEu não
prestoTraiçoeira e vulgarSou sem nome e sem larSou aquelaEu sou filha da ruaEu sou cria da suaCostelaSou bandidaSou solta na vidaE sob medidaPros carinhos seusMeu amigoSe ajeite comigoE dê graças a DeusSe você crê em DeusEncaminhe pros céusUma preceE agradeça ao SenhorVocê tem o amorQue merece
1979 © Marola Edições
MusicaisTodos os direitos reservados. Copyright Internacional
Assegurado. Impresso no Brasil
Raul Seixas, Paulo Coelho, M. Motta
Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não
Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar, não não não não
Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira
Bailando no ar
Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente ou...tra vez
Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez
Comentário em resposta a minha amiga Fernanda Passos
Assim que tive forças, coloquei uma aliança no dedo anelar da mão direita e pensei: estou me comprometendo com a literatura do meu país. Tenho um livro para escrever. Um livro, não, uma obra para escrever.
Vamos à luta, amiga Fernanda, à procura de nós mesmo. Vamos buscar fundamento nos ensaios de mestre Autran Dourado: pela nossa literatura brasileira ainda tem muito o que ser feito. Não é como aquela lá, a espanhola, ou aquela outra, a francesa, ou tantas outras trabalhadas até a exaustão. Literaturas prontas, dadas como mortas.
A bola está em jogo e cabe a nós jogar essa partida como se fosse a final do campeonato mundial de interclubes. Vencer ou perder é uma questão de ponto de vista.
3 de jan. de 2009
2 de jan. de 2009
Marcinho diz: sim.
Marcinho diz: Agah
Conhecido diz: sim, sim
Conhecido diz: como voce esta?
Marcinho diz: ainda morando em Paris?
Conhecido diz: ainda mantem seu blog?
Marcinho diz: estou otimo e tu?
Marcinho diz: sim... passei quase um ano sem blogar, sem acesso a rede. Mas, estou voltando aos poucos...
Conhecido diz: sim, ainda morando em paris
Cohecido diz: qual é mesmo o endereço dele? [Aqui, eles começam a conversar sobre mim, então me encontro no direito de capturá-los.]
Marcinho diz: ...considero-me um romancista.
Conhecido diz: publicou algo?
Marcinho diz: www.diarioclandestino.blogspot.com [Dicla, para os íntimos e sem colchetes, doravante]
Marcinho diz: nada.
Marcinho diz: não penso nisso
Marcinho diz: Como posso pensar em publicar algo num pais que desconsiderou Lima Barreto e Clarice Lispector
Conhecido diz: um pais muda, evolui, retrocede.. tudo isto depende de seus cidadaos
Conhecido diz: enfim
Conhecido diz: o que anda fazendo de sua vida?
Conhecido diz: e os amores?
Marcinho diz: Lendo, lendo, lendo, lendo, lendo, lendo, lendo, lendo, lendo,...
Marcinho diz: minha vida é ler.
Marcinho diz: Morrerei soterrado pelos meus livros, mas morrerei estampado de felicidade.
Conhecido diz:e eu nao leio mais nada
Marcinho diz: Escrever, Agah, tem me proporcionado mais excitação que próprio ato sexual em si; pois desejo narrar, contar, descrever, persuadir, argumentar mais do que tudo na vida. Viver para contar estórias que a imaginação me permitiu viver, contar estórias dos outros, principalmente, mescladas, confundidas com minhas próprias. Intertextualiza-se com quem foi, quem é e quem será. Foi-se a ética. Inauguro hoje, nesse momento, uma nova ética literária. Para mim mesmo, o que é mais importante. Os outros já faziam uso dela, acredito. Todas as estórias, das pessoas que não fomos, dos ares que não respirei, das ruas onde não corri, dos rios de onde não me banhei construindo um preâmbulo para A História. Algo bem Geográfico. Hubble me sorri e não é daqui dentro de mim? Imaginação geográfica, aquela que um dia, perdido na década passada, foi sociológica. Para que me compreendas, se quiseres um dia me compreender, não precisa ler Finnegans Wake. Sou bem mais simples que aquele lá. (RE)Leia "O Pequeno Príncipe" que vais me compreender. Foi essa a aliança que fiz com Javé durante uma ducha no banheiro. O sentido da vida passa pela descoberta lingüística. Permita-me pela última vez o uso do trema, amigo Agah. O orgasmo vem a cada nova palavra, conste no dicionário, ou não. O período refratário inexiste. A glória se faz mais presente e forte a cada lágrima, riso ou silêncio do leitor. Aqui a razão é quem nos dirige. Minhas lágrimas são do leitor-escritor e não ao contrário. Longe de mim, querer ser, o que não sou: moralista. Apenas preciso de um caminho, que eu mesmo traço com ajuda do nada. A trilha tortuosa e... haja poeira me protegendo do céu que me queima e torra os pelos da pele. Sabe, Agah, o custo de vida em Paris é alto; Sampa, recomendação de uma amiga cineasta, continua entupida de transeuntes solitários, poluída, congestionada; sobrou-me Brasília e seus concursos bem pagos. O calor de sangrar o nariz. A estabilidade permitindo-me experimentalismos. Houve um judeu no passado. Quem era mesmo? Google me ajuda: escritor, judeu, sobradinho. O livro que não acabei de ler. Contos e novelas das quais não anotei nada. Samuel Rawet. Se tiver de seguir os passos de Drummond, seguirei. Por que, não? Se tiver que seguir os atalhos de Mário de Sá-Carneiro, seguirei. Por que, não?Agah, estou num labirinto cuja a única saída desemborca num palácio suspenso.
Marcinho diz: mas me diga como está a vida em Paris, seus pais ainda estão lhe enviando dinheiro?
Conhecido diz: não, já tem um bom tempo que eu me viro só.
Conhecido diz: trabalhei num restaurante de garçom, depois entrei numa empresa pra fazer um estagio.
Conhecido diz: continuo nesta empresa.
Conhecido diz: e estou morando com meu namorado, de quem gosto, mas não sou apaixonado.
Conhecido diz :alem do mais tenho uma paixonite seria por um outro cara, que é meu amigo, mas que mora com seu namorado, namoro serio.Tipo casamento.
Conhecido diz : Enfim.. me meti em uma situação onde me sinto preso de nos (sic). Nem o ficcionista, nem eu compreendemos essa expressão, talvez devesse ele perguntar ao conhecido, não sei se valeria à pena, pois aquilo não impede de prosseguirmos a leitura do diálogo apreendido.
Marcinho diz: Desculpa, se sou meio casmurro, mas sendo entusiasta da obra do nosso Alberto Caeiro, não poderia ser diferente.
Marcinho diz: mas estas feliz?
Conhecido diz: Ele nem é nosso.
Marcinho diz: ou melhor, és feliz?
Conhecido diz: Estou sim, eu acho, quando sai dai buscava o não estar triste, hoje busco a felicidade, acho que ganhei
Marcinho diz: digo nosso em relação àqueles que o consideram, não em relação a ti, que deves estar mergulhado na literatura francesa.
Conhecido diz: não, disse: não leio mais.
Marcinho diz: Lamento por ti. Se aquele lesse com atenção Balzac, não cometeria enganos e equívocos. Se lesse Proust, com atenção redobrada, seria rei. Súditos, convivas e a corte francesa a lhe bajular. Houellebecq a ler-lhe Voltaire na cabeceira da sua cama.
Conhecido diz: eu também
Marcinho diz: Lamento por jogar fora a receita do bolo, a bula da medicação, as regras do jogo. A Carta Magna. Está [quase] tudo lá. Não precisamos viver novamente o que já se passou para provarmos que estamos vivendo. A história já foi escrita, mon cher, amigo. Da posse dessa informação, escrevo uma nova história, a minha estória, ou melhor, nossa, porque em algum momento nos encontramos nessas salas de bate-papo ou foi blogando, link puxando link? Ah, nem sei. Não me lembro do que não tem importância.
Conhecido diz: sim, certamente. Mas não quero contar, quero sentir
Conhecido diz: Conto quando o que sinto não cabe no meu peito. Agah não escreve. Apenas desabafa. E quando, Agah, os consultórios dos psicólogos, analistas e psiquiatras estiverem lotados, sem vagas, que atitudes tu tomarás? Saltarias do alto da Pont des Arts; ou engolirias anfetaminas com vodka até o sabor queimar-lhe o esôfago sem direito a lavagem estomacal; ou enforcar-se-ias com o fio do laptop, o qual esquece sobre a cama, escondido no ededrom de pena de ganso; ou atirarias com a colt pt40 com pente de dez tiros, todos oxidados, contra a própria têmpora. Ou ainda, Agah, promoveria participando pessoalmente de um violento bareback?. Estupro não poderia ocorrer, porque sua anatomia não lhe permite, Agah. A vulva ainda constitui-se da condição do feminino. Adendo: nosso ficcionista sabe muito bem do que, eu Diário, estou a anunciar. Lenços distribuídos. Mastros a procura dos picos mais altos. O vale. A inundação. O bareback . Simulação de um afogamento leitoso. O rio intermitente a escorrer-se-lhe leitoso-avermelhado das veias e artérias que preferem esconder-se de vergonha. A valentia do menino-garoto. Broto-andrógino a desafiar as convenções. As regras quem as profere sou eu, diariamente, publicadas, no diário não-oficial. O legislativo de todos nós. O Executivo de gravata frouxa. O Judiciário que se abstém de votar por se julgar onipotente. Vamos bater queijo até de madrugada. Até o sol nos dizer que já são trezes horas. Narrativa diária. Anotada numa folha A4. Jamais me esquecerei, sendo nós, diários, oniscientes, principalmente nesse momento especialíssimo quando estamos ligados na/em rede. O ficcionista preferiria que nunca houvesse acontecido, mas aconteceu. Só não sei onde, pois ele nunca registrava os locais, onde o bolo se juntava, e de ovos e farinha fartavam-se todos, todas.
Marcinho diz: Teu e-mail nunca saiu da minha lista de contatos. Nunca te bloqueei. Na suas fantasias, o ficcionista acreditava que Agah tornar-se-ia seu agente europeu. E tu não me... ixi... como conjugo o verbo excluir na segunda-pessoa do pretérito perfeito. Um minuto, Houaiss, Aurélio, Google.
Conhecido diz: excluistes
Conhecido diz: tu
Conhecido diz:vou sair pra almoçar
Conhecido diz: nos falamos mais tarde
Conhecido diz: abs
Marcinho diz: "O poeta e um fingidor. Finge tao completamente. Que chega a fingir que e dor. A dor que deveras sente. "
E o Diário continua (in off): "E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não tem. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama o coração. " Autopsicografia. Alberto Caeiro. In: globo.com
Marcinho diz: não quero lhe convencer de nada.
Marcinho diz: Apenas sinto também todas as emoções do mundo, sem precisar experimentá-las, sem necessidade de vivenciá-las pessoalmente, a isso chamamos sensibilidade. Hiper. E agora os israelenses sabem o que seria a flor-da-pele. Nossos poros, dutos a refletir as emoções das pessoas em nossa volta.
Marcinho diz: A bientot
conhecido diz: sentir a dor é experimenta-la. Beijos
Conhecido diz: à bientôt
Marcinho diz: meu teclado e americano, pardon, mom ami, pelos falta de acentos.
Marcinho diz: o imac e chique mas nao e para nos.
Marcinho diz: ah, pensei q estavas a me corrigir os acentos
Marcinho diz: bon apetit
Conhecido diz: non
Conhecido diz: jamais
Conhecido diz: ate logo
Marcinho diz: kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Conhecido diz: compro um japones e volto
Marcinho diz: a toute a l'heure
Momento de egoismo:o post que deixei no blog do Edson Marques:Edson, amigo querido, por isso e por outras porqueiras que chutei meu baldinho, um piniquinho de plasticoamarelo, não vou viver mil mesmo, mas sua poesia, rima e metrica viverá por gerações, independente de quereres ou não. Feliz 2009. Estamos aqui, voltando aos poucos para dar a cara para bater. Mão fechada ou aberta, podes escolher.Abraços!depois no Teoria do Conceito:Sai da toca, irmão. Só pq não posso beber. Vou te pertubar até tu apareceres. Espero q seja por causa de mulher e filhos, só isso justifica sua ausencia na blogosfera. Orkut, não é vida, não, véi, naquilo lá, não temos espaço para sermos o que somos: escritores. No Aguardo. Marcio Hachmann Email Homepage 02-01-2009 16:26:55Incendiou o quarto. Faltou dizer se vai passar manteiga ou não. Abraços de mto tempo atrás.17h45 enquanto isso, no Orkut:Arabiane, estou a escrever um romance no qual a vilã tem o seu nome. Arabiane seria o nome do meu rouxinol, se houvesse varanda na minha kitchenet. Ainda penso em ti com sofreguidão, com tesão, com, permita-me a vulgaridade, (se eu não puder ser vulgar no meu próprio blog perderia o sentido de cada postagem) A rima se encarregou de tudo. Sou capaz de reconhecer tua voz sob quaisquer condições. Diga-me: encontraste-te teu príncipe, casou-se com ele.?Já és mãe? Sentiste o peso da maternidade. Estou ávido por notícias tuas, Arabiane, Roberta. Já q tempo libertou nossas chagas, ao menos as minhas, ouça a canção. Já não sou mais aquele menino com sonhos. A realidade é muita mais linda que seu sorriso. Mesmo com a conta do Mastercard no final do mês. Aliás, para tudo e todas haverá um Mastercad. Um comentário teu no DICLA: não tem preço.19h18, numa comunidade do Orkut. Defendendo os jovens que tem pressa em mostrar seus textos, como uma oficina de textos que não funciona.Sim, tenho pressa. Sou apressadinho. Furo fila, passo na frente. Meto a buzina.O tempo que nunca foi meu amigo, não me resta. Conto os dias, para não dizer as horas, minutos e seus segundos. Desperdicei-o. Onde? Nem me lembro de tão chapado q estava e mesmo se me lembrasse não contaria. Resta-me o espaço, (onde me encontro, mesmo que seja virtual) esse ente majestoso que espremo como a laranja que acabo de chupar. Putz, laranja é laxante e o mundo se acabando em água e eu fingindo ter aproveitado do meu tempo num parque de diversões. Roubando o tempo dos outros. Sim, escrevo diretamente no editor do orkut e do blogger. Sou jovem, se é que pode-se considerar os nascidos na início da década de setenta jovens. Onde se encontra o referencial. o ranço do rancor a respirar próximo do meu pescoço e a velocidade com que os carros trafegam, estremessem a agua da banheira, não é a mesma com que digito esse contra-argumento. Nascemos de oito meses, prematuros, imaturos, mas nem por isso sem capacidade de aprender, desde que apareçam ficcionistas capazes de desengavetar seus escritos para discutir seus métodos, suas técnicas. Apressado sim, já disse isso e repetirei milhões de vezes. Não me envergonho do que eu sou. A velocidade com a qual me alimenta, serve também para salvar um acidentado do enfarto ou uma jovem senhora de um acidente vascular. E olha que nem sou médico, escrevendo assim acabo por me denunciar que nem sou tão jovem. Qdo era moleque, li sim, Feliz Ano Velho, O Alquimista e Diário de um Mago, Rubem Fonseca, Graciliano, Raquel, Clarice nunca consegui até hoje, só as crônicas. Quem não consegue ler crônicas, não consegue ler nada. Eis mais uma falácia. O tempo acabou. E nos esquecemos que ele se inicia. No meu tempo, lia-se Harry Potter com lápis e papel em mãos para corrigir a autora e o com Cem Anos de Solidão. O tempo não respeita ninguém. Já o espaço cabe a cada um conquistar. Let's blogging. Lá, sou senhor do espaço, servo dos ponteiros e da ampulheta. O tempo urge. Urgente, urgentíssimo.
1 de jan. de 2009
"Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Vitor Araújo - Paranoid Android (Radiohead)":
Você parou de escrever.... estou com saudades de ler suas palavras ."
Comentário inspirado no post do meu amigão Daniel:Teoria do Conceito
Comentários do post 40520464
Véi,
qdo tdos esperam me ver sorrindo é pq sabem q a arte da dissimulação arde como
estrelas incandescentes. Meu sorriso refresca o hálito dos primos e irmãos, das
primas e irmãs e longe de mim, o incesto. A carne que se serve na mesa, não é a
mesma que se come no banheiro. O mundo se acabando em água, cólicas, calcinhas
sujas de sangue, merda e lama e eu pedido mais, pedindo, implorando bis.
27 de jun. de 2008
Vitor Araújo - Paranoid Android (Radiohead)
Nas noites de quinta-feira costumam cair estrelas. A brisa sufoca meus ânimos. O michê que me aborda não é o mesmo que sussura promessas de amor. O meu som é o DJ quem faz. Vamos subir o morro e esquecer de uma vez por todas as convenções. Ele não conhece Vítor Araujo. O músico vai escutá-lo e espero que se encante desde a primeira audição.
20 de jun. de 2008
Olho de porco e a ausência de mim mesmo
18 de jun. de 2008
17 de jun. de 2008
Mais do que lindo, o amor é necessário. Amor, não. Afeto. Troca de carícias. Telefonemas antes de se deitar, antes mesmo de se levantar. Exclusividade. Relação fechada, sim senhor. Ele sentia inveja dos gays, pq entre nós aceita-se facilmente um relacionamento aberto. Eu sentia inveja dele, pois dificilmente eu poderia acariciar meu ex a qualquer hora do dia, onde quer que fosse. Me apresenta uma amiga tua lésbica. Meu sonho é transar com duas mulheres. Nunca mais repita isso. Chamei o garçon e pedi a saideira. Como se eu tivesse domínio sobre meus sentidos. Outra madrugada passada no estacionamento do supermercado que não fecha. As garrafas de long neck se avolumaram rente ao meio-fio. A lataria do carro estava gelada, mas servia de encosto. Confortável. A vida sexual de um macho hetero era narrada sem culpa, sem invenções. Traços de um compulsividade latente, mas achei por bem não interrompê-lo. Não naquele momento.
16 de jun. de 2008
BANDANAS
Depois de todas as opções, estamos livres. Fios castanhos, forravam o chão a procura de abrigo. Lamento terem sido poucos os avulsos. Amanhã chá, hoje café. E os tolos cumprimentam-nos com boa dia, boa tarde, boa sorte. O que ele fazia aqui ao nosso lado? Esquecia de si mesmo. Vamos às compras, antes que o shopping fecha. Temos jazidas de petróleo a explorar. A sessão de fotos se inicia daqui a alguns minutos. Estamos ansiosos. Expor a vulva e a glande em ângulos distintos, inexplorados. Pés, mãos, nuca e orelha. Expor a mente em travessas de prata-de-lei. Migalhas do mesmo pão divido repartidas entre os ausentes. Ontem foi difícil. Pressão atmosférica. Se não fosse a academia e seus seminários de geografia política, teríamos sucumbidos as escolhas nefastas. Nietzsche padecendo da demência, fruto de uma sífilis incurável. Sofremos de um mal distinto. Tal qual a sua maneira. Golpes no ar. Krav-magá desajeitado. Caminhamos em círculos sem se importar com a repetição da quadrilha. Hoje foi fácil. Amanhã ninguém sabe. Nem o escriba, tampouco os escritores de romances policiais. Deixo aqui um abraço ao amigo e um beijo a puta que nos pariu.
14 de jun. de 2008
No bloco de anotações a privacidade que lhe restava, que lhe cabia. Um adorno. Ela perdera o livro dentro do ônibus, sem se importar se haveria de devolvê-lo na biblioteca. Saramago que me perdoe, mas passarei longe da fila que se forma para assistir a adaptação. Suas imagens serão apenas as minhas. E nos bastam. Sonha com ele, nos explicando uma lição. O professor de biologia grita. Voltaria à sala, na aula de matemática. Preciso anotar esse verso. Deixa para lá. Encaixo cá. No laboratório de informática, marca os horários com os clientes. Três visitas a quinhentos reais. Estou ficando preguiçosa. O que eu gosto mesmo é de dar minha contribuição a segurança pública. Carteirada ou o famoso 0800. Uma janelinha do messenger se abre. Escorpião a espreita. Ele não me chama. Ele não me ama. Dever ter encontrado outra, adepta do deep throat. Largar o vício e me entregar a profissão. É o que dá dinheiro. É o que paga o aluguel e a prestação da lava-roupa. Exibir-se diante da webcam parecia uma prática segura, se o cliente não houvesse se recusado a se proteger. Os gays é que entendem de sexo. Bareback sem restrições. Talvez eu esteja sendo pesado. O livro! Onde eu o deixei?compra outro e esquece. O espelho acena do retrovisor. Esse rímel barato me borra as pretensões.
13 de jun. de 2008
Em homenagem a Don DeLillo: notas de cabeça
A melhor momento do dia. O intervalo entre acordar e se levantar. O rastro de bergamota do tapete da cama até o tapete do banheiro. Tecidos conversam. "Ela vai confundir tudo, mas tá valendo." Palavras magoam. Teve mais essa: "Ninguém está querendo ver a tua cara." Lembrei-me doutra: "Você é triste, solitária e nunca vai encontrar alguém para te amar." A imagem do lago veio à tona. O mergulho, a corda, o canivete ausente, o assoalho lodoso. O óbito e o funeral. Seria uma solução. Vamos nos organizar para ver como é que fica. Até que ela se deu conta. É exatamente isso. Estamos sendo induzidas ao erro. Pegou sua gata de pelúcia, borrifou do perfume quente, beijou-a e se despediu. Vamos trabalhar. O salto marcava o piso de madeira ao ritmo decidido. Vamos trabalhar, porque preciso ter história para contar. Mais do que isso, precisamos de estilo, amorzinho. Podia lhe faltar tudo. Beleza, reputação, caráter, perspicácia, mas estilo ela tinha. Ou se esforçava para ter. Com os lapsos, cansaço e vícios moldava o que viria a ser a new sensation da Feira de Frankfurt. Não haveria fotógrafo capaz de captar sua simpatia, porque não tinha. Ela seguia a passos trocados, apressada de tão atrassada, forjando uma história que jamais escreveria, porque quando se colocasse sentada à frente do desktop não se lembraria mais.
11 de jun. de 2008
Cristalizar o amor que sinto por você. Oh, deus porque me escravizar nas suas orgias. O som no último volume. Quando nunca encontro sempre sêmen espalhado na cabeceira da cama. Eu ouvido, você palatável. Muita fumaça. Incenso. Me esconde a pele. São só dois olhos de gatos fantasiados de travessuras. Arma o concreto e créu. Sinto-me sexualmente atraído pelo auditor fiscal. O careca. Seu olhar. Castanho. De baixo para cima. Lábios enegrecidos pelo vício da ansiedade. As orelhas. De repolho. Sinto-me compelido a elogiá-lo o nó da gravata casado perfeitamente com o colarinho. Branco. Braguilha frouxa. Careca tesudo. Nas penugens que lhe restam, me perco. Labirintos sem saída. Te idolatro besuntado de chocolate. Trufas. O musgo e o fungo. Vamos para o motel? Cabeça raspada. Sim, sim. Sim! O caminho de anteontem era o mesmo de hoje. Feliz dia dos namorados para quem acabou de me ligar no celular. Se não atendi é porque foi apenas um susto.
O mesmo amor cego, jamais consegue ser surdo
Ela tem aparecido em todas as mídias, mas nunca quis conhecê-la. Seu visual não me dizia nada. E drogado por drogado, me basta aquele que vem buscar quando o expediente termina. A repetição, a superexposição, venceu minha indiferença e agora resta-me aqui tentando resgatar a noite de ontem, a madrugada de hoje, o nascer do sol às 5h15. Sempre achei o palio um carro muito apertado para se fazer sexo dentro. Há compensações. A lataria é uma das mais confortáveis. Vamos para um motel? Vamos ficar aqui mesmo. Concordei resignado. E minha submissão foi recompensada quando ele ligou o MP3 do carro. Abriu o porta-luvas. Tirou um maço de cigarros. Qual marca? Não importa. A temperatura caíra a níveis constrangedores. Eu tremia, mas agora era de prazer, em apenas contemplar a imagem de homem que eu havia encontrado por acaso na rua. Pensei que não conseguiria arrastá-lo daquele boteco très chic, o nome do boteco. Irônicos, os donos. Ele e eu. Enquanto fumava, me perguntou: E aí você tem namorado? Não. Não tenho. Tenho um amante. O arquear das suas sobrancelhas, me levou a justificar-me. A gente se vê todos os dias. Quando te encontrei, você estava sozinho. Sim. Havia acabado de descer do carro dele. Entrei no bar para comprar uma coca-cola. Ele não terminava de fumar. Aquele inquérito se prolongaria até o último momento de prazer dele. A distância que nos afastava era a mesma que nos aproximava. Essa é a tal da Amy? E ele pronunciou o sobrenome dela com uma pronúncia perfeita. Por segundos, fui levado a Brighton a trazido de volta. Sente o cheiro do mar nos meus dedos. Aproximei-me do seu corpo perfumado, este era cítrico, respirei dentro da sua camisa azul, reflexo da lua, convergência da noite, a procura do suporte para minhas pernas. O abraço. E a melodia movimentando seu corpo e por inércia o meu. O dia amanheceu com os outros carros passando por onde estávamos. O estacionamento do pithon não era mais discreto. Conheço uma padaria na seis que serve um delicioso café-da-manhã. Eu aceitei e agora estou aqui postando, na tentativa atordoada de me lembrar de tudo. Qual seu telefone? E o seu amante. Não quero atrapalhar relacionamento nenhum.
10 de jun. de 2008
Borrada se apresenta minha essência. A lente escraviza minha alma. Tal qual, caju com rapadura. Que os fúteis ardem em qualquer um dos círculos do inferno de Dante. Eles e suas visões restritas do mundo. Gostos mesquinhos. Paladares dictomizadores. Abomino quem só ouve um estilo de música. Cago em cima de quem só come sushi. Literalmente. Literalmente. Depois berram em alto-falantes: viva a pluralidade. Viva o multiculturalismo. Viva a porra que sai pelo nariz quando deveria escorrer goela abaixo. Longe de mim a homofobia. Até defendo que ela deveria ser criminalizada. É que me irrito com quem só sabe conversar sobre carros, esportes e homens ou com quem só sabe conservar sobre museus, galerias ou sobre os desfiles da Fashion Rio. Quem vem? Quem não pode estar presente. Por quê? Talvez eu esteja sendo moralista. A pilha de livros derruba a impressora. Perco os sentidos. Gotas são comprimidos debaixo da cama. E a saudade vai dentro do pacote entregue ao carteiro. São fotos, cartas, chips, o patuá, o crucifixo benzido. A Roma de todos nós. Me desfaço de tudo. O limoeiro floresce, a vida se reinicia. Boa sorte. Adeus. E se ele aparecer na minha porta chorando. Convido-lhe para entrar. Ofereço um capuccino brasileiro. E entrego o calção de banho, esquecido no varal. Branco. Gastei quase uma caixa de anil. Para quê? Por quem? Namorados se desentendem na porta da igreja de Santo Antônio. Os amantes se mutilam no estúdio de tatuagem. Quanta diferença. Daqueles se cospe. Destes se engole.
9 de jun. de 2008
momento poético ou a catástrofe atrás do biombo
Detesto ser chamado de irmão. Me lembra a seita. Segredos, vigia. Homens em campana. Homens na escuta. Eles sabem das horas telefonadas. Grampeadas. Transcritas. Oi amigão! Me abraça. Sustente o peso das minhas lágrimas nos seus braços... fortes. Sim. Seria quase um clichê se não fossem hipertrofiados. Carne dura. Me lembra mármore. Bonito de se vê. Me lembra David. E ai, irmãozinho, beleza? Me trate como mulher. Apaixonada pelo primeiro amor. Me trate como fêmea. Cadela no cio. Égua afogueada. A partir de agora, só me chame pelo feminino do meu oposto. Ele se assustou. Da garrafa de vinho sorvir um longo gole tripo. Seco. Tinto. Do que você está falando? Explico-lhe com calma. Não dá para continuar sendo seu amigo. Estou suando de desejo. Tremia de frio, como se fosse de medo. O clima dessa cidade é maluco. Veste meu casaco. Almiscarado. Ele olha para a boca-de-lobo. Pára. Sorri. Gargalhadas. Sem motivo. Me olha. Me encarra. Se você tivesse onde, te faria um filho aqui agora. No meio do passeio. Longe desse poste de luz que nos ilumina.
Da semana que se passou por entre meus dedos restou a promessa de um telefonema. Relacionar-se amorosamente mostra-se complicado. Amor entre iguais, complexo. Junta-se a isso o fato dele ser casado... O que mais a foto me inspira a escrever? A história vem e este jovem escriba se auto-censura. Corro para o editor do word e me permito digressões. Tenho vergonha dos detalhes de mim mesmo.
3 de jun. de 2008
O erotismo enviesado de naturalidade e despojamento. Estou me tornando gay e papai não se dá conta. Meus parentes não se dão conta. Precisamos conversar. Até porque, logo logo o filho do vizinho estará de volta do intercâmbio em Iowa. O doutor supracitado a me vasculhar os desvãos. Saudade que webcam nenhuma, por mais high tec que se fosse conseguiu amenizar. Se não fosse o SKYPE, o que teria sido do seu doutoramento? Cartas de amor. Provas de uma paixão que o doutor engenheiro esconde de si próprio. Os esparadrapos protegendo as juntas. O pêlo loiro a proteger a pele. Tudo igual e tão diferente. Semelhanças. Disparidades. A mesma pele rosada a me lembrar os porcos. E os porcos? Faço torresmo para servir de entrada para feijoada. Somente sábado. Desembarque previsto às 11h07. Mas podia ser amanhã. As cartas não me servem de mais nada.
2 de jun. de 2008
Tentando escapar
29 de maio. quinta-feira. 22h37. Dois rapazes debaixo da árvore se beijando. Um, soluçava sem parar. Outro, beijava-lhe o pesçoco. Aquele, dizia constrangido: "Só tomei duas cervejas e me deu... ic... ic... Os beijos rasos, quase sem abrir a boca, senhas que o esfrega não passaria daquilo, apenas um contato onde corpos nus não se encaixariam. Vamos para um lugar mais reservado? Sem resposta. A mão que acariciava a nuca, era a mesma que empurraria para baixo a cabeça em direção ao desejado desconhecido. Ali se começou o jogo. Esse aqui é melhorado. E eu não sou desses que ele está pensando. Cheirava-lhe a intimidade como se estivesse cheirando-lhe o pescoço. Mordia-lhe levemente a pele, o perigo no risco lhes embriagava. O jogo prossegue. Usava-se de estranhas estratégias. A língua, uma aliada. Não faria o que ele queria. Abraços e beijos são insuficientes quando se quer mostrar ao outro sua inocência. Antes tivéssemos ido procurar por soldados no setor militar urbano, diário. (Você é sozinho, né? Perguntara-nos o tenente, lembra? Lembro-me e não consigo esquecer.) Lá, por qualquer latinha de cerveja, os rapazes da ronda teriam me cegado, primeira na frente (Não baba!), depois por atrás (Você está limpo?), depois simultaneamente. Dois, três, dez, quinze. O arrependimento. Droga! O que eu estou fazendo aqui. Ele está pagando quanto? Cinqüenta. Eu pedindo forças a Deus para que agüentasse por mais alguns minutos que somariam horas do nascer do sol. O silêncio, o respeito, a rapidez, o nunca chegar ao fim. Você também vai? O soldado riu. Na próxima. Quer que te leve para casa? Adoraria. Muita gentileza tua. O chucro a me conduzir de volta para casa. Vamos subir?


















Foi ótimo conversar com você, amigo da serra gaúcha.
Vamos voltar a blogar, a felicidade não se comprava na farmácia ao lado, era só escrever, escrever, escrever. Sobre o quê? Sobre a dor de não poder ser verdadeiramente quem se é. O fiscais me mostram as nuance que eu havia percebido. É carnaval. Meu primeiro carnaval longe da adicção. Estou feliz, mais uma vez e outra vez procratinando. Volte aos livros. Como disseram os Krishnas: "disciplina é liberdade'.