12 de fev. de 2011

um pequeno sol de bolso

"Muitos escritores afinam o ouvido para a prosa começando o dia com uma leitura estimulante, um pouco de prosa perfeita."


Me alegra ler, mais que me inspira, escritores iniciantes blogando sem nenhum ranço daquele pedantismo cheirando à Lord Cuenca ou Lady Averbuck. Pela manhã, preciso ler os jornais de ponta a ponta, para só depois submergir na produção de algum mestre. Virgínia Voolf tem me ensinado boas maneiras, mas sou indisciplinado e continuo a correr atrás pipas, na esperança de pegar alguma delas.

11 de fev. de 2011

Midan al-Tahrir, daqui a algumas horas seremos apenas nós.



Praça de Tahrir Cairo, originally uploaded by brunosaraiva84.
Hoje estou disperso, desconcentrado, inquieto. A todo momento confiro na tela do celular o andamento da História. Você está no mundo da Lua, dizem uns; presta atenção no trânsito, dizem outros. Minha alma não está aqui, meu coração bate longe. Se me perguntam onde eu gostaria de estar, responderia imediatamente: em Tahrir, respirando o ar que move o povo contra arbitrariedade dos homens. Nesse capítulo da História contemporânea sou apenas espectador privilegiado. Vou tirar o resto de dia de folga. É sexta-feira mesmo. Vou chamar uns amigos e estacionar nossos carros na porta da embaixada do Egito. Um buzinaço poderá ser ouvido de longe, caso a justiça seja feita.

Adolescente iraniano conduzido à morte


GAY IRANIAN TEEN LED TO DEATH, originally uploaded by anemi.

Por enquanto, não consigo pensar em nada. Preciso antes absorver o impacto da fotografia.

10 de fev. de 2011

Palavras | Virginia Woolf

A solidão infiltra-se pelas paredes do meu quarto qualificando minhas esperanças menores. A chuva traz a noite, onde o sol insiste em brilhar ofuscando a lua, minha companheira de cantata. Estou sozinho no meu quarto, em casa, sozinho na cidade que não dorme e os carros não descansam. Os amigos de infância-de rua-de escola-de faculdade-das noitadas sorriem num álbum de reminiscências. Do abajur emana a luz nostálgica das meninas que se vendem por uma latinha de skol. A calçada ferve. A efervescência marítima me lembra que sobra espaço entre minha cama e o porto onde estivadores descarregam o navio que acabou de atracar. Ligo a webcam, desbloqueio alguns convivas. Pergunto quem está disposto a acompanhar uma secular performance bizarra entre o cóccix com uma transversal tatuagem e o suado negro bíceps ornamentado por uma rama de arame farpado. Sou o diretor da minha própria inexistência na qual os atores amadores não se importam em sorrir para câmera. Assim, me livro da dita cuja e chego à conclusão que estar só, não é tão ruim assim. Sou livre para fazer o que eu bem entender, trazer para o meu apartamento quem eu bem quiser. Posso deixar a imaginação fluir enquanto pondero se compensa correr todo o risco de se expor ao perigo. Era isso que eu tinha a dizer após mergulhar nos seus contos Mrs. V. Woolf. Sua fala desdobra-se  dentro de mim incomensuravelmente.  E salvá-la como rascunho seria um erro, senão fosse a única opção. Quem para ninguém escreve, acaba falando consigo próprio numa linguagem que só Dos Anjos decifra. Desiste de me seguir, eu não presto, eu não presto, eu não presto.

Coaching Literário: Os dez mandamentos de Horacio Quiroga

Sonhei repetidas noites com Tchekhov me ensinando a escrever, lendo em voz alta meus textos, desqualificando  passagens em que eu acreditava piamente que deixaria os críticos desnorteados e conduziria os leitores a uma catarse, até que conheci James Joyce, os modernos e desemborquei na contemporaneidade dos dias e dos fatos e dos fenômenos que não se explicam, apenas se vive, se chora, se alegra ou se entristesse. Queria voltar à São Petesburgo, aos vilageros do interior da Rússia; mas estou perdido nas ruelas da Chaparral, atravessando    os becos da W3 Sul. Estou sentado nos bancos das praças nas entrequadras da asa sul procurando alguém que seja cúmplice no meu desejo de eternidade forjada.

Para reduzir gastos, Senado corta horas extras de diretores e suspende concurso

Estou imensamente feliz com essa atitude dos nossos congressistas. Os donos de cursinhos preparatórios de Brasília devem estar sacando a pistola do coldre para se suicidarem. Desde o ano passado, nas classes de preparatório para o Senado já não se achava mais vagas. Os concurseiros, então chega a ser hilário se não fosse trágico, a se perfilarem nas entradas do shopping popular Pátio Brasil, a querer saltar o muro de vidro daquele panóptico centro de consumo. Muita gente emputecida de tão embucetada abarrotam os tópicos do Twitter e do falido Orkut lamentando-se da sorte. Eu, por minha vez, me agarro ao uns dos Regimentos Internos mais complexos que eu já tive acesso. Lacan é extremante claro comparado aos que está escrito no supracitado. Hegel me faz cócegas nas orelhas. Voltaire é um alívio. James Joyce, brinquedinho de criança. Após ler aqueles artigos, Heidderger é sobremesa. A pressão retirada do meus ombros. Eu tenho que passar... Eu tenho que passar... Eu tenho que passar... Eu não tenho absolutamente nada. Eu simplesmente QUERO! E tenho tempo de sobra para me preparar.
Por fim cheguei ao apartamento onde ela morava e constatei que a placa na entrada, quando a olhei, indicava ambiguamente            -- igual ao resto de nós  -- que ela tanto estava lá quanto fora. À sua porta, bem no último andar do prédio alto, toquei a campanhia e bati, esperei e sondei; ninguém atendia; eu já começava a me perguntar se as sombras morrem, e como poderiam ser enterradas, quando veio uma criada gentil abrir a porta. Mary V. tinha estado doente por dois meses; morrera ontem de manhã, na mesma hora em que eu gritava seu nome. Nunca mais, assim, hei de encontrar sua sombra. 
Woolf, Vírginia. Contos Completos. Trad. Leonardo Fróes. CosacNaify.1ª Ed.

9 de fev. de 2011

Aproveito-me enquanto o dragão dependente de soldo dorme sua sesta para contemplar o pôr-do-sol que ilumina o aparador  perdido na sala do deserto escritório vazio. Da janela, vejo uma baía que não é a da Guanabara. Desenho uma flecha no bafo de vodca deixado no vidro. Retornemos às atividades. Novos pesos nos aguardam. No supino vou me matar. Exercício diário de uma mente amanteigada que ouve sermão do pai. "Masturbar-se pode. Desde que seja de forma eficiente.Tem umas playboys antigas guardadas (escondidas, pai) no forro." Interessante que o nu feminino esclarece todas as nossas dúvidas. Realmente somos diferentes. Mas surgem novas indagações: "o que há de baixo de tanto pêlo?" São todas muito parecidas, afinal. "Paiê, porque a Janaína não tem pêlo? "Menos, moleque" O pai perfeito,(na medida que o álcool permitia, analisado à luz refletida no retrovisor da psicoterapia comportamental-cognitiva)  forte e resistente, lindo e fotogênico, bem-sucedido e mal-pago, naquilo que havia se proposto a fazer: sumir com corpos de estranhos. Mas pai sempre deixa a água entrar em ebulição e a criança ia dormir sem saber como se escrevia jiló. (Treino ortografia sempre que a cabeça dói, mas não me adianta.)  Abro o dicionário na esperança de que algo tenha mudado. Não muda.  Se não são os pais, sempre há um amigo que insistirá em levá-lo  para experimentar uma situação extrema. "Como você vai  escrever sobre as mulheres, se nunca teve uma em suas mãos?" Um argumento assim  me desarmava, mas os deuses nunca me desamparavam: "Da mesma forma  que falo de cocaína, sem nunca ter cheirado." "Obrigado, pela parte que me cabe." "Não, há porque, irmão."   Sempre há esse amigo, um ou dois anos mais velho, a desrespeitar suas convicções e lhe propor: "Desgruda desse computador, sai dessa internet, larga esse livro. Vamos encher a cara. Dá uma volta no final da asa norte. Quem sabe a gente não dá sorte e encontra umas putas limpas de tão interessantes." Encaro demoradamente  o cidadão. Ele não pode estar falando sério. "Não foi você que disse que lhe recomendaram novas experiências? Você não vai deixar de ser gay, por rachar uma vagabunda."  Na realidade, era apenas uma galhofa, uma tentativa de me atingir no nervo.  Entre um chope e outro, entre uma dose de tequila e outra, lembrávamos o quanto meu pai havia sido liberal; o quanto seu pai havia sido conservador e nos monstros que nos havíamos tornado. Nós mesmos éramos responsáveis pelos nossos comportamentos, chegamos a essa conclusão e rimos bastante quando o garçom se confundiu  nas contas.

4 de fev. de 2011

Confesso que a voz do carioca brincando no meu ouvido me desestabilizou as emoções, mais que a sincronia dos passos. Pisei no pé dele duas vezes. "Time after time" não significa nada para mim, e jamais significará. Canções de amor servem apenas a relacionamentos ridículos. Ali, havia dois homens medindo forças. A força da palavra na forma de persuasão contra a força física de uma prensa hidráulica. "Like scrap metal", sussurrei-lhe mastigando fonema por fonema. "Não entendi." Nem entenderia. Madonna sentiu-se como uma virgem, eu me sentia como uma sucata prensada. Ele, Wall-E; eu, seu dado da sorte. A pegada era forte, chave-inglesa avantajada a me pressionar as costelas, mas eu não sou homem de pedir arrego. "Não aguenta bebe o leitinho do meu pau.", repetiria ele a exaustão, durante todo o tempo em que fomos sinceros um com o outro. O algoz e sua vítima haviam finalmente se encontrado depois de tantos desencontros. Tudo seria consensual. Do brilho da lua escorria fel, doravante o alimento da relação daquele casal, seja onde ela fosse desaguar. Estávamos no lugar errado, a hora avançada. As travestis limpando o nariz com as costas das mãos não acompanhavam o raciocínio dos nossos passos dobles. Os outros homens aproximavam-se e afastavam-se tentando captar algo. Aquele casal não pode ir embora junto de mãos dadas. Em boate gay ninguém se dá bem. Aqui é só pegação. Gozar e sair fora. Dark Room pesteado, fede à enxofre com mistura de bvlgary, armani, hugo boss, carolina herrera, calvin klein, saint laurent, issey miyake, esqueci alguém? Não! A conhecimento da fauna do parque da cidade não vai além disso.  Poderíamos continuar dançando madrugada adentro indiferente da música, ou na ausência dela. Mas ele preferiu me levar para varanda. Acendeu um cigarro. Calton, o clássico. Falta grave. Estava excitado, intumescido. E eu iria tripudiar em cima do seu discurso de periferia: " Nós é do morro, vocês é burguesia. Tudo playboy. A gente junto não vai dar certo." Poderia ter-lhe apresentado um seminário sobre cultura hip-hop, mas preferi perguntar-lhe quais eram seus cantores prediletos, (para não ser acusado depois de arrogante e pedante, como aconteceu durante nossas brigas fratricidas.) "Mano Brown, MVBill, Akon, 50¢, Tupac,..." Chega Mr. Previsível. " Como se chama aquele cara que compôs o rap da ponte? "Ãh?!" "Eu já atravessei a ponte do paraguai/ Um filme inspirou a ponte do rio que cai/ É sucesso em campinas e na voz dos racionais/ Mas a ponte da capital é demais.  Gog! "A participação do Lenine ficou show." Ele prestava atenção apenas  na fumaça espiralada que subia aos céus. Meu silêncio não foi quebrado. Assustei-me quando ele me acusou de repentinamente ter ficado mudo. "Tá pensando em outro macho?" Gaguejei, tropecei nas palavras. "Deixa eu te ajudar, eu sei o que você quer dizer. Morder na nuca, vale? Tudo vale... Vale tudo. "Suas pernas estão tremendo. É frio? Quer voltar pra dentro?" "Filho-da-puta!" "Não xinga minha mãe, não, maluco. Eu te atropelo. Eu sou bicho homem. Eu tenho sangue no olho." Meu sorriso demonstrava que o álcool diluíra todo o medo que eu costumava sentir de supostos michês homofóbicos prestes a aplicar um boa-noite-cinderela. "Na real, seus pais estão viajando?" Não conseguia respondê-lo, seus beijos me sugavam o pensamento. "Vamos?" Segurou-me pela mão me arrastando em direção a porta de serviço da boate. "Você trabalha aqui?" "O dono me deve favores." Ainda tinha tempo de me arrepender, de retroagir, dizer não, vamos nos encontrar outro dia. Um Fiat punto azul metálico enterrado com rodas de liga leve esperava seu proprietário no ponto cego das câmeras de segurança. "Vou chamar um táxi. Você espera comigo ele chegar." A proposta de me levar em casa foi recusada, afinal tratava-se de um cara que acabara de conhecer horas antes, se é que se pode chamar isso de conhecer. A gente mal se conhecia e se expunha a riscos desnecessários. "Porque não posso te levar em casa?" Como explicar àlguém que não se confia o suficientemente nela para revelar seu endereço. "Me liga. Vamos nos ver amanhã de dia." (de preferência num lugar bem movimentado). "Então, vamos para minha casa. Eu quero fazer amor com você." "Eu não faço amor, faço sexo. Amor se vive, sexo se pratica." E pela enésima vez ele me chamou de putão. Encostou meu rosto contra a parede e tentou desabotoar minha calça com a mão direita, enquanto com o esquerda imobilizava meus dois braços. "Véi, me solta." "Você não disse que gostava? Eu sou brutão-bicho-homem-tenho-sangue-no-olho-não-guenta-bebe-leite." Não era hora, nem lugar, tampouco a pessoa ideal. E convencê-lo a me deixar chamar o taxi, seria que a prova da cura do meu vício. A carne é fraca, mas o espírito é forte. Na manhã seguinte, o celular tocou antes das 8h. Brutus, ao telefone. "Oi, meu bem!" "Já está me chamando de meu bem. Desse jeito eu vou me apaixonar." "Diga!" "Me encontra na porta no zoológico, às 9h, eu chego em seguida." Eu havia acabado de ser acordado e concordei. Esquecera-me de um compromisso anteriormente agendado.

8 de jan. de 2011

Houve um tempo que as primeiras horas da manhã eram saborosas. Hoje tudo que escrevo salvo como rascunho. Talvez mais tarde.

28 de dez. de 2010

Ninguém se lembrou do caçula, no momento do falecimento daquela que ele aprendera a chamar de mãe.

12 de nov. de 2010

Quase duas da madrugada. Os diálogos do MSN se tornaram abusados de tão objetivos

[...]
X: Tem local?
x: Tenho.
X: me liga aqui [...]
[...]

11 de nov. de 2010

Marcitus diz: cai

Carlos diz: Caiu???

Marcitus diz: minha conexao caiu

Carlos diz: Machucou-se ??? rsrsrs Ah tá...

Marcitus diz: será q libriano combina virginiano? me machuquei sim, pq vc quer passar um gelou no meu hematoma? rs tem q fazer fricção com bastante força, pra surtir o efeito esperado. rs

Carlos diz: Hummm posso passar sim...

Marcitus diz: ai, ai

Carlos diz: rsrsrsr Mora com os pais?

Marcitus diz: com meu tios e vc? casado?

Carlos diz: Solteiro

Marcitus diz: sim rs e vc? namorando?

Carlos diz: Ocupado?

Marcitus diz: não. estava no site da folha, lendo as noticias

Carlos diz: ok... que trabalho bom rsrsrsrs

Marcitus diz: pois é. mas não tenho hora de almoço e só tenho hora pra chegar.  e vc está no serviço?

Carlos está convidando você para Assistência Remota. Deseja Aceitar (Alt+C) ou Recusar (Alt+Z) o convite?

Carlos diz: não, estou em casa mesmo. cliquei errado aqui

Marcitus diz:hmmmmm

Carlos diz: Estou em casa mesmo

Marcitus diz: hummmm. ok. acontece, rs. curtindo o ócio criativo? ou apenas navegando na web?

Carlos diz: Almocei ainda há pouco e estava dando um tempo para ir para academia...daí vc entrou.

Marcitus diz: hmmmm... não me diga q foi vc mesmo q preparou seu almoço? rs

Carlos diz: rsrsrs foi não...

Marcitus diz: sabia. são todos iguais.

Carlos diz: não cozinho....emora saiba rsrsrs como asim??? todos quem??? embora

Marcitus diz: os homens em geral, rs. eu adoro cozinhar, rs

Carlos diz: rsrsrs mas eu sei, mas é que leva tempo...cozinhar só pra mim.

Marcitus diz: principalmente para quem é bom de garfo. rs

Carlos diz: Eu sei, mas não gosto.Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm. Eu sooooooooooooooooooooooou

Marcitus diz: minha especialidade: massas, peixes, saladas e sucos. alias, adoro germinar sementes.

Carlos diz:Hummm que elgal!!!!!!

Marcitus diz: eu por mim só comeria brotos de alfafa com file de salmão. prefere vinho, cerveja, uisque ou licor? O q um homem bebe diz mto sobre ele. rs

Carlos diz: E se ele não beber nada????

Marcitus diz: tb gosto de servir café da manha na cama, mas não a ponto de deixar o cidadão mal acostumado.

Carlos diz: rsrsrrs. sorte do seu namorado

Marcitus diz: se ele bebe somente agua (ou sucos) já dá pra se ter uma ideia

Carlos diz: rsrsrsr. é o meu caso

Marcitus diz: não sei. não poderia falar por ele.

Carlos diz: Ele deve ter sorte. Começou a chover aqui agora

Marcitus diz: adoro chuva, principalmente qdo estou debaixo do edrodon, rs
 eu acho q ele tinha sorte. mas não é bom falar no "falecido". costuma não dar sorte. rs

Carlos diz: rsrsr desculpa...pensei que ainda estivesse com ele...

Marcitus diz: o q passou passou. agora é bola pra frente. não estamos juntos há algum tempo

Carlos diz: Entendi

Marcitus diz: parodiando o poetinha: "foi eterno, enquanto durou."rs. gosta de literatura ou prefere cinema?

Carlos diz: Hoje, mas cinema

Marcitus diz: hmmmm... cinema ou DVD (TV a cabo)?

Carlos diz: Os três

Marcitus diz: depois q inventaram a facilidade do DVD e do pay-per-view, nunca mais quis enfrentar transito
e fila em shopping, rss. sou mto caseiro.

Carlos diz: Eu gosto da telena

Marcitus diz: eu tb rs. aliás, tudo pra mim é melhor no surpelativo, rs

Carlos diz: rsrsrsr

Marcitus diz: a proposito, qual seu tipo de filme favorito?

Carlos diz: Cara, eu gosto de tudo... eu vejo tudo

Marcitus diz: gosto de policiais, faroestes e comedias romanticas

Carlos diz: Eu gosto de tudo

Marcitus diz: mas sou apaixonado pelos filmes alternativos, cults e de arte

Carlos diz: legal

Marcitus diz: há algum filme q te definiria?

Carlos diz: Que pergunta difícil....parece uma dinâmica rsrsrsr não me lembro de cabeça

Marcitus diz:kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. obrigado

Carlos diz: rrsrsrsrs.Próxima

Marcitus diz: se isso foi um elogio. não tive a intenção de lhe incomodar. foi apenas um pergunta despretensiosa. agora é sua vez. rs

Carlos diz: rsrsrsr eu sei, mas é que não dei conta de responder...fiquei com medo de perder a vaga.

Marcitus diz: hoje estou mto verborrágico

Carlos diz: rsrsrrs

Marcitus diz: bobagem. se pensar bem a vaga nunca deixou de ser sua. vc apenas não quis preenchê-la (perdão pelo trocadilho)kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Carlos diz: Está de barba ainda ou só na foto? rsrsrrs eu tenho chance de conseguir uma vaga.

Marcitus diz:domingo, completará uma semana. pq vc gosta?

Carlos diz: Gostei

Marcitus diz: só costumo me barbear uma vez por semana. até pq não tenho necessidade de me barbear
todos os dias. se assim fosse, eu o faria.

Carlos diz: Mas na foto parace estar bem mais de uma semana

Marcitus diz: tem chance sim.

Carlos diz: Hummmmm. Vou largar meu trabalho então

Marcitus diz: sim, foto eu tirei no final das minhas ferias. larga não. nada impede de vc ter dois empregos. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Carlos diz: então não está mais assim. ok...vou continuar na noite então...sou coroa de programa ...eu era garoto de programa, mas a idade foi chegando...

Marcitus diz: tem uma semana q não me barbeo, mas se for necessario eu a deixo crescer.

Carlos diz: Hummmm

Marcitus diz: uisques mais velhos costumam ser o mais caros, não?

Carlos diz: Sim... Bem, vou ter de ir nessa...depois nos falamos acabou a minha folga. Brincadeira...não sou coroa de programa não...ia morrer de fome. Vou para academia agora.

Desculpe estar saindo correndo, mas se não me atraso...ainda vou trabalhar.

Marcio: Vas-y

Humor para poucos

ttvheloa: ikebana

ttvheloa: ikebana: "Ikebana (Arranjo Floral) Ikebana é a tradicional arte japonesa de arranjar flores, folhas e hastes cortadas, em vasos ou outros rec..."
"Don't let your inner editor convince you that this isn't worth your time, or that you should start over, or—even worse—that you should start over some other time."

email from Lindsey (NaNoWriMe)

9 de nov. de 2010

O Hach (pronuncia-se assim) se ausentará durante o mês de novembro. Decidiu revisar todos nossos posts e as  anotações, juntamente com seus versos, cartas e  fragmentos de textos jamais publicados. Foi a solução encontrada para que ele pudesse cumprir a meta do NaNo 2010. Violara o primeiro princípio da brincadeira. Mas para o Hach escrever tornara-se fácil como pular do trampolim de 10 metros. Bastava coragem. Difícil era reescrever, revisar; encontrar verbos suficientemente esclarecedores:  livrar-se dos adjetivos, da simplicidade dos verbos de ligação, dos advérbios negativos, das conjunções coordenativas, da presunção, da hipocondria, da procrastinação e do celular que tocava o todo momento interrompendo seus propósitos.

6 de nov. de 2010


back to black, originally uploaded by Claudia Dias.

               Próxima segunda temos consulta com o Dr. Estranho. Eu, o cão e o curió. Foi a minha condição. Nunca me separar dos amigos. Não sei o que vai ser, mas eu acho que vou chorar, eu sempre choro diante autoridades, principalmente de delegados, principalmente em quartos de motel. Pela W2 ninguém nos via entrar. Todos sabiam que as pulgas beberiam do nosso sangue, se fosse possivel se perfumar assim tão só. Fecha parênteses. E antes da segunda-feira tem um sábado. Tenho medo dos finais de semana. Plantões, multirões, saraus, fantasias. Tenho medo. A intumescencia libidinosa não me visita. São tetas o leite que escorre virgem pelo canto da boca. São mamilos. Depois a puta aqui sou eu. Vou rasgar o verbo no consultório de quinhentos contos (era emergência, era emergência) espero que o cão confirme nossa história e o curió não me recrimine. Ah, o arroz de forno esteve perfeito. Quem reclamou, cochichou baixinho. Na hora, retruquei, se eu tivesse cozinhado somente para meu estômago, chamariam-me de egoísta. Quebra-cabeças possuem cinco mil peças, baby e não há nada que eu possa fazer pelo senhor. Quanto a discussão no palácio das togas, apenas observo. Lição acadêmica, bem assimilada. Voltemos a matemática. Status enche barriga e nos pendura cordão de ouro no pesçoco. Seco. Assim como a pele. É o frio. É o vento. É a falta de costume. É a novidade. Obrigado, Loba, pelos elogios. Vindo de você aguça o sabor da tangerina. Aos que tem lido e me ligado de madrugada, não se preocupem comigo, os planos de se jogar das cataratas do Niágara (lado estadunidense), abortei. Sim, cometi um crime. Em nome de um amor. Não há punição quando se ama demais. Contudo, tenho escrito sistematicamente cartas longas e sofisticadas. Perfume, bourbon e havanas. Nunca sabemos o cão e eu quando precisaremos de novo de dinheiro emprestado. A fundo perdido, nos lembra o Curió. Prostuição masculina tem nome. Sobrenome.
Debbie diz:
Felicidades meu amor!
Marcinho diz:
pro ce tb linda
Marcinho diz:
feliz ano novo
Marcinho diz:
estou aqui blogando para variar
Marcinho diz:
estou de licença medica
Marcinho diz:
hehehhe
Debbie diz:
pois é menino..e vc nao me mandou as coisas pro seu blog..eu nao me esqueci, viu?
Marcinho diz:
pneumonia, depressão e infecção alimentar
Marcinho diz:
eu sei
Marcinho diz:
nem mais o q eu quero fazer
Marcinho diz:
preciso aprender a usar as ferramentas q o blogger nos oferece, já estaria de grande ajuda
Marcinho diz:
colocar anuncios sei lá
Debbie diz:
credo Marcinho, vc teve tudo isso?
Marcinho diz:
www.pontocego.blogspot.com
Marcinho diz:
tive
Marcinho diz:
mas, sou um homem de fé
Marcinho diz:
Jesus cura.
Marcinho diz:
Cres?
Debbie diz:
vc é evangelico agora?
Marcinho diz:
sou catolico
Marcinho diz:
hehehhehe
Marcinho diz:
alias sou ecumenico
Marcinho diz:
falei sobre essa experiencia no meu ultimo post
Marcinho diz:
se eu não fosse religioso, não sei o q teria sido de mim
Debbie diz:
sim, vou ler.
Marcinho diz:
a depressão teria me engolido. Pois não haveria mirtazapina q desse conta da minha tristeza
Debbie diz:
credo Marcinho, eu sei como sao essas coisas.
Debbie diz:
voce tem que ter muita força e acreditar em si mesmo, na sua força acima de tudo
Marcinho diz:
é verdade.
Marcinho diz:
em momento nenhum desisti de mim mesmo. Fui um dissimulado. Um ator
Marcinho diz:
O poeta de Alberto Caeiro.
Debbie diz:
Lindo!
Marcinho diz:
tks

13:48
Minha confiança toda depositada em suas mãos, Debbie. (Como será que anda nosso amigo JP, o tarado florido). Sinta-se à vontade, meu amor, meu bem, minha querida. O diário é meu, mas o espaço está sob sua ordem. Tens permissão para subverter os diagramas e as paralelas, as abscissas e as ordenadas. O eixo permanece onde está. Enquanto adiantam o almoço, fettuccine à bolonhesa,  vou ao mercado comprar  comprar tomates maduros. Tomara que esteja pronto quando eu voltar.

A receita segue abaixo para ninguém se perder.

Molho à Bolonhesa
Ingredientes:
500 gramas de carne moída de primeira
1 lata de molho de tomates
1 cebola ralada
3 dentes de alho amassados
1 colher de chá de oregáno
1 porção de salsa picada
3 colhores de sopa de oleo
1 colher de chá de açúcar
1/2 colher de sopa de sal

Modo de Preparar:
Refogue a carne no óleo e mexa até ficar bem corada. Junte a cebola e o alho, deixe murchar bem. Adicione o molho de tomate e os demais temperos e um copo de água quente. Misture bem e deixe ferver por 20 minutos.


O guapo não lhe atendera as ligações, tampouco as retornou. Estranho esses amantes, declaram-se estar dispostos à copula, mas não suportam esperar alguns minutos. Ordenhar-se foi a solução, seguidas e seguidas vezes até não mais haver qualquer possibilidade de intumescência. Conseguiu dormir por algumas horas sem ajuda dos  azuis ansiolíticos receitados. Acordara com a idéia, com a IDEIA. A estrutura do romance foi-se desnuviando-se concatedamente, das três as cinco da madrugada. No banho, concluiu os adendos. No caminho do trabalho, elaborou a lista de convites. Resta-me torcer, sabendo de atemão: não vai dar em nada. Ele abriu editor de texto determinado a só se levantar após conseguir vislumbrar/visualizar a dourada luz fosca ao fechar os olhos para descansar da luminosidade do monitor. Desejamos-lhe boa sorte, para bem da minha sobrevivência.
Passara por um horrível acidente na ponte JK. Pedriscos espalhados pelo asfalto. Oco poste esfarelado. Petrificados homens estarrecidos aguardavam a chegada dos paramédicos do Corpo-de-Bombeiros. Podia-se perceber pelo retrovisor, as mãos em peces daqueles três moto-boys. Capacetes no chão em sinal de luto. Logo se alegrou: "já tenho o que postar hoje."

5 de nov. de 2010


RE: HELP! Tire suas duvidas sobre o NaNoWriMo

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Oct 18, 2010 - 21 09
Oi, Lucas,

Você pode escrever no programa que preferir, e depois colocar no site para contar as palavras.

Se você entrar em My NaNoWriMo --->; Edit Author Info, lá tem uma aba chamada "Novel Info". [Na aba word count, o editor do NaNo faz a contagem das palavras sem vírgulas e mostra no canto direito superior nosso progresso, comparando com os demais participantes e projetando em quanto tempo terminaríamos o projeto. No meu caso, na velocidade que estou escrevendo, concluiria meu romance somente em 2057. Sarcásticos, não?] Clicando nessa aba, você verá um "Word Count Validator". Ainda não dá para inserir nada lá, mas a partir de 25/Nov, você coloca o texto lá, e ele conta para você.


Antes disso, você coloca na janelinha lá em cima da página (estará do lado do seu nome) a contagem que o próprio editor que você tiver dará (o Word, que você citou, conta quantas palavras têm o texto que você colocou). Além do site, na thread "Softwares e gadgets para o NaNo" (no fórum Elsewhere :: Brazil), há diversas sugestões de softwares e ferramentas para ajudar a acompanhar sua contagem nos 30 dias mais legais do ano! :)

Happy NaNo!

Qualquer coisa, só escrever! :)

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In: http://www.nanowrimo.org/es/node/3702685
"Eu já arrumei meu desafio para novembro, juntamente com milhares de pessoas espalhadas pelo mundo: escrever um romance em 30 dias! Pode não parecer um desafio muito grande para quem vive escrevendo, mas preste atenção isso significa escrever 50.000 palavras, ou 6 a 7 páginas por dia, de 1º. a 30 de novembro próximo. Que loucura é essa, afinal? Trata-se do NaNoWriMo – National Novel Writing Month(www.nanowrimo.org), um concurso mundial iniciado em 1999 e que todo ano premia os vencedores desta maratona literária não com dinheiro nem com objetos de valor, simplesmente com um certificado internacional. Desde seu início, 6.335 participantes do NaNoWriMo venceram esse desafio. Alguns foram ainda mais além e publicaram seus livros. A grande sacada é fazer com que pessoas que vivem dizendo que escreverão um livro, mas sempre adiam o seu início, assumam um compromisso público com prazo determinado para realizá-lo. Por que compromisso público? Porque você deve criar um blog específico do seu livro e abri-lo para quantas pessoas quiser, ou para o mundo todo; assim, seu progresso vai sendo acompanhado e você ainda pode receber comentários que poderão ajudá-lo no desenvolvimento do livro."[grifo nosso]
In: http://blogdopaulista.blogspot.com/2007_10_01_archive.html
"Low profile é um termo usado para indicar as pessoas que não gostam de aparecer na mídia. Não é humildade, é discrição mesmo.

É um termo mais usado no mundo artístico. As celebridades 'low profile' não costumam aparecer em revistas , tampouco criam factoídes de si mesmas."

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080114123931AABRODD

Enquanto isso, no chat do Nano



Marcinho: Bom dia, Aires! Satisfação em encontrá-lo logo cedo. 8:03
aires: Bom dia! :) 8:04
aires: Na verdade, eu estou meio de saída 8:04
Marcinho: Pudera 8:04
aires: Mas dá para falar 5 minutos, hehhe 8:04
aires: Tudo bem? 8:04
Marcinho: claro 8:04
Marcinho: tenho alguns duvidas. 8:04
Marcinho: para cumprir a meta qtas paginas tenho q escrever por dia? 8:04
Marcinho: qtas laudas? 8:05
Marcinho: e para onde envio o texto para q o nano faça a contagem? 8:05
aires: Vixe, eu não sei em laudas 8:05
aires: São 50000 palavras 8:06
Marcinho: sim, eu sei 8:06
aires: Se dividirmos 50000/30, dá
1667 8:06
Marcinho: sim 8:06
aires: Agora, como converter isso para laudas, eu não sei 8:06
aires: Até porque lauda é função do número de toques, não? 8:07
aires: E como a conta é feita com número de palavras, e não de laudas, vai depender muito - do idioma, do vocabulário, do estilo... 8:07
aires: Eu, por exemplo, tenho uma personagem que inventa umas palavras muito grandes para falar. Nas partes onde ela aparece, a média de caracteres/palavra sobre muito 8:08
aires: Nas outras, é bem menor essa relação 8:08
aires: Agora, como submeter ao NaNo: 8:09
aires: Quando você entra na sua página do NaNo, e está logado, lá no canto superior direito tem uma caixinha, entre o seu username e o botão "Update" 8:10
Marcinho: então, estava no google pesquisando 8:10
Marcinho: ok 8:10
aires: Até o dia 25, você coloca a contagem de palavras do seu editor de texto favorito, lá 8:10
aires: E é só. A ideia é ter uma referência Nov 5
Marcinho: mas eu posso ir colocando diariamente? 8:12
Marcinho: v. saberia me dizer se há mais alguém de brasília participando? 8:13
aires: Você deve ir colocando diariamente, inclusive... 8:13
aires: A partir do dia 25, quando você clicar em "My NaNoWriMo", e na opção "Edit Novel Info", no menu do lado esquerdo, vai ter uma caixa de texto para você inserir o texto todo. E essa é a validação que te marca como "Winner" - desde que você tenha atingido as 50000 palavras, hehehe 8:13
Marcinho: otimo saber. tks 8:13
aires: Você adicionou Writing Buddies? 8:14
Marcinho: capisco 8:14
Marcinho: não. o q seria? 8:14
aires: Faz como exemplo: 8:14
aires: É o meu profile no NaNoWriMo 8:14
aires: Se você estiver logado, do lado esquerdo aparecerá "Add as buddy" 8:15
aires: Mas olha na aba Writing Buddies 8:15
aires: Lá vai ter todo mundo que eu sigo como Writing Buddy (tem umas 15 pessoas) 8:15
aires: A ideia é poder comparar como você tá em relação a outros NaNos 8:15
aires: E a única forma de saber isso é se eles atualizarem a contagem diária 8:16
aires: Então, atualizar diariamente sua contagem faz com que você e outros consigam acompanhar como vão 8:16
aires: E aí fica uma "briguinha": quem tá atrás quer passar, quem tá na frente não quer ser passado 8:17
aires: Ajuda bastante a subida dos word counts 8:17
Marcinho: massa 8:21
aires: Bom, gotta go... ;) 8:22
Marcinho: otimo. a briguinha, estimula a gente a trabalhar 8:22
aires: Hasta! :) 8:22
Marcinho: vas-y 8:22
Marcinho: e gracias 8:22
Marcinho: posso publicar este dialogo no meu blog?  

In: http://www.chatzy.com/532806247981

 [Que falta de ética! Meu cronista me enche de conversação, quando deveria estar compartilhando comigo e conosco seu cotidiano. Não que isso faça diferença ou me sirva para algo, mas compromisso assumido deve ser cumprido. Não importa se encontra-se perdido ou desmotivado.]  

Quantas laudas por dia me fariam feliz?

"Uma lauda oficial corresponde exatamente a uma página formatada pelas normas da ABNT ( corresponde a aproximadamente de 1.800 toques ou 60 toques X 30 linhas).
O próprio word faz a contagem dos toques, que inclui os espaços.
Se precisar apenas da lauda sem ser a oficial, basta digitar em uma página com 25 a 30 linhas."
In: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071107185156AA8kE1C

3 de nov. de 2010

Kingo Diretório Múltiplo (Kindim)

Ferramenta de busca no Twitter, tal como as páginas amarelas da Lista Telefônica. Possui um catálogo de perfis de usuários, ordenados nas mais diferentes áreas, facilitando o acesso ao que possa nos interessar.

30 de out. de 2010

Saramago fala sobre Twitter

Eis-me aqui a degustar delicadas opiniões proferidas por todo ciberespaço vernáculo pelo magnânimo doutor, o mestre laureado (como o reconhecimento fizesse-lhe diferença). Concisão capricho dos publicitários e poetas afeta em demasia a prosa solitária dos sonâmbulos. Quem protestará contra a pressa opressora a gerar ansiedades esquizofrênicas? Ninguém. Quando não mais fabricarem doces e/ou balas para reverter nossas TAG´s, permitiremos a invasão dos diálogos pontos-e-vírgulas por entre nossas sensíveis sinapses corrompidas mais que atrofiadas.
Quem sou eu? 

O barco à devira sem porto, nem vela,
o Leme, a Âncora, o Mastro e o Convés. 
O Comandante da minha própria vida. 
A cicatriz do corte suturado
A água, o sal, o ácido e o adstringente. 
O Hércules expulso do Olimpo.
O verdugo carismático.
O acidente na trave
 A faísca no corrimão.

o molho da salada, 
o cotonete esquecido, 
a placa-mãe do 386, 
a roda da motocicleta que se soltou em alta velocidade. 

O amigo do JJ. 
O cunhado da Mary Fat. 
A pimenta engarrafada. 
O vendedor atencioso. 

O poeta a escrever versos jamais lidos.
O raio de Sol numa noite de luar, 
o clarão da Lua a dourar a pele esfoliada. 
A folha de citronela afugentando insetos. 

O filhinha da mamãe,
o orgulho do papai. 
O imperfeito, tal qual a ikebana vendida minutos atrás. 
O persuasivo transtornado. 

O filho do (censurado) 
e da (censurado), 
o neto da (censurado) 
e do (censurado). 

O encontro marcado às escuras.  

O bebê a mamar orvalho de folhas de eucaliptos. 
O filho entregue a Fortuna.
O gato amarelo preso na grimpa do flamboyant vermelho. 
O orientando do Doutor-Consultor-do-Banco-Mundial. 

O amigo a consolar vizinha traída. 
A incógnita: x³/7. 
A contraditória resposta ao senador. 
O revisor da tese de doutorado do Guil. 

Sou o Não-ser, porque apenas Ele é. 

6 de out. de 2010



El Mar Bailo para mi, originally uploaded by annais.
O mar me sonda. Pode vir? Vou consultar as runas.

14 de jul. de 2010

Tour Eiffel




Tour Eiffel, originally uploaded by Mizarin * BuSy *.

19 de mai. de 2010

Juro, Jurema, cumprimei as metas objetivadas por três meses de reclusão. Bolsa, seguro e renda. O cotidiano me serve de inspiração; Jackquie, a vida cheira a fralda descartável. O ambiente agradece. Perfume de maçã-verde. O quarto aromatizado do nenê interrompido. Estou descrevendo mais ou menos na velocidade que me permite o dorflex aplicado na coxa esquerda, pq à direita não me viro. DiCla, responde! Roleta-russa continua sendo o esporte preferido de machos viris que se encontram quase madrugada em estacionamentos dos supermercados 24h. Os gerentes agradecem, os vizinhos também. Os riffes de guitarras, solos desconcertantes estimulam o infanticídio das abelhas silvestres. Amargo como o mel de anteontem. Os riscos transparecem riscados sobre a lataria vulganizada. O Lua testemunha. Cúmplice. Perder a vida em segundos passa a ser estratégia de sobrevivência racionalmente drummondiana, assim como nos ensinou Fernando, DiCla. Uma pessoa acolhedora de tão azul seus olhos vermelhos. Lágrimas? Mariajuana. Marcinho, eram lágrimas adocicando seus beijos trocados. Assim como, preta, clara, braziliana tentara debulhar ciberneticamente as imagens do santo Hubble. Teerã é logo ali e Paris é um afresco esculpido no carvalho (caramba, como ainda te amo!) É necessário voltar e praticar digitalmente a arte dos sonhos. O bico do papagaio, uma criança intolerável de tão arrogante. Após às 8h, somente pesadelos nos visitam. Os neurotransmissores pedem abubo e eu peço a força infinita responsável pela explosão que me conceda a graça de seguir a trilha apontada pelas pitangas graúdas, peitinhos tenros de garotas etílicas. O cachaça saboreada nos seus lábios potencializa o efeito dos comprimidos. Assim o bolo se mistura, se assa e serve-se. Servícias pretuberantes de tão intumescidas. Gêneros não se distinguiam. Resumia-se a uma partida de bilhar: tacos, bolas e caçapas. Longos, grandes e pequenas. Muitos positivos, poucos negativos, alguém acabava se tornando neutro. Comportarámos como cães de pedigree em rinha por causa da cadela de rua virgem. A Lua por fim se escondeu atrás do Sol, cansada de filmar e fotografar ângulos que fariam inveja a David Lynch.

28 de abr. de 2010


Atendo estamos ao insuspeito movimento dos estrelas. Eu confio, tu confias, ele confia. Meu diário, nosso fígado rasgando suas páginas entre um intervalo e outro.                                                                              


76/365, originally uploaded by teriNala.

27 de abr. de 2010

Dulcissima Maria

Encanta-me sua capacidade de remover os excessos originais. Verdadeiramente, uma canção de ninar galalaus chantagistas com uma catarse ao final, identificada em um outro lugar, como se fosse uma brincadeira de ouvinte e artista. Nos seus últimos minutos, pode-se visualizar claramente os padrinhos subindo ao altar assinando o livro; os flashes das câmeras nervosas de fotógrafos amadores, celulares de profissionais, furo jornalístico, o beijo nem-nos-lembravámos-o-sabor-dos-seus-lábios, a lágrima a borrar o rímel. Olha para cima, madrinha. Olhe a handycam. O bebê no colo do pai, não o deixa acender o cigarro. Este insiste na transgressão (és más fuerte que yo), aquele não encontra consolo no ombro paterno. Eles se entendem. A mão pesada vence. Ninguém os observa. A mãe do noivo é soberana absoluta. Simples majestade. A nobreza nos envolve no mais sincero que há no mundo. Por que tinha de ser assim? A felicidade entra por uma fresta sem que percebamos, sempre depois das 16h.





Ave Maria de Gonoud - Carpenters

JB Online :: JBlog Harmonia - PHILIPPE JAROUSSKY: DISCOGRAFIA SELECIONADA

JB Online :: JBlog Harmonia - PHILIPPE JAROUSSKY: DISCOGRAFIA SELECIONADA

16 de fev. de 2010

experimentando o polêmico


E dessa fotografia fiz um postal para que eu nunca mais perca a motivação de viver.

Foi ótimo conversar com você, amigo da serra gaúcha.

Vamos voltar a blogar, a felicidade não se comprava na farmácia ao lado, era só escrever, escrever, escrever. Sobre o quê? Sobre a dor de não poder ser verdadeiramente quem se é. O fiscais me mostram as nuance que eu havia percebido. É carnaval. Meu primeiro carnaval longe da adicção. Estou feliz, mais uma vez e outra vez procratinando. Volte aos livros. Como disseram os Krishnas: "disciplina é liberdade'.

22 de jun. de 2009


mel low y ello w, originally uploaded by Dyrk.Wyst.
Depois esvazio a despensa, antes os beija-flores a me perseguir. Hoje a frieza dos calcanhares me assopra verões. Tenho medo de que o telefone toque e eu não possa atendê-lo. Meus dedos sujos de mel percorrem córregos, riachos, rios, lagos e lagoas sem a esperança de que o destino mar se realize. E não se engane leitores, se me faço faca é porque as tentativas se concretizaram. De fato, falta-me assunto, sobram-nos biscoitos salgados, falta-me geladeiras, sobram-nos gelatinas cor-de-rosa sabor chocolate. Como se fizessem diferença. As rosas amarelas no vaso vicejam um aroma diferente. Elas debocham. Um estilete afiado me releva quem fui anteontem. Todos me conhecem, ninguém sabe quem sou, nem eu mesmo. É uma batalha contra o tempo num labirinto hostil. Alguém tem a chave desse ciberespaço onde me encontro?

Sobrenomes impronunciáveis tentam elevar minha auto-estima. Viva, o MSN. Viva, o ultrapassado Orkut. Tenho dono, amor, como você deve ter sido informado nos posts anteriores. Coleira machuca, mais que afaga. O cachorrinho não sabe latir quando quer parar. Irrelevante. Agora sim estamos juntos e comungando do mesmo alfabeto. Laranja denotava todo o tesão que estava por vir. Em cima da moto, ele parecia se masturbar. Mesmo assim, meus sorrisos se reprimiam atrás de tijolos verdes. Musgo, epífitas e afins. Se minhas falésias pudessem dizer bom dia correria atrás de toda jurisprudência, o direito de estar só desgustando uma partida de futebol. (Não será uma vírgula que trará sentido a minha vida).

A semana começou mal, até aqui nenhuma novidade. Nada do que me propus fazer conclui. O caderno escondido dentro do chip obrigá-nos a ler códigos aleatórios. Posso desistir, a mestruação não vai descer. Você foi minha maior decepção, meu pior investimento. Frase que ecoa dentro de mim, me torturando dia e noite. Escondo-me debaixo do travesseiro e deixo a fantasia me dominar. O estupro seria consequência se houvessem causualidades. Fragmentos tornaram-se moda e eu não sei como reverter toda minha imperícia. Talvez devesse me dedicar a sinfonia dos pobres, seus sapatos e suas camisas... Observe, Dicla, o estacionamento do shopping, lotou de repente. Tarde da noite procurava emoções, poderia ter sido assaltado, poderia ter acontecido o programa. Tragédia pessoal. Sim! Sou chamado a atenção: você amaldiçoou seu colega. Posso não saber louvar, mas minhas réplicas contundentes estraçalham o chumbo de nuvens fracas. Havia uma tempestade formando-se sobre meus pés. Alguém dissera algo contra mim e a carranca daquele que diz me querer bem tentava me intimidar.

Olha só, ÍMPIO, respondi-lhe, não construa argumentos sobre axiomas falsos. Foi fácil colocá-lo no seu lugar. Atrás do monitor do laptop, estrumes ferviam. Raiva muita raiva por não saber contra argumentar, me contradizer. As palavras que saem da minha boca são interpretadas como convém aos reis da corte. O bobo aqui não sou eu. Tirei a máscara, desci do salto, amarrei a luva e golpei sem pudor. Vocabulário abrangente faz diferença nessas horas, algum adjetivos anacrônicos e puff... jazia morto um desafeto. Cheirava a carne podre esquecida em gavetas mal refrigeradas. Os vermes em orgias celebravam a vida. Tive piedade dos tomates, tão vermelhinhos, mas a força tomou conta as minhas pernas e pude almoçar em paz, refrescando-me com as palavras da doutora: Você está muito bem. E repetiu com ênfase, você está muito bem. A doutora fita-me os olhos com se soubesse que se não fizesse assim suas palavras perderiam valor. Agradeci, vibrei, concordei. E quando perguntado se estava tudo bem, não pude deixar de contar-lhe uma história que ela classificou como assédio moral. Deixei passar a oportunidade de conseguir uma licença de seis meses. Gostaria de nunca mais olhar na cara dos ímpios. Resistirei até a cãimbra cansar-se de contrair meus músculos. Vaidade é o meu pecado favorido, disse o diabo. Inveja se afasta com folhas de arruda no colarinho do chopp escuro que escorria do copo quando o garçom nos perguntou se desejávamos mais uma porção de quibe cru.

19 de jun. de 2009

Encontrar amigos on line no MSN, rouba-nos todo nosso tempo para postar algo considerável. Ela é uma vagabunda, ele um cafajeste. Será que não estava claro para ela que ele desde o início queria apenas uma trepada, no máximo duas? Mulher burra, essa minha amiga. Fico devendo, o real tema desse post: o registro da consulta com a psiquiatra. Adianto, que foi excelente (parece mais uma sessão de psicoterapia) apesar do antidepressivo estar cada vez mais caro. Mulher inteligente, aquela minha amiga. "Como assim psiquiatra?" DiClan, muita coisa mudou nesse periodo em que não consegui compartilhar contigo e com vocês, leitores, as emoções vorazes da noite brasiliense. Aos poucos vou te atualizando (digitando os cadernos que acumulhei). Não se assuste.

18 de jun. de 2009

Por entre túneis


salt mine, originally uploaded by micul_alex.
Nem acredito... A borracha, o lápis, a caneta e a folha A4 cumprimentam-nos (me) pela tentativa. Oxalá! Dez para meia-noite e a criança mentia surdamente para aquele que nomeio momentaneamente de Almir. Disseram que quando a "coisa" pega fogo você joga água fria. Boricada, meu bem, para acalmar as veias. Teu desintupidor de ouvido me afoga em sensações extrasensoriais. Ele ri. Aqui faz frio. O ranger de dentes nos denunciam. Pudera. Provaria todo néctar abençoado se seus afagos fossem desalinizados. Meu túnel privado não te levará a lugar nenhum. Falta-me (nos) coragem. Alguém me empresta um isqueiro. Preciso queimar as duplicatas que nos restam. Almir era só gargalhadas. Tem alguém nos escutando: Maurício. Ele disse te conhecer. O amarelo-roxo. Lembrei-me. Manda um beijo para ele, mas... Não mando porra nenhuma. Ciúmes. Te parto em bandas, melão e cia. Agora era minha vez: ri da ameaça. Não é porque suas mãos são ásperas e por você dominar técnicas israelenses que pode falar assim comigo. Cala, vagabunda. Sei como você gosta de ser tratada. Desliguei o telefone. Interrompi por tempo indeterminado a ligação. Celular lançado na lixeira mais próxima, mas há sempre um msn para nos (me) denunciar. Ele me encontrou on line, minutos após. Liga a webcam. Mostra-me a língua curtida de tantas chupetas mal sucedidas. Almir se assustou com os hematomas. Quem te fez isso? Cínico. Do outro lado, a webcam mostrava seu sorriso diabolocamente sarcástico. Prefiro esquecer a frustação e tentar tudo de novo. Em quanto tempo você estará aqui? Manda uma viatura me buscar. Quem sabe, não termino de revisar os processos antes dos capatazes chegarem. Eu mesmo, pessoalmente, irei te buscar. Acorda do sonho, garoto. Ele não vem. Promessas são beijos secos de tão barulhentos. Fui dormir com a sensação de que algo me queimava por dentro. Eram fluídos e eu (nós) sentia (íamos) a imensa necessidade de traduzir as vontade verdadeira do herói enjaulado. Dormi um sonho conturbado. Caminhar aquela hora da madrugada seria uma desculpa se não fosse realmente uma imensa necessidade. Almir, mata aula amanhã. Eu mato o serviço. Seremos homicidas em cima da cama fazendo do proibido o amor que guardamos por meses até nos encontrar. Me liga daqui a pouco. A rua está pesada. Entra no msn. Estou me sentindo tão só. Preciso dos seus pés a me percorrer a espinha. quando ele quer, consegue ser extremamente persuasivo, diário ausente. Isso é um pedido ou uma ordem, Almir? Você que sabe, depois não reclame das consequências. Almir só queria assistir ao último streap tease da miss gay, veados mal montados. Foi fácil. Porque a frieza gatinha, não tem ninguém aqui na sala. Acreditar seria mentir par amim mesmo. Tirei a camisa e me exibi desavergonhamente numa sala de estar mal iluminada. Você me ama? Quem está falando de amor, cacete. Sabão, sabonete e detergente para essa sua boca porca. Terá que escovar muito bem seus brancos dentes alinhados antes de procurar me entorpecer com suas carícias. Preciso ir dormir, Al-MIR. E meu colo não te serviria me travesseiro. Melhor não confiar. rottweileres não tem senso de humor. Tentativa salada de agrião: e o jogo, amor, quem venceu? Que me importa o futebol, quando posso chutar a gol na sua marca de penalti. Ah, Almir, você me lembra um menino quando gosta de mostrar-se machinho. Corinthians venceu o Inter por 2 a 0. Meu silêncio emudeceu as avencas. E agora? -- pensei. Você havia apostado? Aguentar aporrinhações. Não. Aposto naquilo que não acredito, mas mesmo assim arrisco a provar. A minha parte estou fazendo. Se não ser certo, ao menos terei uma história para contar, a quem quer que seja.

17 de jun. de 2009

O surto passa através de paredes maleáveis e anotações perdem-se no esgoto imaginário de nós mesmos. Semelhante trilha de rato (sentia-me numa masmorra-noite-de-natal-carnavalesca, estratégias parabólicas.) Bombaim estacionara próximo dos pés tortos de cervejas, absintos e alcóois alterados. A dança situava-se no mezzanino forrado de barbitúricos etílicos ou encostavam-se nos tijolos falsos de calabolsos da capital de um república imperialista da qualquer América Latina, ou nem isso, pudesse, embora. Sem efeitos.

Juro,
Juro,
Juros,
Janeiros.

A grávida apresenta-se dentro de mim e nós partíamos para outro estacionamento de shopping supermercado parasita-paradisíaco-parabrisa. Junto e separado pela velocidade incandescente de bolas boleira-boleiro, ambos sentidos.

As críticas pulavam de janelas suícidas e eu me questionava sobre o uso indiscriminado de medicações cozidas em brasas azuis, cozinha do métier.

Para começar.

O vizinho me tortura com olhares enviesados. Ele quer. Eu quero. Quereríamos se não housessem clarisses e lispectors discutindo a conversão de deuses em heróis, semi-deuses. Esqueço para neutralizar a dor-dores-dolores de anteontem. Urge prática sistemática da lebre, nem tudo pode ser assim tão espremido numa fila de transeuntes nos quais pastilhas bonificadas flutuam em banheiras de motéis baratos da EPIA SAIS. (Quem conhece a capital, sabe onde localizar cruzeiros florences. Flórida, meu amor. Floripa, meu bem.)

O homem guapo esculpido em tragicomédias de latéx sensoriais, pudera, embora,b aó de barro. (Aqui ocorre a deixa que não consegui evitar: Tu Barão. "Vamos à feirinha comprar perdões desculpares.")

Erros sequencias sem tremas ou drenos numa única noite ensolarada. Vênus visível a olho nu implorava clemência. Inveja-invejosa de não ter sido convidada a participar do lachinho fast-drug-food. São efeitos. São Jerônino e Gabriel. Anjos que me livraram da vergonha do vídeo postado, vocês, leitores privilegiados, devem imaginar onde, porque e como. Vergonha e censura nessas horas andam algemadas por verdugos bonachões. Calças pretas, fardas puídas de tão amarrotadas. (O vizinho complacente comia no meu prato.) Vomitara minha alma para regozijo da platéia. Vermes, serpentes e mastros cúmplices da covardia. A carne tremia, sangue minava e líquidos alcançavam distâncias surpreendentes. Não ouso ser claro como aquela lua cheia lá fora. Pecados seriam culpas se não fôssemos tão simples-simplórios. Me sinto uma criança na primeira série das nossas capacidades sem saber o que fazer com que sobrou na carteira de couro de búfalo comprado no free shop holandês aeroporto. Aeroportos.

Portos,
Porcos,
Potrancas.

"Tenho cura, doutor?" "Você é mais atrevido do que supunha."

Hipóteses pipocadas de tão levianas. Paguei a sessão e embarquei no táxi conversível daquele vizinho (olhar cúmplice) citado anteriormente. Fui feliz? Por algumas horas.
Retornei a forma original dos copos opacos de bares pé-sujo? Não sei. Ninguém sabe. Saberemos, talvez, porquanto, algum dia. Tudo jogado, assim mesmo, como se eu estivesse desfazendo as malas onde escondia nossas, mais minhas do que tuas, esperanças; azuis, pois o céu nos ilumina e Vênus nos protege mais que vigia.

Amanhã continuo de onde parei. Assaltaram o velho no ponto de ônibus. Preciso averiguar. Quem sabe não surja um outro alter-ego a caminhar pelas ruas arborizadas da pequeno-metrópole-cosmopolita-provincianesca. Passo uma borracha quando puder. Quem se importaria se a verossimilhança viesse almoçar conosco? Ninguém, Ulysses. Repito, incansavelmente, ninguém. Boa sorte aos que conseguiram. Azar dos que tentaram. Franqueza e polidez têm limites.

27 de mar. de 2009

Por quanto tempo o rascunho pode esperar pela revisão? Até solucionar o problema: impossível-postar-do-local-de-trabalho. Necessito urgente do laptop. (Como você ficou sabendo, a tentativa de comprá-lo pela rede naufragou.)Os domingos a nos salvar. Única opção, para quem escolheu o caminho mal iluminado.

14 de fev. de 2009

Happy Valentine's for all


A Rose for LuAnn, originally uploaded by Randy Son Of Robert.
Jamais imaginaria encontrar meu amante, no restaurante-bar, tomando cerveja com seus amigos. Seu grito, me acordou do transe, estimulado pelo suculento espagueti. Embora convites fossem aceitos, no meio do caminho havia uma biblioteca, havia uma biblioteca perto de mim. Mudei de ideia, sem avisar ninguem. As coincidências aconselham: continue. Só não é feliz quem não quer. Doravante, dificilmente me lembrarei de buscá-lo (meu amante) na minha imaginação. Hoje é Valentine's Day e sepulto o amor que me alimentava a alma. Comentário feito à bibliotecária (à guisa de anotação): A literatura alemã está mal representada, não? Quem sou eu para dizer alguma coisa, qualquer que seja, sobre a Literatura Alemã? Sou seu filho nascido debaixo das mantas puídas de ocre encardido. Ela sorriu e confirmou com um balançar de cabeça. A diversão tem hora e lugar marcado para começar. Aberta inclusive aos sábados até as 18h. Ininterruptamente. Acho que seremos bons amigos: a biblioteca, os anéis da Senhora e eu.

12 de fev. de 2009



My MacBook Etching, originally uploaded by ldandersen.
Acabo de comprar meu primeiro laptop, longe de ser o que eu gostaria, mas é o que posso pagar, financiado a perder de vista. Minha carta de alforria chega junto. Seremos felizes? Talvez. Felicidade não cabe dentro de um conta-gotas e mesmo que coubesse quem iria nos administrar a medicação? Desejam-me sorte, de agora em diante é por minha conta e risco. O vale tudo vai começar e não será necessariamente num tatame, até porque o quimono, aquele velho quimono azul royal surrado já não me serve mais e mesmo se servisse, a faixa estaria tão roída, tão roída que apenas pena sentiria de nós o oponente. A Deus a sorte e a vela do navio sendo levantada, os mares bravios nos convidam a jantar carangueijo. Aceito. Não temos escolhas.

31 de jan. de 2009

Plantão no MSN


Feliz navidad, originally uploaded by Viento de poniente.
Às quinze para seis, geladeira vazia. Troca-se de roupa sem se importar com o desajuno. E se preenchêssemos todas lacunas? Soaria falso. Vamos tattoar sinais de interrogação na testa, assim não apanho desse teclado que não consigo configurar. O silêncio permanece. Samba-Jazz. Toca Raul. Toca Legião, gritaria eu. "Você tem dito, como eu poderia dizer... palavras tortas." Mandar um subalterno tomar naquele lugar não seria falta de respeito, se ele não tivesse chamado minha atenção. Das lembranças, apenas adjetivos e simpatias. Que penico. Gnoqui no almoço. Alguém me olha, através câmeras. Meu Big Brother particular. Logo comigo, autentico neveu. A corrida até a parada me esfria as orelhas e o escorpião não me responde no messenger. De se esperar, de animais irracionais. "Eu sou ateu." Continua... Ele chegou