25 de fev. de 2012

Se não sabe brincar, não desce para o play



Entre uma faixa e outra do  novo álbum da cantora Fernanda Takai, discutíamos sobre a real necessidade daquela tempestade que abafara o dia quente. Já se passava das três da madrugada. Se Smirnoff Ice causava o mesmo efeito que uma limonada suíça no parceiro; em mim, deixou os marinheiros batendo na porta do convés. Era a senha. Hora de um exame suficientemente perfunctório a ponto de fazer o lacto-coke submergir em cena, manchando o macio couro do recamier cinza, e o tapete persa, e o porcelanato do lavabo, o grande reto abdominal, e a calça  jeans  do cidadão na altura do joelho. O estrago do álcool na mente do maníaco. cinco por cento de teor alcoólico. De limonada suíça  aquela porra não tinha nada. Havia tantas garrafas long neck agrupadas ao pé da mesa, que poderíamos chamar a turma do Arregaça para  um torneio de boliche. você, gosta de boliche? sinceramente, não. prefiro sinuca. E eu, achando que estava caçando, quando na verdade era presa  fácil na boca de um exímio predador. A desova  foi ali mesmo no caminho de quem passava, olhava, admirava, invejava. No banheiro para se lavar a luz ofuscou o tapa na cara: estou noivo, a marca da aliança que o sol não bronzeou. Então porque agora não para de me ligar.  Não vou  te atender. Você teve a tua chance. Um esplendido cohiba cuja fumaça embebeu a minha alma.

20 de fev. de 2012

Rasta Lion 2007 - Reggae From Israel



e eu que reclamava dos preconceituosos, mas ainda estou pra conhecer um sujeito mais preconceituoso que eu. Passei toda minha adolescência ouvindo música erudita porque minha irmã dizia que rock'n'roll fazia apologia ao Satanás (ai que medo que não sinto mais). Uma sonoridade que me excitava; depois me mantive longe do movimento Hip Hop, crescendo na porta da minha casa, na Ceilândia, porque na minha concepção faziam apolgia à criminalidade. E, uma sonoridade que me desconcertava. Finalmente, tentei, juro que tentei, me manter longe do reggae, mas a curiosidade move minha criatividade na velocidade de 15 megas, e cá estou me segurando para não começar a girar pelo salão como um pião ensaidecido movido por uma bateria de carbonato de lítio. Estou aprendendo que não preciso aderir ao estilo de vida de quem quer que seja, tampouco preciso me inserir num grupo social para experimentar a natural cartase que os acordes harmoniosos que o ritmo do surto podem nos proporcionar. Como disse Sergio Loroza, ainda há pouco, na programa Faixa Musical do Canal Brasil: "axé para quem é de axé, aleluia para quem é de aleluia, shalom para quem é de shalom, salamaleico para quem é de salamaleico, amém para quem é de amém, e namastê para todo mundo. Estou pronto para voltar a escrever. Proust, Joyce, Saramago e Clarisse, me abençõe. Macunaíma renasce em mim.

16 de fev. de 2012

Manoel de Barros: Só dez por cento é mentira parte IV



Transcrição da fala do Fausto:

"Eu acho que nasce um Manuel de Barros e cada 10.000 anos, como nasce um Joyce, nasce um Skaspeare, um Cervantes, um Molière. Por que eu digo isso? Porque o mundo precisa dessas pessoas para recordar a sua humanidade. Nós estamos vivendo num mundo praticamente automático, bobo.
Quando aparece o Manuel de Barros, ele aparece para fazer uma divisão de águas. Ele aparece para dizer: 'olha, vocês não estão vivos para isso. A idéia do ser humano é outra."

9 de fev. de 2012

Mahamritunjaya mantra



OM. Tryambakam yajamahe. Sugandhim pushti-vardhanam. Urvarukamiva bandhanan. Mrityor mukshiya mamritat.

Deu trabalho encontrar para letra. Desconfio que esteja errada.

MAHAMRITYUNJAYA MANTRA




Om Tryambakam yajamahe
sugandhim pushhtivardhanam
Urvarukamiva bandhanan
mrityor mukshiya maamritath


http://caminhodomeio.wordpress.com/2008/02/10/mahamrityunjaya-mantra/

hara hara amarnatha gange

Hara hara amarnatha gange

2x
2x Hara Hara Amarnatha Gange,
Kashi Vishvanatha Gange
2x Kashi Amarnatha Gange,
Kashi Vishvanatha Gange
2x Hara Hara Gautami Gange,
Kashi Vishvanatha Gange
2x Kashi Gautami Gange,
Kashi Vishvanatha Gange
2x Hara, Hara Mahadeva Shambo,
Kashi Vishvanatha Gange
2x Kashi Vishvanatha Gange
Kashi Amarnatha Gange.
2x
Gautami Gange . . . . .Hara, Hara
Narmade . . . . . . . . . .Hara, Hara
Jata Shankare . . . . . .Hara, Hara
Parvati Pate . . . . . . . .Hara, Hara
4x
Bom Bom . . . . . . . . . Hara, Hara

Hara Hara Amarnatha Gange,
Kashi Vishvanatha Gange.

2 de jan. de 2012

Simplesmente diga adeus


Agora não consigo narrar o ocorrido, quem sabe um dia.

1 de jan. de 2012

LL Cool J - 6 Minutes Of Pleasure



Um melodia que mexe com nossos sentidos. Sussuros inebriantes. Um LL Cool J moleque que sabe provocar. O homens não levam os relacionamentos a sério e isso causa muitos problemas.

24 de mai. de 2011

Ars Amatoria (A Arte de Amar)

Ars Amatoria (A Arte de Amar)
Ovídio (43 a.C -17)

20 de mai. de 2011

TESTE DOSHA: descubra o seu tipo ayurvédico | ESSE TAL DE SAGRADO FEMININO…

Eu sou Vata e você?

TESTE DOSHA: descubra o seu tipo ayurvédico | ESSE TAL DE SAGRADO FEMININO…

Vata significa a força que gera e possui as qualidades do “ar” (e do espaço). Vata não é “gás” mas a força que, quando em excesso, produz “gás”. Vata é o dosha formado pelos elementos ar e éter. Suas características são ser seco, leve e frio. As pessoas com predominância de Vata são geralmente magras, ativas e costumam ter a pele seca e eventualmente constipação intestinal.

29 de abr. de 2011

Escritores famosos e doença bipolar ( in Revista Mente e Cérebro, Março de 2008)



Bipolar mood, originally uploaded by BlueLù.
Doença mental e criatividade não são categorias mutuamente excludentes; ao contrário, frequentemente estão associadas. Afinal, criar significa escapar de padrões habituais, inovar, surpreender. Ora, essas características podem muito bem ser aplicadas à doença mental, a tal ponto que, para alguns artistas, são inseparáveis. O grande pintor norueguês Edvard Munch (autor do famoso O grito) era psicótico; admitia-o, mas temia que o tratamento pudesse reduzir ou suprimir seu potencial. A pergunta, pois, se impõe: existe um denominador comum entre criatividade e doença mental? A dúvida não é de hoje. Já havia sido formulada por Aristóteles, no famoso Problema XXX: “Por que razão todos os que foram homens de excepção no que concerne à filosofia, à poesia ou às artes são manifestamente melancólicos?”.Duas doenças têm sido associadas ao processo de criação artística: a esquizofrenia e a doença bipolar. No caso específico da literatura, contudo, a conexão parece se limitar aos bipolares. O processo de elaboração mental de esquizofrénicos, com frequência manifesto nas artes plásticas, como mostra a notável coleção de obras de pacientes reunida por Nise da Silveira, parece ser alheio ao da criação literária, já que implica uma dificuldade de interação com o mundo. Diferentemente do jornalismo, a essência da literatura não reside na comunicação, mas é preciso um mínimo de diálogo entre escritor e leitor. No caso do bipolar essa comunicação atende a uma necessidade. Como diz o psiquiatra inglês Anthony Storr em The dynamics of creation (A dinâmica da criação), os bipolares precisam de atenção e de aprovação, como os escritores.“Read me, do not let me die”(“Leia-me, não me deixe morrer”), implora a poeta americana Edna St.Vincent Milay (1892-1950). O reconhecimento de leitores, mesmo que poucos – Gustave Flaubert dizia que 100 leitores eram para ele mais que suficientes –, representa um reforço na auto-estima.
As fases da doença bipolar favoreceriam o processo de criação literária, uma vez que correspondem à alternância característica da actividade do escritor: um período de “recolhimento”, de elaboração de idéias, seguido de um período de produção (inspiração e transpiração). É claro que isso só funciona nos casos mais moderados, em que a mania não é acompanhada de manifestações agressivas, mas é, antes, aquilo que se conhece como hipomania, um estado no qual a pessoa se sente “energizada” e pode trabalhar com entusiasmo. Honoré de Balzac, para Storr, era um bipolar típico. Nas fases mais produtivas, o escritor jantava às 6 da tarde, dormia até a 1 da manhã, levantava, trabalhava durante toda a madrugada, parando para tomar café, descansar e receber visitas. Não é de admirar que tenha escrito a gigantesca obra que é a Comédia humana. Nos períodos depressivos, contudo, pensava em suicídio, fim de escritores como Virginia Woolf e Ernest Hemingway. A escritora inglesa teve uma vida atormentada por surtos depressivos que pareciam não afetar sua criatividade mas a levaram a entrar no rio Ouse com pedras nos bolsos de seu casacão para se afogar. Já Hemingway viveu numerosas aventuras pelo mundo, escreveu obras de enorme sucesso, mas tinha de lutar sempre contra a depressão, que também o levou à morte. E eles não foram os únicos. Entre os escritores diagnosticados – em geral depois de mortos – como bipolares estão Hans Christian Andersen, F. Scott Fitzgerald, Nicolai Gógol, Graham Greene, Henrik Ibsen, Joseph Conrad, Herman Melville, Mary Shelley e Robert L. Stevenson. A pergunta de Aristóteles não foi ainda plenamente respondida. Mas aceitar que doença mental e talento são compatíveis já é um grande progresso.



Addicted, originally uploaded by jmmooski.
A psiquiatra prescreveu 500 mg de epilenil e a recomendação da leitura do "Vermelho e Negro" do Stendhal. Pode? Pode sim. Tese de livre-docência sobre Virgínia Woolf. Se eu não for bipolar, só nos resta o TDAH, ou seja, voltamos ao diagnóstico inicial, e nesse caso, me recuso a tomar metilfenidato. A coach vai ter trabalho. Psicoterapia diária. Meu céu, nosso inferno.
--Será q estou adiante de um bipolar com gênio criativo. --a doutora sorriu como se estivesse admirando uma aliança de brilhante na vitrine da H. Stern.
--Sinceramente, espero que não.-- respondi. Sai do consultório incomodado.

27 de abr. de 2011

Eu me sabotava, enquanto os outros observavam atônitos a tragicomédia anunciada. No meu monólogo sem falas e figurino, apenas a iluminação tinha importância. Meu lado sombrio da alma reluzia, ouro, prata, safira, brilhantes, as lágrimas eram sinceras e os aplausos, névoa entorpecente. Até que um dia, o dia amanheceu. E não havia nada ali, além do cheiro forte de urina dos cães de rua.