17 de jun de 2009

O surto passa através de paredes maleáveis e anotações perdem-se no esgoto imaginário de nós mesmos. Semelhante trilha de rato (sentia-me numa masmorra-noite-de-natal-carnavalesca, estratégias parabólicas.) Bombaim estacionara próximo dos pés tortos de cervejas, absintos e alcóois alterados. A dança situava-se no mezzanino forrado de barbitúricos etílicos ou encostavam-se nos tijolos falsos de calabolsos da capital de um república imperialista da qualquer América Latina, ou nem isso, pudesse, embora. Sem efeitos.

Juro,
Juro,
Juros,
Janeiros.

A grávida apresenta-se dentro de mim e nós partíamos para outro estacionamento de shopping supermercado parasita-paradisíaco-parabrisa. Junto e separado pela velocidade incandescente de bolas boleira-boleiro, ambos sentidos.

As críticas pulavam de janelas suícidas e eu me questionava sobre o uso indiscriminado de medicações cozidas em brasas azuis, cozinha do métier.

Para começar.

O vizinho me tortura com olhares enviesados. Ele quer. Eu quero. Quereríamos se não housessem clarisses e lispectors discutindo a conversão de deuses em heróis, semi-deuses. Esqueço para neutralizar a dor-dores-dolores de anteontem. Urge prática sistemática da lebre, nem tudo pode ser assim tão espremido numa fila de transeuntes nos quais pastilhas bonificadas flutuam em banheiras de motéis baratos da EPIA SAIS. (Quem conhece a capital, sabe onde localizar cruzeiros florences. Flórida, meu amor. Floripa, meu bem.)

O homem guapo esculpido em tragicomédias de latéx sensoriais, pudera, embora,b aó de barro. (Aqui ocorre a deixa que não consegui evitar: Tu Barão. "Vamos à feirinha comprar perdões desculpares.")

Erros sequencias sem tremas ou drenos numa única noite ensolarada. Vênus visível a olho nu implorava clemência. Inveja-invejosa de não ter sido convidada a participar do lachinho fast-drug-food. São efeitos. São Jerônino e Gabriel. Anjos que me livraram da vergonha do vídeo postado, vocês, leitores privilegiados, devem imaginar onde, porque e como. Vergonha e censura nessas horas andam algemadas por verdugos bonachões. Calças pretas, fardas puídas de tão amarrotadas. (O vizinho complacente comia no meu prato.) Vomitara minha alma para regozijo da platéia. Vermes, serpentes e mastros cúmplices da covardia. A carne tremia, sangue minava e líquidos alcançavam distâncias surpreendentes. Não ouso ser claro como aquela lua cheia lá fora. Pecados seriam culpas se não fôssemos tão simples-simplórios. Me sinto uma criança na primeira série das nossas capacidades sem saber o que fazer com que sobrou na carteira de couro de búfalo comprado no free shop holandês aeroporto. Aeroportos.

Portos,
Porcos,
Potrancas.

"Tenho cura, doutor?" "Você é mais atrevido do que supunha."

Hipóteses pipocadas de tão levianas. Paguei a sessão e embarquei no táxi conversível daquele vizinho (olhar cúmplice) citado anteriormente. Fui feliz? Por algumas horas.
Retornei a forma original dos copos opacos de bares pé-sujo? Não sei. Ninguém sabe. Saberemos, talvez, porquanto, algum dia. Tudo jogado, assim mesmo, como se eu estivesse desfazendo as malas onde escondia nossas, mais minhas do que tuas, esperanças; azuis, pois o céu nos ilumina e Vênus nos protege mais que vigia.

Amanhã continuo de onde parei. Assaltaram o velho no ponto de ônibus. Preciso averiguar. Quem sabe não surja um outro alter-ego a caminhar pelas ruas arborizadas da pequeno-metrópole-cosmopolita-provincianesca. Passo uma borracha quando puder. Quem se importaria se a verossimilhança viesse almoçar conosco? Ninguém, Ulysses. Repito, incansavelmente, ninguém. Boa sorte aos que conseguiram. Azar dos que tentaram. Franqueza e polidez têm limites.

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