31 de out de 2005

MENU DO DIA


take it easy, originally uploaded by a.L.

Di Cla,

Encontrei esse jogo da confissão que está circulando pela blogosfera no Sisifo's Curce, blog da nossa querida amiga Dayse. Tentei desvincular o alter ego, construído arduamente ao longo desses três anos, de quem ora lhe escreve. Espero que você não se incomode. Pretensão, às vezes cansa. Posto a explicação, vamos ao jogo:

Eu não sei:
1.Agradecer
2.Mentir
3.Guardar segredos
5.Pedir desculpas
6.Amar
7.Escutar
8.Dividir
9.Despedir-me
10.Compor sonetos


Eu sei:
1.Presentear
2.Atar nó borboleta
3.Preparar paella
4.Escolher vinhos
5.Receber convidados
6.Apresentar pessoas que não se conhecem
7.Dançar bolero
8.Divergir de opiniões
9.Reconhecer méritos
10.Nadar de costas


Tenho medo:
1.dos Ciumentos
2.dos Paranóicos
3.dos Carismáticos
4.dos Auto-confiantes
5.de Freiras

Não tenho medo de:
1.Assessores
2.Deputados
3.Senadores
4.Fazendeiros
5.Conselheiros
6.Embaixadores
7.Capitães
8.Comandantes
9.Almirantes
10.Brigadeiros
11.Generais
12.Delegados
13.Advogados
14.Promotores
15.Juízes
16.Desembargadores
17.Párocos
18.Empressários da noite
19.Filhinhos-de-papai
20.Leões-de-chácara


Detesto:
1.Marrentos
2.Gozadores
3.Atrevidos
4.Arrogantes
5.Extremistas
6.Alcóolatras
7.Vitimistas
8.Investigadores
9.Promíscuos
10. Rosas vermelhas

Sou fissurado por:
1.Cílios
2.Seios
3.Glúteos
4.Lábios finos, grossos; pequenos grandes e grandes pequenos
5.Prepúcios

Eu nunca:
1.Soltei pipa
2.Briguei na rua
3.Tomei banho de chuva
4.Respondi minha madrasta
5.Participei de ménages à trois, gang-bang ou sessões de SM

Eu já:
1.Sofri luxação no pulso
2.Apanhei com fio de ferro-de-passar-roupa
3.Fugi de casa
4.Reprovei de ano
5.Trafiquei
6.Roubei
7.Prostitui-me
8.Experimentei drogas
9.Recebi herança
10.Fui violentado
11.Cantei em coral
12.Dirigi elenco teatral
13.Interpretei papéis femininos
14.Jantei em Embaixada
15.Desci de rapel
16.Cavei valas
17.Pratiquei espeleologia
18.Xinguei professor em sala de aula perante testemunhas
19.Venci uma causa
20.Escrevi cartas de amor
21.Brinquei de roleta-russa
22.Observei uma autópsia
23.Presenciei tortura psicológica conduzida por oficiais do Regimento da Polícia Montada do Distrito Federal
24.Simulei estupro
25.Fui vítima de afogamento
26.Quebrei óculos-de-sol
27.Consultei cartomante
28.Montei e desmontei um fuzil Colt M-16
29.Devolvi aliança de compromisso
30.Compus sonetos

24 de out de 2005

"Dogville e a poesia" - 12/9/2005 - Digestivo Cultural - Michel Laub - Ensaios

Sinto vergonha de dizer simplesmente: gostei desse filme. Sinto-me um idiota por não conseguir escrever uma análise no mínimo inteligente. Um dia quem sabe, consiga explicar a mim mesmo por que os filmes do Lars von Trier me causam prazer. Preciso pensar e pensar toma tempo, dinheiro, sem contar as dores nas costas, no estômago e na mãos (mas isso seria irrelevante). Dogville é um filme de e para intelectuais? Que seja! Gostei, mesmo não sendo um. Minha estupefação impede que as palavras se aproximarem de mim. Preciso descarregar essa vertigem em alguém, com alguém: "Telefone desligado ou fora da área de serviço." Talvez ele não seja a pessoa mais indicada. Sessões de cinema podem ter sido uma forma dissimulada de justificar o abuso e eu nunca havia me dado conta.
Enquanto os pais saíam, as crianças aproveitavam para preparar brigadeiro (não me lembro da receita). Indiferente. Da última vez, sobrevoamos de helicóptero o lago, coberto por algas. Ganha-se bem? Depende. Pode-se dizer que me arrependo dos fragmentos de rochas despreendidos com a pressão da vontade. Retornava àquela caverna ainda com o arranhado dolorido. Você deveria saber sobre essa vegetação. Eu somente sabia me prevenir contra possíveis dilacerações. Não soletre verbos que juntos não podemos conjugar. Não tenho nada a ensinar a ninguém, nem a mim mesmo. Você tem experiência. Ele tinha experiência de tanto assistir filmes de sacanagem na internet. Eu poderia ser preso. Eu amarraria frouxamente o nó, simulando um acidente. Cortaria a corta que me sustenta. Faria meu último rapel. Ele era tão forte, robusto e me saía com essas fraquezas imbecis. Viu porque você não pode ter uma arma? Eu te amo e você me ama. E nosso sexo é muito mais gostoso por essa razão. Molho madeira às duas horas da manhã. A intimidade que nos permitira preparar brigadeiro, pelo simples prazer de sujas nossas mãos de margarina.
-- Bom dia, meninos!
-- Bom dia, Dona Judith, tudo bem? A gente acordou a senhora, né?
-- Não durmo enquanto o Marden não chega.
-- Demostra o quanto a senhora e o Dr. Custódio se preocupam...
-- E não é só com ele.
Difícil não se emocionar quando ela me abraçou. Marden nos cobriu com seus longos braços, nos apertando desnecessariamente. Dr. Custódio acabara de entrar na cozinha nos surprendendo naquela posição enigmática. Rimos, soltamos gargalhadas. Ele fez cara de "vocês vão acordar a vizinhança." Cumprimentamos-nos. Procurou por uma colher no escorredor de pratos e sem pedir licença, se serviu do brigadeiro ainda quente, na panela mesmo.
-- Hmmm... Já podem se casar.

17 de out de 2005

Sábado passado


Bang!, originally uploaded by cactusthesaint.

Estimado Comte Mandágora,

Desculpa a demora em respondê-lo. As flores tem me exigido integralmente. Semanas de quinze dias. Quando não são elas, são as mães de noivas indecisas, decorações colossais marcadas em cima da hora, fornecedores que esquecem pedidos, funcionários mal-criados. Para ter idéia, trabalhei todo o feriado decorando o salão de festa do clube ao qual você é associado. Será que tivemos trabalho? Colocamos girlandas em todas as pilastras, inclusive as duas da portaria. Não reclamo.

Acabo por me divertir, seja ao observar os clientes, seja ao escrever mensagens de-feliz-aniversário. Certas horas, atinjo o ponto ótimo do estres: esteja eu atualizando o site ou escrevendo um fax, sempre toca o telefone. Duas, três ligações simultaneamente surgem em seguida; madames que insistem em opinar na confecção dos arranjos com se entendessem de arte floral entram na loja esquilibrando-se elegantemente em saltos escandalosamente finos; motoristas apressados que mal se lembram do nome das flores que vieram comprar insistem em serem atendidos prontamente; ou pior, namorados apaixonados que não conseguem escrever um simples declaração de amor nos pede ajuda. "-- Isso é com o Márcio. Ele que é bom nisso." E não é que o coitado espera? E não é que tenho que escrever algo interessante e original baseando-me no vago e impreciso ela-curte-os-Strokes? "Que banda é essa caramba?" (Hmmm... Estou gostando.)

Desdobro-me em vários, sempre sorrindo, sempre atencioso. Para quê? Se não posso gritar por socorro, quando a banheira transborda. Não sei se essa correria me possibilitaria escrever um romance, uma coletânea de causos, talvez. Mas não espere por isso, prefiro tal você costuma sugerir: "vamos explorar a imaginação." Preciso beber da fonte, mesmo sendo de tempos em tempos. Pode me ligar, se for mais fácil para você.

Respeitoso abraço,

Marcinho


"(...)" <(...)@dpf.gov.br> escreveu:

>Caro Marcinho!

>Que saudades! Afinal, há quanto tempo não nos comunicamos?
assunto proposto seria, para mim, ótimo, uma vez que li todos os livros da série. Só falta o lançamento. Poderíamos falar de Lord Vald-Mort, inimigo número um de Harry e quais suas tramas para eliminar o bondoso e inocente Potter. Além da influência da literatura infantil, não na política econômica, mas na economia de mercado dos países emergentes.
Apenas uma curiosidade: você sabia que J.K. Rowling era muito pobre? Levava sua filha para a escola e para economizar energia de calefação em sua residência, ficava num Pub, perto da escola, que possuia aquecedor. Enquanto isso começou a escrever a série Harry Potter. Hoje é mais rica que a Rainha da Inglaterra.
>Atualmente estou um pouco sem tempo, em face de um curso que estou coordenando, de 19:30 às 22:40h. Talvez 4ª-feira que vem, dia 12 de out, esteja disponível para nossa conversa.
>Sinceramente, gostaria muito, Marcinho. Forte abraço!
>
>P.S.: Você foi suficientemente claro!



>Comte Mandágora

>> Bom dia, Comte Mandágora!
>>
>> Há muito tempo estou querendo te escrever, mas não sei se deveria. Qual assunto abordar? O lançamento do novo livro da J.K. Rowling no castelo escocês não seria apropriado visto o fato de eu ainda não conhecer tão bem as aventuras do Harry Potter, quanto gostaria. Contudo, se estives com tempo, poderíamos nos encontrar para conversarmos sobre os rumos que a literatura infantil contemporânea está tomando e se tal fato influencia as politicas econômicas das países emergentes. Pense a respeito.
>>
>>Frt abraço!
>
> Marcinho
>
> P.S.: Meu novo e-mail: (...)@gmail.com
> P.S.S.: Espero ter sido suficientemente claro. A que ginástica mental você me obriga!
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http://br.download.yahoo.com/messenger/

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UOL Fone: Fale com o Brasil e o Mundo com até 90% de economia
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-- Ah! O Senhor sabia que o Deputado Alberto Fraga é lobista da Taurus? Fonte quente.
-- O Márcio quer me convencer a votar no SIM.
-- De forma alguma, o senhor é voto consolidado. Apenas queria lhe passar a informação. Não é só uma questão de segurança, mas de altos interesses econômicos.

6 de out de 2005

Orelha de pitbull (nunca ninguém havia me feito tal observação).


Van Gogh Monet., originally uploaded by JucaFii.

Tenho me esforçado para postar apenas uma vez por semana, de preferência às segundas-feiras, contudo, por mais que eu tente me manter afastado da web, algo me suga ao ciberespaço, ao mesmo que alguém me empurra para fora dele. Algo e alguém se desentendem e minha vontade de estrangulá-los se dissipa, quando descubro que as Circunstâncias estão se encarregando de cumprir meu desejo.

Tem sido extremamente difícil conviver entre desesperançosos. Ambiente tão rico quanto o Saara. Pára de reclamar. Encare a situação com estágio probatório a um cargo qualquer no Senado, ou na Câmara, ou quem sabe naquele Tribunal onde elevadores exalam à nenúfares azuis . Tenho aprendido a engolhir sapos. Minha imaginação os transforma em rãs e nós sabemos do ossinho da coxa levemente apimentada estralando na boca. Apenas suponho.

Olho para cima como se estivesse visto uma lagatixa. E quando você não puder olhar para cima, Márcio, alguém, que não seja sua terapeuta, vai te estender o lenço? Não. Minhas lágrimas retóricas se comportarão exatamente conforme o texto, uma embaixadora vai entrar na loja, estimular meu poder de persuasão, me levar o sorrir:

-- Você tem rezado, Márcio?
-- Tenho.
-- E já aconteceu um milagre na sua vida?
-- Ainda não.
-- Então está rezando pouco.
-- Espera ai... me aconteceu uma milagre ontem à tarde.

E as lágrimas vieram doce o suficiente para ela espontaneamente me abraçar entusiamada. O almoxarife tatuado, testemunha privilegiada da cena, discretamente movimentou os lábios: "Deu ontem, né, seu puto? Foi rola, não foi?"

Atento-me ao fato que nem poderia estar registrando essa história. Através do link do Dicla no Orkut, alguns amigos podem me descobrir na via dupla. Temos que remover aquele link de lá, depois. Depois, mesmo. Conta logo o ocorrido no fila do Pão de Açúcar. Vangloria-se. Promova-se. Sei que é bem isso que deseja. Diga logo que o pangaré foi safo, que mandou bem, que faturou uma estirpe jurídica.

A latinha de coca-cola quente, a fila parada, a revista Veja, meu comentário sobre a capa ao senhor de gravata, a contribuição ao meu argumento, a troca de olhares no estacionamento, a hesitação, a discreta patolada acompanhada de um sorriso, que de tão tímida tornou-se elegante. Aproximei-me, estendi a mão, apresentei-me, recusei a carona, mas não a conversa.


-- Sou uma pessoa contundente. Bato de frente com o poder. Odeio Brasília. Só consigo permanecer aqui por temporadas.
-- Ela é cosmopoLIta...
--Éeh...
-- ... por causa do corpo diplomático, dos políticos... e provinciana ao mesmo tempo.
-- Exato! O provincianismo mata essa cidade.

Um traço da personalidade me convenceu a fazer o que, onde e como ele queria. Advogado experiente me induziu a falar sobre mim, sem receios, preocupações, abertamente. Descobrimos que somos vizinhos (apenas um kilômetro nos separava), que sua esposa conhece meus padrinhos e que não a nada mais gostoso do que comer torta gelada de chocolate com castanha-do-Brasil na Di Lorenza observando o chuvisco apressar o passo da moça que havia descido com seu labrador.

Finnicius Revém [Finnegans Wake]


22, originally uploaded by Márcio Hachmann.

"Poderá ser recomendável, numa primeira leitura, passar pelo texto sem a preocupação de explorar o que ele esconde. Quem se confia a jogos sonoros, ao ludismo de imagens e idéias, pode ler Joyce com prazer."

Fissura(do)

No nosso caso não há sutura que corriga a imprudência.

A Paixão Segundo Martins ( Die Martins-Passion 2003)


IMG_5445, originally uploaded by supercommon.

Perco-me entre acordes, antes de tomar café-da-manhã, saudade de quando ruído (grunido) me vibrava a carne.

SEPULTURA : Official Website

Link puxa link, olha só onde caí, Leitor. Sim. Houve uma época que aquele menino com jeito de CDF ouvia Sepultura escondido de todos. Os moleques do bloco, com suas roupas pretas, suas correntes pesadas, expressões sissudas de tão marretas, fumando maconha (na época nem imaginava que fosse) nunca imaginariam que o germe da transgressão vigorava dentro de mim. Eles odiariam ainda mais se descobrissem que eu escutava a banda preferida deles (nem era minha favorita). Numa rodinha de conversa, na festa de aniversário de uma amiga em comum, quase ponho a perder ao corrigir o nome de uma música. Foi automático, desde então, nunca mais corrigi ninguém em público.

Novae: A astúcia venceu a soberba por Emir Sader

Um post atrás do outro. Só posso estar dodói. Virose? Não. Raiva. Constipação (chupa mais jabuticaba). E quando elas me atacam, me automedico com silêncio (O Fornazze o conhece bem.) Está tudo perfeito. Não discordo. Opino pouco. Sugestões não proponho. O porco transforma-se em cordeiro, a ponto de falarem que a supresa que prometi para essa semana seria a publicação de um livro que supostamente haveria escrito. Para quê?

"O senhor sabia que tenho um artigo publicado na SBPC, fruto de uma pesquisa sobre latossolo vermelho?" Ou seja, publicar seria de menos. Eu quero respeito. Se meu comportamento/moral/ética/ atitude/idéias incomodam alguém, isso seria problema pessoal dele. Até porque, não prejudico ninguém; ao contrário, me desdobro para ajudar, sem fazer qualquer tipo de cobrança depois. Serviço voluntário conta muito para onde vou. Entretanto, minha paciência envia sinais de saturação.

Casar-me (e mudar-me) seria fuga. Prefiro o combate. Permanecer pregado na tela do computador, como de fato fosse dono. Se querem jogar paciência, pinball, conversar no Messenger, ou ver mulher pelada, faça-os em casa, onde, caso a máquina seja contaminada por vírus, worms ou trojans , não prejudiquem outrem.

Uma vida pela vida

Agradou-me muito a proposta do ministro Jacques Wagner: reabrir o debate com os atores diretamente envolvidos na transposição do Rio São Francisco (não tenho opinião formada, até por minha bacia hidrográfica seria outra). Questões complexas encondem nos seus meandros sutilezas que para revelá-los pode-se levar décadas, vide o caso da da Unificação Européia, por exemplo. Portanto, querida prima, vou demorar o quanto for necessário para lhe escrever aquela dedicatória. Por que complicar o que é simples, me perguntaria, você. Porque é a resolução das questões mais difíceis que lhe garantirá uma vaga no curso de Engenharia Aeronáutica. Aceito seus contra-argumentos.

4 de out de 2005

Cordel do Fogo Encantado

Pronto. Dançar me alterou o humor. Suado e bem-humorado. Por que essa cara amarrada, então? Não pretendo ser modelo para propaganda de dentrifício. "Até poderia." Vamos para o treino. Espero que não me quebrem meus dedos, o que tenho de mais precioso, depois da língua.

3 de out de 2005

O Cérebro Nosso de Cada Dia

Depois de dois propanolol, consigo compreender a ironia da vida.

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-- Professor, não tem amarelo escuro.
-- Improvisa.
Assim tem sido, graças ao General Cartógrafo. Trilha das capivaras mapeada apenas mentalmente; "... fazendo covardia com os bichinhos." Minutos de espera. Esperaria mais, se lábios indisciplinados pudessem me responder. Cansado de sentir o suor gotejando nas minhas costas, leventei-o com a força da respiração e se vamos falar sobre sexo, leitora (não trago nenhuma novidade) culpe os serviços de CVV congestionados, a banca de jornais fechada, a video-locadora aberta. Dois rapazes conversando enquanto fumam. A vídeo-locadora está aberta! Vazia. Digo aos rapazes para ficarem à vontade, "só estou olhando", nem precisava. Onde estão os pornôs? Na pasta preta, seu burro. Cinco grossas pastas pretas de folhas-de-plático, apenas os encartes. Surfar na web sairia de graça. Sorrisos francos para webcam. (...) Enviar, aceito. Enviar, salvo. Encontros de cartões de crédito, após uma longa e prazerosa conversa. Quinze cervejas... Eu precisa de sexo, não de companhia, já que ninguém nem nada seria capaz de suprir a carência por mussarela derretida às cinco horas da manhã. Observar a cópula dos heterosexual (você ainda se lembra?) poderia ser interessante. "Marciiiiiiiiinho!" Assutei. Lógico. Érika me abraçou sem me dar tempo de reagir. Os rapazes entraram. Acabei sendo persuadido a alugar "Doce Novembro". Quase a arte que imita a vida imita a arte. Para confrontar, aceitamos a sugestão do atendente: Monster. A Érika entrou em êxtase quando lhe contei que não havia assistido a nenhum dos dois. Fujo de Oscar. Deveria fugir dos preconceitos que me revestem, impendindo de telefonar para os amigos que de repente nos surpreendem. Fios loiros dourados trançados me ajudaram a improvisar. Loiras são muito perigosas. Os mapas nem de longe correspondem ao ideal, mas foram traçados. E era apenas isso que importava. Não era o caso de usar maquiagem. (voltar pra revisar)


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1 de out de 2005

Paradoxo xoxo: Duelo (réplica)

Posso ser quem eu quiser, virtualmente. Meus bíceps exalam polens de girassóis. Aquela tatuagem riscada no dia que provei do veneno sustenido Lá Bemol. Tranqülizantes às três horas na Praça dos Três Poderes, meu coração acelerado preste a me matar. Meu outro coração me chamando de fraco. Duas putas de rodoviária se oferecendo a 1 real. Para me acalmar ,o Bruno começou a cantar Ave Maria de Gounod. Baixo desafinado sacudindo com os trimbres minha carne sapecada. Minhas mucosas cheirando à polvora, dos seus dedos sujos de tantos pecados. Eu pedia mais, mais perto, mais forte, mais fundo. Até que desmaiei.

Blog paralelos

Observo o movimento e não vejo nada, além do minha massa cinzenta estigmatiza. Entrei no Messenger. Onde guardei os convites?