25 de jun de 2005

Os poemas que Clarice Lispector não compôs

Eis uma página que sempre preciso citar.

Versos de ponta a cabeça

Fico indignado com quem não se preocupa em rastrear fontes. Deveria se defender a literatura brasileira. A língua e indivíduo são, a meu ver, indissociáveis. Veja o que Homero (não só ele/ principalmente ele) fez pela língua grega.

P.S.: Só, hoje, me dei conta que o link poderia estar errado. E estava.

Movimento Nacional em Defesa da Língua Portuguesa

Eis a peleja que gosto de acompanhar.

24 de jun de 2005

Harry Potter | Editora Rocco

Vai rolar um fight. Faço qualquer sacrifício para levar o capitão do BOPE para cama. Inclusive ler J.K. Rowling. Aquela história de que meus filhos são fascinados pelas aventuras do Harry Potter, não me convence. O capitão estava enfeitiçado e não era pela minha boca, sim, carnuda. Há algo na história do bruxinho que o seduz, a ele e a milhões, que o faz violar laços, antes tidos como sagrados. Pretendo, urgentemente descobrir. Vou me empenhar com afinco. Ele me quer, só não sabe como. Eu o quero, não sei o tanto, há muitos anos. Na suíte de luxo de um hotel de onde podemos comtemplar ao fundo o Congresso Nacional, lerei para ele trechos do livro. São as armas que disponho. Quarta-feira saberei se fui aceito na Ordem dos Magos Libertinos, ou não? Preciso me manter sereno.

Provas de amor chegam embrulhadas


Cantavam o refrão com entusiasmo, ".. São João, São João, acende a fogueira do meu coração..." Arma branca nas minhas mãos, o copo de quentão me acompanhava. Calma, rapaz, no caminho de casa tropeçarás no príncipe, não o machuque com o seu mau humor. Cansaço, paixão. Minhas semanas têm sido de quinze dias. E o retorno para casa nem sempre tranqüilo. Os bares lotados, boêmios de gravata, a conta pendurada na generosidade de um amigo à espreita. Não há nem mais onde me esconder. A generosidade me arrastarra ao forró particular dos meus sonhos.
Vamos dançar, vamos! Preciso arrumar uma namorada, Raquel. Namorada, Marcinho? Como assim?! Fitei nos olhos da minha confidente, tempo suficiente para que ela conseguisse traduzir meus pensamentos. É o Bruno, não é? Se tivessem uma baixa seria simples. Enviar-lhe a coroa de tulipas pérola. Com avenca suiça! Com muita avenca suíça. Ela balançou a cabeça, como se dissesse: Infelizmente, concordo contigo. Sabe, paixão, por isso que eu gosto de acreditar que existe inferno. E ele vai ter que prestar contas de muitas almas que ele mandou para lá. No inferno os papéis serão invertidos: o polícia toma o lugar do bandido... E o bandido de Capeta, completou ela. Descontraídamente rimos, como fazíamos quando eu engasgava na água. Nem percebemos quando o Alfredo chegou com os copos de... Quentão! Você quer me embebedar? É São João. Toma! Que companheiro é você.
Amor, lá no serviço, você não conhece ninguém... Raquel! Esqueceu-se de quem me apresentou o Bruno? O que tem o Fornazze? Não me liga, não responde meus e-mails, vem a Brasília e não me procura...Vocês não foram ao cinema anteontem? Como você sabe?! Vocês não foram ao cinema anteontem? Co-mo vo-cê sa-be? Ele chegou lá em casa reclamando que você preferiu assistir a um filme de intelectual a ir para o motel. Não foi bem assim, Raquel e ademais ninguém mandou ele hospedar aquele José Maria lá em casa. O cara é parceiro, Marcinho. Alguém quer canjica?
Vou saltar de bungee jump. Não vai mesmo, ficou maluco? Ah, eu queria tanto saltar... Até você, Raquel? Peguei-a pela a mão e disse-lhe vamos, imediamente, o Alfredo a segurou pelo braço. Não vai, não! Me solta, Alfredo! Você está me machucando. O olhar sério da Raquel foi suficiente para que ele a soltasse. Para quem você está ligando? Para o seu marido! Ele adora me ouvir gritando. Alfredo, pára com isso! Vão acabar chamando a segurança. Ele tirou a carteira do bolso. E todo mundo no clube passou a prestar na gente. Para onde eu olhava, as pessoas desviavam o rosto, como se fingissem que não estavam olhando. A Raquel se divertia. Eu estava decidido a gastar os últimos cinqüenta reais. Peraí, Doutor, ele quer falar contigo. Peguei o celular e o desliguei.
Saímos em direção do aparelho, a Raquel e eu mão dados e o Alfredo gritando atrás da gente. Quem vai primeiro, Marcinho? Ladys, first. Há-há-há! Dispenso seu cavalheirismo cretino. Então, vou primeiro. Ia. Fui segurado pelo braço e arrastado até o carro, com a Raquel gritando larga ele, larga ele, atrás da gente. Você quer ficar viúva, Raquel? A expressão do Alfredo era de desespero. Então a graça acabou. O que o Bruno lhe disse? O que sempre ele diz: eu amo demais esse moleque. Abri meu melhor sorriso para Raquel e pedi que o Alfredo fosse, então, buscar mais quentão para gente. Vê se desta vez trás o meu sem açúcar. Ainda provoquei a Raquel, quando o Alfredo se afastou, chamando-a para irmos, finalmente, saltar de bungee jump. Mas ela, me perguntou se aquele tempo todo eu não estivera rezando ao Santo errado. Quem sabe?

Festa de St. Hans ou São João Batista

Zacarias continua calado. Deve ter sido trote.

23 de jun de 2005

Blogs Políticos: A "webcatarse" do cidadão desiludido

Agora se faz no blog do Noblat o que antes se fazia no porta de banheiro público. Massa, véi! :D

22 de jun de 2005

Michael Moore e os Assassinos por Natureza

"(...) diferença básica entre ironia e sarcasmo (...). Enquanto o sarcasmo é o um instrumento da camada dominante para lembrar da sua posição para os demais, a ironia é a arma dos desprivilegiados, que usam a linguagem dos que estão do poder contra eles mesmos."

Parlamentarismo à brasileira

Quem seria nosso primeiro-ministro?

Sobre os perigos da leitura

Onde mora a filosofia

Das dificuldades de Filosofar no Brasil

Jean-Paul Sartre


SARTRE, originally uploaded by elaine.cheng.

O vazio do meu silêncio resvala na minha ignorância. A novidade reside na lápide arrebentada. 14 de julho de 1946, 03 de março de 1980. Fiz o sinal do cruz por educação. Sei que ela não acreditava, nem gostava. Arranquei uma rosa amarela com a autoridade de filho caçula e sai caminhando ávido por um telefone público.

A tese de doutorado do Coelho

Não consegui conter as gargalhadas. Se o aluno transpõem as adversidades sem apadrinhamento ou ajuda dos outros, seu mérito é maior? Acredito que sim. Mas ninguém vence sozinho. Nem o maratonista, cuja o treinador acaba de se jogar do alto prédio dos nossos sonhos.

Clube Virtual dos Militares da Reserva e Reformados da Aeronáutica

Onde chamam o José Dirceu ainda pelo codinome Daniel. Pode? Está claro que há muito rancor entremeado na nossa frágil democracia representativa. O exercício está apenas no começo.

21 de jun de 2005

Jefferson: corrupção no governo Lula supera Collor

Com certeza! O Dep. Roberto Jefferson tem toda autoridade para fazer tal afirmação, pois ele estava por dentro do Esquema do PC Farias. Mas ainda tenho uma dúvida: então quer dizer que se não se descobrir nada sobre o esquema de corrupção supostamente chefiado pelo dep. José Dirceu significa que o crime foi perfeito? Isso me parece um raciocínio falacioso. Só não me lembro qual.
Posted by Hello

Por que teve de ser tão rápido, anônimo e descartável? Ainda trago na boca o gosto do latéx. No fundo da língua havia leve sabor de tabaco. (Ele também estava tentando largar o vício, por isso minhas gargalhadas, antes de iniciar esta entrada.) Fiquei anestesiado pelos beijos no meu ânus. Pude assim, controlar a dor. Que de insuportável, tornara-se administrável. Ele me fez tantas perguntas que pensei que fosse me convidar para jantar. Era só sexo, Marcinho e o ele nos enganou perfeitamente. Talvez, eu sirva só para isso descarga de emoçãos funestas contidas numa cumbuca enrrugada. Não preciso de sexo avulso. Na prática, prefiro ser observador atento e contido, como sempre fui. Acontece, que... não há justificativas. Não consigo mais namorar à distância.

20 de jun de 2005

Não é o que parece

Que ironia! Acabaram enganando quem não deveria ser enganado.

18 de jun de 2005

Dramalhão no país da retórica

Que o Dep. Roberto Jefferson estava encenando, não tinha dúvida. Só não sabia como explicar isso às moscas de frutas que insistiam em me atormentar. Quanto prazer sinto em vê-las mortas.

Com 3 artigos, Einstein reinventa luz, tempo, espaço e natureza da matéria

17 de jun de 2005

::P e n s a m e n t o s I m p e r f e i t o s ::

Imagine se fosse, perfeito? Estariam no céu cantando para o Senhor.

16 de jun de 2005

Ulysses, James Joyce


Ulysses, James Joyce, originally uploaded by cobra libre.

Toca telefone, toca. Levo-te para casa ou não? Olho o anti-romance servindo de peso para as folhas que minutos antes estavam espalhadas pelo chão. Na gabiente do senador, sou o garoto da suculentos e ninguém se atreve a me interromper. Um, dois, três cafezinhos seguidos. Sente-se. Fica à vontade. Minha primeira CPI. Podre em Brasília, são os pombinhos que insistem em fazer cocô na Praça dos Três Poderes. Tenho certeza que se trata de mais uma fantasia sexual do meu pai. Sim! Meu amante tem idade suficiente para me custear os estudos em Montpellier (E daí?) e tudo que escrevo se converge para ele. Óbvio. É para ele que declamo versos apanhados atrás da orelha da secretária que está acima do peso. Gostosinha, carne de segunda. Acém congelado no meu freezer carinhoso. Ela gosta e eu estou aprendendo a disfarçar que não gosto. Eca! Cuspo de lado. Ela ri. Cuspo novamente, dessa vez no cofrinho dela. Só o pensamento da possiblidade já a faz gozar. O pai, o meu, nem imagina e cotinuamos a correr pelo gramando detrás do Congresso. Não há nada de mais sair do gabinete às 21h e descançar os pés na grama puída. Denis, faz um favor? Olha até que hora a biblioteca fica aberta. Ele sai resmungando. Que isso! Só pedi um favor. Dissesse que estava ocupado. Um Senador da tribuna faz um discurso frouxo. Que péssimos assessores se escondem aqui! Onde estão os bom? Os bons bombons! Godiva na minha mesa. Mortos, mas são dois godivas e são gostosa e inteiramente meus. Será que eu conseguiria ler o monólogo da Molly, logo à noite? Deixa de ser Maria, Marcinho! Temos muitos documentos para analisar e a Comissão toda para... ixi! Fudeu. Despeço-me carinhosamente dos meus. Alguém atende o telefone, por favor! Eu saí. Na porta, o macho me espera. O teclado não ajuda, porra! De terno escuro e barba aparada, levá-lo para jantar no Chinês seria uma possibilidade e não tivêssemos no fim. Tu podias ter tirado a barba, poxa! Sou alérgico. Meu pescoço fica vermelhão. Vermelhão é a cabeça do meu pau! Fala mais alto, ninguém sabe disso. Acabei não lhe dizendo, querido DiCla, como me apaixonei pelo pela tradução do Houaiss. Em casa, a gente continua. Em off.

Querido DiCla,

Happy Bloom's Day!



Minha primeira CPI. Três meses passam rápidos.

2005 - Uma Odisséia Literária:

Neste blogue podemos acompanhar trechos do percurso (no tempo e no espaço) do Leopold Bloom (metempsicose de Ulisses).

Ulisses gostaria de ser um cidadão comum. James Joyce aproveitou a idéia e nos presenteou com o judeu __________.
E você, DiCla, se sua alma pudesse trocar de corpo, quem gostaria de ser?

James Joyce (bacia de links)

Há material suficiente para elaborar uma tese. Fale a pena? Sim! Se no caminho não houvesse uma pedra. "Há uma pedra no meio do caminho."

Ria, se puderes.


James Joyce Books, originally uploaded by chillihead.
Trouxe o texto abaixo da coluna do Fausto Wolff. Se não podia, agora já era.

"Eventualmente, James Joyce ditava partes do seu romance Finnegan's Wake para seu discípulo, secretário e office boy Samuel Beckett, ao qual dava alguns centavos quando estes apareciam. Joyce reclamava que ''este negócio de ditar não funciona comigo'' quando bateram à porta e Beckett, que mais tarde escreveria três obras-primas do teatro mundial, não ouviu. Joyce disse:

- Entre.

Beckett escreveu este ''entre'' no papel.

Mais tarde o discípulo leu para o mestre o que ele havia escrito. Quando chegaram no ''Entre'', Joyce perguntou:

- Que ''entre'' é este?

- Foi o senhor quem ditou.

- Ditei, é? - E depois de uma pausa. - Então deixe ficar.

É por isso que Finnegan's Wake é incompreensível e Beckett aprendeu a lição: até hoje ninguém entendeu seus três romances."

Lluvia de críticas para el Ulises en su centenario

Críticas para o centenário que continuam sendo pertinentes. Considero o anti-romance apenas como um apunhado de técnicas literárias para todo aquele que deseja aprender a escrever ficção. Minha ingênuidade deve estar me traindo. À noite, voltarei à biblioteca.

La riqueza mestiza de Nélida Piñon

Numa banca de revista, próximo ao Ministério da Saúde:

-- Espanhol e grego para mim é a mesma coisa.
-- Nunca!
-- Estou dizendo! Fiz um semestre de grego...
-- Não vejo problema... mas o dicionário fica ao meu lado o tempo todo.

15 de jun de 2005

O primeiro depoimento de Roberto Jefferson: lama sobre a mídia

Odeio quando me chamam de burro! Será que o jornalista acha que acredito no que leio?

London Burning

Saudade do tempo que eu passava as tardes, na casa do namorado da minha tia, ouvindo e dançando rock alternativo inglês. Sorte tinha ela de namorar um musicista. Sorte tinha eu de ser vizinho dele. Mais sorte ainda, era ele ter um irmão da minha idade. Punhetinhas e Playboys à parte, eu gostava mesmo era dos vocais, que eu imitava sob os olhares cúmplices do Marden.

A nova tradução de Ulysses

FASCINADO AO LER AS CINCOS PRIMEIRAS PÁGINAS, precisa passear pelas ruas de Dublin conduzido pelas frases do Houaiss com a única certeza de que deveria, o quanto antes, voltar a estudar Inglês. Ler James Jayce no original. Há muito marketing por atrás dos faxs que me chegam, duplicados, com pedidos vermelhos. Se a professora Bernardina da Silveira Pinheiro não fosse lançar sua tradução do Ulysses durante Bloom's Day (e os jornais não divulgassem o evento), eu me esqueceria da data. Assim como, me esqueço dos aniversários de amigos, familiares e colaboradoras. Memória é um ato social (onde eu li isso, mesmo?). Lembramos daquilo que nos lembram, muitas vezes. Queria que me esquecessem. Que me deixassem em paz. Que não me telefonassem nunca mais. Telefonemas noturnos desestabilizam minha libido.
Um cão me mordiscava a orelha, ora era um rottweiler, ora um labrador, era o homem que eu fingira amar. Acordei assustado. Encostei meu dorso no corpulento algoz que me trouxera cravos vermelhos disfarçados de trufas. O vinho tinto seco, mais seco estávamos nós de desejo um pelo outro. Do alto da minha benevolência propus ao corpulento um relacionamento aberto. Não que eu desejasse. Não queria mesmo! Apenas, não gostaria que ele sofresse a agonia da ausência das minhas mãos relaxando seu peito nu. Sinta-se à vontade para fazer sexo com outros caras. -- disse-lhe. Afinal, sexo é atração; amor, apoio incondicional. O Fornazze me abraçou pelas costas, predendo meus braços e perguntou o que eu queria ganhar de Dia dos Namorados. O que eu quero, eu já tenho. -- respondi-lhe. Mas na realidade, eu não sabia o que lhe responder. Agora eu sei. A porra do celular não atende.

14 de jun de 2005

BliG Ricardo Noblat

Não acredito em nada que o Dep. Roberto Jefferson disse. Ele é artista e como tal mente. Resta saber o que ele acrescenta à nação com essa opereta tosca. (Ainda bem, que não mudei minha rotina. Ia ficar puto de raiva.) Estou cansado de saber que os donos do poder são corruptíveis. Por que não se aproveita e inicia-se a Reforma Política? Porque os ratos do Legislativo são de uma espécime muito rara e importante para a biodiversidade amazônica.

Blog do Moreno (Bastidores da política nacional)

Quase meio-dia, numa comercial de Brasília

-- Acho que vou resgatar meus dólares.
-- Calma, R. , espera o depoimento do Dep. Roberto Jefferson.

Meus Deus! Será que isso faz de mim um especulador financeiro. Tudo menos isso.

Planando sob mentes estúpidas


Brasília, DF, originally uploaded by ana_maria_.

A qualquer momento a inibição cede e voltaremos o olhar contrito para a alma verde do meu alter-ego que me pede para explicar, afinal, por que não mais me protejo dos cintos de couro que me torcem os dedos. São 9 horas, daqui a pouco o celular tocará. Minhas prioridades encaixotadas se mudam de perspectiva. A deriva... Consideram-me político, o que não significa que eu saiba me comportar como tal. A propósito, quantos graus me separam do Dr. Thomas Mesereau Jr.? Tomara que sejam poucos. ;)

13 de jun de 2005

Numa galáxia não muito distante...

Minha prima me ligara preocupada com entrevista do Dep. Roberto Jefferson à Folha de São Paulo. Disse-lhe que só saltaria do barco, se o L.F.Verissimo escrevesse uma crônica atacando o PT e o governo. E ainda assim, eu iria atrás de outras opiniões. Mas ela crescera, tornara-se uma mocinha muito perspicaz, e me pedira que desenvolvesse o argumento. Está pronto, querida! Acabei de enviá-lo para o teu e-mail.

Writing Fiction

Que adorável surpresa! Acabo de descobrir que eu tinha apenas preguiça de ler em inglês. A motivação me guia para além de onde imaginei.

10 de jun de 2005

Leia Livro

Rapidinho, enquanto nenhum namorado afoito me pergunta o preço do buquê de rosas vermelhas. Gosto quando leitores do DiCla, me trazem links relevantes. Me parece que ganhei meu dia, triste por saber que meu amor não poderá vir à Brasília. Continuaremos pelo skipe, ora pois!

Lula no está en venta - ELPAIS.es - Opinión

Estou agoniado, mas argumentos favoráveis não me faltam para tranqüilizar os meus.

9 de jun de 2005

meio quilo de costelinha

As sirenes já não me dão mais prisão de ventre. Talvez eu deva voltar ao açougue.

Gustavo Flaubert (1821- 1880)

Tenho me comportado igualzinho a Madame. O final todos presentem.

8 de jun de 2005

César Vallejo (1892-1937)

-Posso trocar?
-Não! Já comprei.
-Então me entrega hoje; e o outro, me entrega no sábado.
-Bebeu?
-Posso beber... se você quiser.
-?!
-... o leitinho...
-Não provoca...
-Pensa com carinho.
-Nos carinhos?
-Também.
-Nesse caso, prefiro agir sem pensar.

Trocando em miúdos (Chico Buarque)

Direi que o Naz é perspicaz, se sábado de manhã, antes de eu sair para floricultura, encontrar um Neruda ao lado do meu travesseiro. Não substitue a ausência do amado, mas alivia a consciência pesada.

Lula diz que não acobertará ninguém e que cortará própria carne

Pelo tom do jantar de ontem, já estamos em campanha eleitoral. Não consegui comer nada. Faltava-me argumentos. Restava-me ouvir a retórica dos preconceituosos (pq ninguém admite?) e tentar no meio de tantas falácias, mostrar-lhes o quanto estavam equivocados. Mais uma vez, eu estava isolado. E mantendo um pouco de dignidade, escutava com semblante sério todas as queixas sem nada responder. Mesmo quando a réplica me veio, preferi me silenciar. Até porque ninguém estava interessado na minha opinião. Em momento nenhum minha fé se abalou, mesmo estando diante de interlocutores privilegiados.

7 de jun de 2005

Paulo Markun: Dirceu foi bem no Roda Viva

Acabo de me lembrar o que estava eu fazendo na noite de 17 de maio. Assistindo ao Roda Viva? Eram os meus planos, não o do meu caso. Estava assistindo um outro tipo de vídeo, desses caseiros que a gente filma/ participa quando estamos embriagados de saudade. Não foi difícil convencer o Naz a apagá-lo. Vai que um dia eu seja solicitado a trabalhar no Palácio do Planalto, já imaginou o escândalo? Uma autoridade de Estado de salto alto fazendo felação. O dólar imediantamente passaria a valer R$5,00. A Bolsa de valores quebraria, o Risco-Brasil. atingiria níveis intoleráveis. Pediriam minha cabeça. E o pior, eu teria que me sujeitar às fantasias do meu amante, em troca da discrição. Jamais.

6 de jun de 2005

Bits & Bytes: 10 blogues que adoramos.

Dois dos quais visito freqüentemente. São as regras do jogo, manter-se informado sobre quem é quem. Lamentável que virtualmente seja tudo tão fugaz. Tenho percebido que alguns blogues ditos literários, estão apenas testando seus textos, adequando seu público, a espera/procura de uma editora ou de condições para auto-financiar seu primeiro livro. Estão certo. O errado aqui sou eu. Imagine, querido diário, se a Rede Globo anunciasse hoje à noite em horário nobre o encerramento das suas atividades televisivas. Seria alívio, depois. Na hora, caos. Assim me sinto, quando me deparo com um link rompido, com bogue desatualizado... Para o celular que vibra em cima da minha mesa, digam que morri. Bloqueou meu raciocínio, não sei mais o que eu ia dizer. Nada de importante... Não vou atender. Estou também cansado de jantar em motel.

Anjos de Prata

Oitos dias para elaborar uma narrativa curta (1 lauda). Na semana dos Dias dos Namorados? Não serei capaz. Sim! Também tenho esse defeito: sou derrotista. O que ouço/ vejo já não me serve. Teus olhos. Vamos tentar por derivação.

Harry Potter e o Príncipe Bastardo

Cada vez me convenço que literatura se faz com marketing. Deixa-me ir fazer o meu. A propósito, a Dra. não se interessa se há poeticidade no que escrevo ou não. Por isso não me propus a buscá-la no aeroporto. Posso até comer carne mixada, mas tem que saber se oferecer, me seduzir. Nem lambari, nem sabonete, tampouco Mercúrio, Hermes, talvez ungido pelo Deus mensageiro. predestinado, não! Tinha que entregar/ enviar um bouquet de géberas para Manaus. Sempre tenho algo para entregar. Estou me cansando disso, dessa digressão, daquela falta de assunto, do desejo que toma conta dos meus dedos-cérebro-imaginação e só passa depois do almoço. Talvez se eu deixasse de escrever para mim, mesmo; largasse o tom confessional do diário. Talvez... sonharia com advérbios. Mentira! A ficção possui sua próprias regras. Odeio obdecer/seguir regras das quais não pude participar na elaboração. Por isso, amo a língua. Faço dela o que eu quiser, pagando o risco do isolamento, mas de repende, eu nasci mesmo para ser só. O homem é um ser social. Meu amigo recifense, (esse não é invenção minha, não!) me dissera que os comentários no blog dele não passavam de dez. Eram sempre as mesmas pessoas, os mesmos amigos. Ri e respondi-lhe que os meus, não passavam de cinco. O que me agrada muito. Sim! Multidão me desorienta. E nada pior do que estar-se só esperando o vôo atrasado. Desculpa. Faulkner está aqui comigo, descansando no meu colo. Ele também fala sozinho. Mesmo assim, gosto de escutá-lo.

P.S.: Não estou lendo o autor acima citado. Digitei conforme foi se desenrolando.
García Lorca continua me tomando todo o tempo.

Vem cá!


~ coração ~, originally uploaded by soulsister.

Pardais verdes mortos no fundo da gaveta esperando minha boa vontade. Calças brancas de brim prontas para serem enforcadas. Eu intercalo hipóteses, debaixo do vespeiro desconhecido. Dor de barriga, dor de cabeça, pesada, densa, conhecida, que nem café pode substituir. Nossa pior semana sem a suposição dos mares equatorianos. Queria constrelações ao menos no café da manhã. Todavia, a forma cuja escândalo me proíbe torna-se perdida sob outro amontoado de passadeiras azuis. Nenhuma imagem me alcança o coração. Vou padecendo sobre a tela branca do editor.

Desde domingo, atravesso o deserto branco das minhas desesperanças. Tenho que ir ao presídio visitar um amigo que me tem como irmão. E a única coisa que consigo é empilhar frases desconexas. Há um sentido no caos. Até aí nenhuma novidade, no entanto, aguardo do lado de fora o trinco cair no chão. Não há mais segredo para ninguém: estou escrevendo um livro. Dolorosamente, estou a digitar o que me vem a cabeça, não deveria ser tão difícil assim, pois basta abrir as comportas da Itaipu e teríamos uma Buenos Aires cheirando a carne pobre. Entretanto, tenho lista de problemas quânticos a resolver. Ler como Aquiles tripudiou sobre o corpo de Heitor foi a mais fácil deles. Até porque trata-se de uma leitura preliminar, exploratória. Eu preciso mesmo é me disciplinar. Observe os arqueiros troianos.

Sente-se diante do frio muro de livros que se avoluma no chão próximo da sua cama. Nem criado-mudo a porra do veado possui. Além de bicha, pobre. Não há nada pior. Um sortilégio desfavorável, uma incapacidade de burilar palavras, doravante, signos. Um gay, que signo horrível, me recuso! Um pederastra que insiste em transar com as amigas que morrem de amor por ele. Eu não preciso ser amado, preciso impor respeito. O que só consigo ao folhear um caudaloso livro em castelhano. Sou o filho que a mãe se orgulharia, que o pai ignora. E não se tem o respeito adquirido porque perguntas se avolumam na minha caixa de correio.

Desculpem-me, mas estou andando de bicicleta na via Dutra. Estou em alto mar nadando entre famintos tubarões. Ainda bem que eles não apreciam a carne humana. Estou escrevendo. E para pirraçar os teóricos que se apresentam-se detentores da técnica literária, estou escrevendo um diário. Não só pela estradas cronológicas, mas também pela confissão...

Não consigo. Não consegui dizer à terapeuta, nem vou conseguir me expor esse tanto. Chega desse truquinho infatil de tão batido. Seus/meus leitores conhecem retórica melhor do você. Diz logo, diz que nós queremos rir da sua cara. Ele passou mão em mim. Só foi uma fez. Era noite. Ele foi na minha cama e me abraçou pelas costas, me alisou, me beijou. Até hoje, sinto na minha pele o hálito de pinga. Não tenho raiva, nem nojo, nem piedade. Apenas não consigo fitá-lo nos olhos. Não o quero morto. Tivemos alguns momentos divertidos quando ele chegava sóbrio em casa. Eu não consigo.

Minha tia me pediu para desligar o computador. Já se passam das 22h. Amanhã antes das 7h já estarei na loja. Estou enrolando para ver se me vem coragem, para ver se alguém entra no Messenger. O astrólogo me dissera para ter cuidado com a língua. Tagarelice é defeito. Meu pai. Está aí, disse, meio assim disfarçado. Se a leitora assustada me telefonar (já está enchendo o saco!), respondo que se trata de ficção. Sou intimista, carente e solitário. Frágil. E mestre em se fazer de vítima.

5 de jun de 2005

Número Cinco

Acabo de descobrir da pior forma que uísque com cogumelo faz mal. Vou vomitar no teclado. (E daí?)

Cogumelo bravo

Posted by Hello
Se ele algum dia souber que andei postando as fotos que ele me confiou, serei perseguido até o inferno. Quero deixar meu pai irritado, corroborar minhas hipóteses. Quem mandou o competidor-finalizador não proteger suas imagens. Viva o Orkut, viva! (Meus posts são amorais. Grande novidade.)

Cogumelo alucinógino

Posted by Hello

Mamãe não vai gostar de saber que ando postando fotos de homens de sunga. Estou muito bêbado para me importar com as conseqüências. Crianças, não aconselho que façam isso. Vocês podem ser deserdados e expulsos de casa.
Posted by Hello
Alguém o conhece? Ele é o responsável, se amanhã eu acordar de ressaca.

4 de jun de 2005

Promotor diz que há provas para condenar PMs no RJ - Terra - Violência no Rio de Janeiro

Há momentos e situações que sou a favor da pena de morte. Depois passa, quando observo a montanha de músculos-ossos-pêlos rossonando no sofá. Sem moralismos, rancores ou revanches. O que é Justiça, mesmo?

Ri, Coração! - UOL Blog

Sozinho, esperando o Algoz acordar. Não esperava que ele fosse voltar tão cedo. Vou navegando pela Web, atualizando minhas leituras, deliciando com amendoim cru. Virei naturalista. Precisamos compensar a nuvem de alcatrão que se cola nas toalhas de mesa (presente da Ana Cristina), banho (presente da Socorro), guardanapos (e faqueiro completo, presente a Nara) e panos de prato (presente da Marisinha, que não veio, mas me escreveu uma longa carta. Vibrante!) Esta carta, Palhaço Bocudo, me lembrou a da Marisinha, "(...) Marcito, eu jurava que você fosse apaixonado por mim." Sinto-me um pouco aliviado de ter conversando com as mulheres que povoaram minhas esperanças. Elas não me decepcionaram, ao contrário, me surpreenderam. Não foi fácil, não recomendo a ninguém. Toallhinhas bordadas com B. e M. que não publicarei para não resvalar no brega. Sentiu falta dos lençóis, meu querido amigo, pois é! O Naz está babando neles. Lavá-los à mão será trabalhoso. Descubro atrás do bônus o ônus da clandestinidade. Não sei se posso dizer que estou feliz. A única certeza é que tenho com quem ir ao cinema.

Erotismo na Cidade

Testando a inteligência que transpira testogerona, aquele lá, era eu. Passei correndo sem falar com ninguém. Diz aí, o que o sansei black-belt queria. O celular emprestado. Jura? Me oferecer carona. Muito quadrado, muito pesado, muito grande. Precisaria de uma escada para alcançar o céu da boca dele. O terceiro numa noite de promiscuidades. Meu olhinho nem pisca mais. Vou gozar com esse e vamos embora. Meu amigo, agora personagem, riu. Como você sabe que ele luta? Fetiche, Bicha, fetiche! Não vai aos campeonatos, não reconhece a baunilha Vestir-se com o quimono suado do finalizador. Fingir-se de moça desentendida, grunir, emitir gemidinhos sufocantes. Engolir o que puder. Pedir para lhe ensinar a aplicar o mata-leão. Deixar que ele te amarre com a faixa de algodão cru cheirando a magnésio.

Me entrego, depois venho ao confessionário, como se pudessem me tirar o peso da consciência. Sou culpado e a indiferença da moça loira-de-olhos-azuis seria a pena. Se ela não insistisse em querer me beijar, mesmo eu tendo lhe contado detalhadamente a vergonha que passei no chuveiro, na cama, encostado na parede, segurando no corrimão, plantado no carpete, na varanda estrelada. Acho que acabei deixando a moça excitada. Papai adoraria chamá-la de "minha nora". Meus amigos diriam que ele está me comendo com o dedo. Só foi um beijo e já sinto ciúme. Vou sair com quem me ligar primeiro. Se o Sansei me chamar para ir ao cinema, eu namoro a Loira; caso contrário, amiguinhos. Estou decepcionado com a terapia.

3 de jun de 2005

Fix you, Coldplay. Banda multimídia. Novo vídeo disponível no site. Tem que se cadastrar. É rápido. Não dói. Não se compara ao site da Madonna (Para quem agüenta o cheiro da merda, é um urinol cheio.) Me lembrou The Cure, Me lembrou Radiohead...The Smiths... (..., banda de veado.) Estou a procura de algo mais vibrante, Molotov no café da manhã. Você anda tão musical, Oykrã. Pois é, Al Cid, encontrei empoeirado nosso xilofone, no forro lá de casa. Senti saudade das nossas tardes trancados no quarto, esquecidos de nós mesmos, colorindo notas, inventando melodias, desafinadamente criança pirracenta. Posso agora puxar assunto com o vizinho que passa os domingos tocando guitarra. Músico ele não é. Talvez formado em. Amante com certeza. Bem mais alto do que eu. Cabeça raspada, costas lisas. Não me parece marombeiro, mas os braços é de quem freqüenta academia. O adesivo no pára-brisa não seria gratuito. Lábios de manga. Vou ver se consigo um amplificador de som emprestado com um amigo. hehe. Quero saber qual é a do meu vizinho. Vai dizer que ele ainda não me percebeu aqui na varanda observando-o de soslaio lavar o carro? O pato aqui sou eu! De sunga com o tempo nublado? Deve estar se estar se insinuando para as formigas que protestam contra a ação de despejo.

2 de jun de 2005

Primeira lição: Aprender a conviver com pessoas rancorosas. Costumo dizer que estou fazendo estágio para trabalhar no Congresso Nacional. Enquanto discutiam sobre quem matou quem, eu me ausentava ao pedaços. O Doutor, ontem, falou que sou muito filósofo. Ignorante! O Cirurgião é capaz de abrir e fechar uma pessoa, mas... Ele estava me insultando! Se eu fosse intelectual, estaria em Salamanca ou Frankfurt, ou em Paris... Nova Iorque, Cambrigde, Iowa, como pude esquecer-me de Iowa! Viver como bolsista, não resolveria minha angústia. Vem alívio, vem! De que adianta o enorme respeito que eu guardo por mim, se o milhões de veados estão sendo imolados de duas em duas horas. Olhe, o contador! Onde? Onde? Lá no fundo das minhas lamentações. No muro guardei um nome: perdão. Me perdôo antes de tudo por ter fracasado. O orgulho ferido não é mais uma chaga e não faz sentido usar esse lenço no pescoço. Deixo isso para os autênticos gaudérios. É mais sincero.
Posted by Hello

Nina Simone me acalma.

1 de jun de 2005

Eita! Passei a manhã toda preparando um post. Pesquisa no Google, consulta o dicionário, telefona para os contatos, escreve um e-mail, entra no messenger e nada. Viu o que acontece com quem sai para beber com os amigos (na verdade amigos do amigo. É moda agora, né?) e volta às quatro da manhã. (Estava chovendo muito forte. Meia-mentira.) Não tem nada para postar. Ai! Estou só o pó.