25 de fev de 2012

Se não sabe brincar, não desce para o play



Entre uma faixa e outra do  novo álbum da cantora Fernanda Takai, discutíamos sobre a real necessidade daquela tempestade que abafara o dia quente. Já se passava das três da madrugada. Se Smirnoff Ice causava o mesmo efeito que uma limonada suíça no parceiro; em mim, deixou os marinheiros batendo na porta do convés. Era a senha. Hora de um exame suficientemente perfunctório a ponto de fazer o lacto-coke submergir em cena, manchando o macio couro do recamier cinza, e o tapete persa, e o porcelanato do lavabo, o grande reto abdominal, e a calça  jeans  do cidadão na altura do joelho. O estrago do álcool na mente do maníaco. cinco por cento de teor alcoólico. De limonada suíça  aquela porra não tinha nada. Havia tantas garrafas long neck agrupadas ao pé da mesa, que poderíamos chamar a turma do Arregaça para  um torneio de boliche. você, gosta de boliche? sinceramente, não. prefiro sinuca. E eu, achando que estava caçando, quando na verdade era presa  fácil na boca de um exímio predador. A desova  foi ali mesmo no caminho de quem passava, olhava, admirava, invejava. No banheiro para se lavar a luz ofuscou o tapa na cara: estou noivo, a marca da aliança que o sol não bronzeou. Então porque agora não para de me ligar.  Não vou  te atender. Você teve a tua chance. Um esplendido cohiba cuja fumaça embebeu a minha alma.

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