7 de jul. de 2006

"(...) Algumas sementes se desprenderam da mureta e nem assim me convenci da irresponsabilidade que se interpões entre os dois quadrantes adjacentes do Imperador. Precisamos ligar para o engenheiro, pisar nos bancos-de-couro, relaxar os músculos enquanto ele se esforça para extrair petróleo. Tem tatuagem? Não. Deixa-me ver seu peitoral. Continua. As confissões, lamurias, lamentos e reclamações podem ser peça chique no salão de jogos, se soubêssemos jogar totó. Você sabe? Eu não sei. E os erros acumulam-se sobre a maca da enfermaria. Luzes azuis, verdes e amarelas. A nutricionista me acorda do sonho. Vamos? Me entrega seu braço, como estivesse me entregando seu coração. Ofereço-me para carregar sua bolsa de anéis de latinha de alumínio. Pesada. Peço os livro. Pesados. Ela me puxa a orelha com carinho: quem mandou não seguir o regime? Aperta meu bíceps esquerdo para se certificar das desatenções levianas que eu mesmo vinha comento com o meu corpo. Martírio. Quer ser santo é? (...)"

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