25 de jul de 2006

Manteve-se afastada por receio de vomitar no objeto de devoção. Era o sol de julho cumprindo seu ritual. Aquela luz alaranjada que lhe ofusca a retina. Forma, pureza e conteúdo. A profissional iniciante tomada pelo vício solicitava por retornos mais rápidos e intensos. Todas minhas lembranças me levam ao clube. O que fazia, eu, lá, sendo que destruo esperanças, quando deveria alimentá-las. A dor caminha sobre minha falsa pele poluída com a promesa de que à noite serei uma criança comportada e obediente. Permita que o engenheiro derrube o alicerce que restou de nós. Puxe a cadeira, sente-se à mesa. Conte-nos minuciosamente o fato. Como se fosse possível, carinho meu. Cinqüentas moedas de ouro e o vôo para Zurique cancelado. Os transeuntes riam. Gargalhadas esteriofónicas a ameaçar segredos translúcidos. Colméia deflagrada. Enxame em nossa direção. E ela parada. Patrícia? Nenhuma reação. As falésias lhe absorviam. Murmurou outra promesa. Impossível.

4 comentários:

  1. Olá, Márcio! Sim, é realmente engraçado aprender a dizer "conas", "pilas", etc...mas gosto mais das semelhanças... Andei lendo e flertando com alguns de seus textos...de fato você tem um bom estilo; Não os li todos, portanto não os critico mas, se quiser, podemos comentar textos. P.S.: Desculpe-me. Atropelei-me. Carolina, muito prazer!

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  2. Ei! Agora, confusa, pergunto-me quais destes textos são seus?? Tem "A Insustentável Leveza do Ser" e vários outros com instruções de páginas. Aguardo, ansiosa, sua resposta. Abraço,

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  3. Desculpa-me a confusão, onde se vê "In" trata-se de indicação ao romance do Kundera. ;)

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  4. Claro! Agora parece óbvio...Acho que demasiado café afetou a minha cabeça...Obrigada pela explicação!

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