11 de abr de 2007


Aeroporto de Brasília, originally uploaded by Paulo_Bsb.

E se restringíssemos a curva da terra. Nenhum objeto deverá pousa na nossa cama. Somente mãos, boca e falo. E os pés. Meu dedão do pé, colônia de coliformes fecais. Aplicaria os golpes com mais força para compensar as novas limitações. Se eu permitisse. Claro, minha puta-vadia-cadela, me respondera sem fitar-me nos olhos. Todo procedimento depende da tua permissão. Suas sobrancelhas contraídas, mandíbula forçadamente cerrada, pálpebras apertando os olhos. Um psicótico sorvia todo chope gelado da tulipa. Garçons de prontidão. Onde fomos achar esse bar uma hora dessa aberta. Esta porta aberta... Uma crise de tosse se desencadeia e o burro do Márcio tenta se explicar, é o frio. Tenho alergia ao frio. Balela. Comportou-se como toda pessoa educada deveria se comportar. Levantou-se, tirou o sobreduto e colocou nos meus ombros. Perdeste a oportunidade de beijar meu cucuruco? Na cabeça eu dou é cascudo. Com o cabo da arma. Sem objetos, reforcei. Minha arma não é um objeto. É minha prótese. Sem ela sou maneta. Vamos dormir juntos todas as noites enquanto estivermos dividindo o mesmo teto. Vou aproveitar para ver o que você traz nos bolsos. Melhor não você pode se arrepender. Não é engraçado ouvir de cara que acabei de encontrar numa sala de bater-papo, piadas de humor negro. Se é que posso chamar isso de piada. Se é que posso chamar isso humor-negro. Você tem um humor-negro. O diabo também precisa soltar umas gargalhadas de vez em quando. Me calo. Concentro meu olhar na pilastra em frente à mesa, como se tivesse admirando andar de uma largatixa. Psiu! Um piscar com o olho direito. Um lento movimento dos lábios, mostrando em amplitude seu alinhado sorriso branco. Despeja mais outra tulipa de chope para dentro de si, com se fosse ele mesmo fosse o barril. A barricada que ninguém atravessa. Sou seu saco de areia, enquanto você respirar. Já conhecia esse chope. Não. Ele pediu a chopeira! Você está me passando vergonha bebendo como se tivéssemos acabado de chegar de uma lua-de-mel no Atacama. Você não bebe. O suficiente. Pede a conta. Calma. Olha as horas. Você não está pensando que vai trabalhar amanhã. Gostei muito de você. Vou te levar para lugar legal. Fechar o contrato num primeiro encontro. Desatinos, atrás de erros. Aconselharia a uma mulher a jamais se apaixonar por um homem. Essa vulnerabilidade, nem para Hitler, nos seus melhores dias. Tenho medo de você. Trata-se de se comportar, portanto. Me fale mais sobre você, minha vagabunda-piranha-vaca. Salvo pelo toque do celular. Pois não, chefe. Tamborila no tampo da mesa, marcando um samba famoso, talvez. Conhece o Rio. Não. Você vai gostar.

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