16 de jun de 2012

ERRANDO TAMBÉM SE APRENDE

Voltei para desenterrar os ossos. Tinha medo que alguém me achasse.

- Ainda tenho seu número, olha aqui na minha agenda...lhe disse.

Estava coberto de ouro. O relógio dourado me incomodava as vistas. Quem tem não ostenta. Desta vez não piscou, nem precisava. Entrei, sentei, conversamos. Era a mesma petulância. O mesmo incômodo. De repente, ouço uma música que minha hipocrisia manda eu dizer que odeio. Não caia. Linha-dura.

- Esses babacas ficam usando os animais ...
-(...).
-Acione as travas.

Queria ter sido punido pelo meu crime. Entretanto, não reconheço sua autoridade pois, não sou aquele menininho. Queria comer jamelões, mas agora só no próximo verão. Revivi tudo aquilo, ao presenciar a RPMon utilizando seus animais para catar jamelões. Escutei, atenciosamente, seus delírios. Aquela dos dedos foi triste. Dez polegadas. Quem agüentaria?

-Me dá seu número?
De jeito nenhum, pensei.

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